
Sérgio Costa anunciou, este domingo, a recandidatura à Câmara da Guarda numa «coligação com a Guarda, os guardenses e com mais ninguém». O atual presidente eleito pelo movimento independente “Pela Guarda” acrescentou que concorre a um segundo mandato «com a alma de sempre e com a experiência que ganhei» nos últimos quatro anos.
A apresentação da recandidatura decorreu ao final da tarde de hoje, no esgotado anfiteatro ao ar livre da Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, na Guarda, após o lançamento do livro “Uma Visão da Guarda”, que reúne vários discursos de Sérgio Costa e resume «o pensamento de quatro anos de governação», e de uma conversa sobre o mandato na autarquia.
Sérgio Costa lembrou que a sua tarefa no executivo não foi fácil por ter uma maioria relativa face ao PSD e PS e devido aos chumbos da oposição. O candidato partilhou também a sua visão do que deve ser um presidente de Câmara, numa indireta a João Prata, o candidato do PSD. «Não pode aparecer de repente, tem que estar sempre presente. Não se aprende a liderar um concelho da dimensão e com a complexidade da Guarda com uma qualquer frase feita, uma fotografia em campanha ou com as pantufas calçadas, no sofá», ironizou.
O independente prosseguiu enfatizando que «alguns andam há décadas à sombra da Câmara Municipal, escondidos, sem obra nem ideias conhecidas, tentando passar pelos picos da chuva, esperando que o desenvolvimento apareça, num passe de magia, e que outros façam o trabalho. Não, é preciso trabalhar muito, ter currículo, provas dadas, ter estado nos bastidores e na linha da frente das batalhas».
E concluiu: «É preciso ter sido vereador, presidente e, acima de tudo, leal com a população. Ser presidente não é só ter coração, é preciso ter corpo, alma, ser um homem de palavra e gostar profundamente da Guarda e da sua gente».
«A Guarda ensinou-me a nunca desistir», disse ainda Sérgio Costa, para quem, hoje, «a Guarda é outra» graças a projetos como o Porto Seco, a ampliação da Plataforma Logística, a Estratégia Municipal para a Habitação e o anunciado plano para a regeneração do centro histórico, o hospital privado e a construção da variante da Ti’Jaquina.
«A Câmara da Guarda captou fundos de dezenas de milhões de euros para projetos aprovados, em execução ou a avançar», acrescentou, garantindo que neste mandato foram criados 1.500 postos de trabalho, «muitos deles qualificados e com futuro».










