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PSD nacional deu «reprimenda» a Sérgio Costa pelas «curtas-metragens» de oposição à Câmara do próprio partido, revela a concelhia do PS

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O presidente da comissão política concelhia da Guarda do Partido Socialista, António Monteirinho, diz ser já muito comentada nos meios políticos locais a «afamada reprimenda» de que terá sido alvo a concelhia do PSD, liderada por Sérgio Costa, «por parte de elementos da direcção nacional» do próprio partido, «censurando o pouco compreensível e, até, inexplicável, papel de oposição» que o vereador sem pelouros «tem vindo a fazer ao trabalho desenvolvido pela Câmara Municipal do PSD».

António Monterinho fez esta revelação na conferência de imprensa em que reagiu a idêntica iniciativa da estrutura local do PSD [ver notícia anterior aqui] e que o dirigente socialista diz que foi marcada por Sérgio Costa para servir «apenas e só o objectivo básico de desviar as atenções da grave crise interna que o PSD continua a atravessar», que caracteriza como «um certo clima de esquizofrenia política» que muito tem afectado «quer o exercício do poder na Câmara Municipal da Guarda, quer o exercício do poder na concelhia do PSD».

O presidente dos socialistas afirma que pairam «ventanias e tempestades» sobre o PSD da Guarda, «nomeadamente no que respeita à complexidade dos relacionamentos da Senhora Presidente da Assembleia Municipal e do Senhor Vereador sem pelouros com o Senhor Presidente da Câmara».

Os guardenses «têm assistido, atónitos, a um espectáculo político, esse sim nunca antes visto na Guarda, de completo desrespeito pelo prestígio institucional que deveria estar, sempre, subjacente ao funcionamento dos órgãos do Município», acusa Monterinho.

Sérgio Costa e a concelhia social-democrata são assim remetidos, pela estrutura homóloga socialista, à condição de criadores de «faits-divers políticos para desviar as atenções dos graves problemas internos que o partido atravessa» e que «para se evidenciarem e para que as pessoas possam perceber que ainda estão vivos politicamente, se entretêm a fazer curtas metragens para criticar o trabalho desenvolvido pela Câmara que foi eleita com a sigla seu próprio partido e na qual tiveram responsabilidade de gestão política, até há pouco tempo».

Por isso, o desafio lançado pelo presidente da concelhia do PSD aos outros partidos, começando pelo PS, para «um pacto pela Guarda» é classificado pelo líder local do PS como «um repto de um cinismo atroz».

Como pode Sérgio Costa, «que não consegue sequer estabelecer laços de união e a pacificação interna do seu partido, vir propor pactos de regime com os outros partidos?», pergunta António Monteirinho. «Se quer começar a construir o futuro da Guarda, tem de começar por conseguir promover a paz e a tranquilidade política dentro da sua própria casa».

Quando o PSD tiver resolvido «todos os seus conflitos internos» e encontrado «as melhores terapias para tentar curar esse síndrome de multipersonalidade política de que parece sofrer», o PS «cá estará, como sempre tem estado, ao lado das ideias, dos projectos e das estratégias de desenvolvimento que melhor sirvam os interesses» da Guarda.

Mas agora a cabe ao partido da maioria na Câmara mostrar que consegue, antes de mais, «alcançar a serenidade política necessária», sugere.

Quanto às críticas do PSD sobre «as 7 maravilhas das mentiras do governo do Partido Socialista», o líder socialista diz que poderia refutá-las com «todas as promessas que Álvaro Amaro e o PSD fizeram à Guarda nos últimos 6 anos» e que «não seriam apenas 7 as ditas maravilhas, mas antes 70×7, tantas quantas as ilusões com que têm andado a entreter os guardenses».

E em relação aos compromissos eleitorais do Partido Socialista, Monterinho assegura que «temos trabalhado, todos os dias, em articulação com governantes, deputados, autarcas, empresários, responsáveis das instituições, forças da sociedade civil e cidadãos para resolver os problemas da Guarda e para lutar pelo desenvolvimento do nosso concelho».

O presidente da concelhia do PS reclama que «as grandes obras e as mais estruturantes da nossa cidade e do nosso distrito foram sempre lançadas e realizadas por governos do PS». E dá como exemplo a área da saúde, lembrando que foi um governo do PSD que teve «a desfaçatez de mandar cancelar a execução da segunda fase do nosso hospital», obra que António Costa prometeu «descongelar» durante a última campanha para as eleigislativas.

António Monteirinho sublinha que se deve ao governo socialista, até, o há décadas aguardado concurso para a construção de um órgão de tubos na Sé da Guarda (a única catedral do país que não dispõe de um instrumento desta natureza), no valor de meio milhão de euros, «depois de tantos anos com o casal Amaro a dar-nos música, um na Câmara da Guarda, outra na Direcção Regional da Cultura do Centro, depois de avanços, recuos e entropias que só nos fizeram perder mais tempo».

«Num momento em que a Guarda se apresenta como candidata a Capital Europeia da Cultura, o lançamento deste concurso reveste-se de especial significado e demonstra que o Governo está atento às suas dinâmicas e que quer contribuir para potenciar o capital cultural da nossa cidade», diz o dirigente socialista, que aproveita para questionar publicamente o ponto de situação da candidatura: «será que o PSD poderá perguntar ao outro PSD em que ponto estamos nesta matéria?». É que, refere Monteirinho, «aos cidadãos e às instituições apenas têm chegado sinais evidentes de descrédito e de total ausência de uma estratégia».

O líder socialista destaca ainda que «sediar na Guarda a Secretaria de Estado da Acção Social tem sido uma verdadeira experiência de Governo de proximidade com as autarquias, com as instituições e com os cidadãos, de que só temos de nos orgulhar».

Oiça aqui o podcast:

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