
A presidente do Conselho de Administração (CA) da ULS da Guarda referiu que «não é política nem pretensão do CA da ULS da Guarda proceder a encerramento de qualquer serviço de saúde. Temos conseguido aumentar o número e eficiência dos cuidados de saúde primários. Tivemos um aumento de 70% no recrutamento de médicos de medicina geral e familiar, relativamente ao anterior alcance da ULS». Em resposta ao comunicado da Câmara da Guarda e de nove Juntas de Freguesia, que exigem uma «resposta urgente» da Unidade Local de Saúde (ULS) e do Ministério da Saúde ao fecho de várias extensões de saúde no concelho, Rita Figueiredo esclareceu que «o Conselho de Administração ficou um pouco admirado até porque não se compreende o porquê de algumas assinaturas que correspondem a Juntas de Freguesia que nunca tiveram extensões de saúde ou há muito tempo que não têm esse serviço». Por outro lado, Rita Figueiredo, considera que «é perfeitamente compreensível a intensão e o tempo político que foi escolhido para fazer este comunicado».
Rita Figueiredo também salientou que «existiu uma reunião com o senhor presidente da câmara onde o CA sugeriu que, caso se verificassem alguns constrangimentos em alguma extensão, poderia ser feita uma parceria de transporte para a unidade de saúde mais próxima, sem pôr em causa o acesso e mobilidade dos utentes», mas que, esta eventual solução «foi totalmente refutada» por Sérgio Costa, argumentando que «os utentes não pretendiam ser transportados e queriam ter um médico em cada extensão».
Rita Figueiredo sublinhou que, tendo em conta esta posição do presidente da câmara, «só pode ser falta de sensibilidade relativamente à conhecida escassez de médicos em todo o território e no interior do país em particular». Mas, refere ainda a presidente da ULS da Guarda «talvez pelo facto da capital de distrito ter uma taxa de cobertura de médicos de família na ordem dos 97%, o senhor presidente, por ter uma situação tão favorável na cidade, não se aperceba da escassez de recursos e faça reivindicações completamente desenquadradas da realidade».
Rita Figueiredo esclareceu que «não é política nem pretensão do CA da ULS da Guarda proceder a encerramento de qualquer serviço de saúde. Temos conseguido aumentar o número e eficiência dos cuidados de saúde primários. Tivemos um aumento de 70% no recrutamento de médicos de medicina geral e familiar, relativamente ao anterior alcance da ULS».