
A vereadora socialista em substituição na Camara da Guarda, Diana Santos, criticou, na mais recente reunião do executivo guardense, a «falha na comunicação à população» no âmbito das interrupções no abastecimento de água na vila de Gonçalo na semana passada, e pediu justificação ao executivo sobre a causa dos cortes de água.
Diana Santos aponta que os residentes em Gonçalo «não foram informados atempadamente – tendo a informação chegado três dias após a interrupção». E a socialista afirma que deviam ter sido «transmitidos os horários de corte» para que a população se organizasse, e aponta que se trata de «falhas graves de uma empresa intermunicipal que está a ser paga a preço de ouro pelos contribuintes».
Em resposta, o autarca local, Sérgio Costa explicou que «verificou-se, durante alguns dias em Gonçalo, excesso de consumo. A água que estava a sair nas torneiras, era mais do que aquela que entrava no reservatório fornecido pelas águas de Vale do Tejo», explicou o edil, apontando «desequilíbrios no sistema devido a consumos a mais».
Desta feita, segundo adianta Sérgio Costa, autarca guardense e presidente da APAL – Águas Públicas em Altitude, empresa que gere as águas nos concelhos da Guarda, Manteigas, Sabugal e Celorico da Beira, explicou que, «de imediato os técnicos foram para o terreno e detetaram ruturas na rede e estão ser introduzidos outros equipamentos e a ser criadas mais zonas de medição, precisamente para se tentar perceber – agora rua a rua e porta-a-porta, aquilo que aconteceu», de forma também a despistar «tentativas de consumo ilícito».
Neste momento os cortes no abastecimento de água já não ocorrem, mas a situação continua a «ser acompanhada e já estão a ser tomadas medidas para evitar que se repita», confirma Sérgio Costa.