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O dia em que a presidente da Assembleia fez um “treino” no Polis para a corrida à Câmara

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É como se a presidente da Assembleia Municipal da Guarda tivesse feito um “treino” no Polis (como é conhecido o parque urbano construído ao abrigo do programa de requalificação com aquele nome) de preparação para a corrida às próximas eleições autárquicas.

À sessão desta quarta-feira não chegou a ir a proposta (aprovada numa reunião extraordinária da Câmara [ver notícia aqui]) para a desafectação de 10 mil metros quadrados do Parque Urbano do Rio Diz, na zona do semi-coberto e espaço envolvente, como “plano B” para a localização do futuro pavilhão multiusos.

O tema estaria politicamente enterrado, depois da reunião, na véspera, entre o presidente da Câmara e a bancada do PSD, na qual Carlos Chaves Monteiro, após ouvir várias intervenções muito críticas sobre a possibilidade de a obra ser feita naquele local, declarou o assunto arruamado e comunicou que não iria apresentá-lo à Assembleia Municipal. Até porque estava declarada publicamente a disponibilidade, por parte dos administradores da Têxtil Tavares [ver notícia aqui], para voltar às negociações no sentido de colocar  fim ao impasse de 18 anos e realizar escritura dos terrenos antiga fábrica do Rio Diz, esse sim o “plano A” para o Centro de Exposições Transfronteiriço.

Mas o Bloco de Esquerda levou uma moção à Assembleia a pedir, precisamente, à Câmara que esgote todas as possibilidades de acordo em relação à possa da antiga fábrica e da área contígua, comparada pela autarquia em 2001 e nunca escriturada. Mas a recomendação levava outro ponto: ea exclusão liminar de toda a área do Parque Urbano do Rio Diz do quadro de opções para o novo pavilhã.

E gerou-se o facto político da sessão: o voto de Cidália Valbom e dos dois secretários da mesa (António Fernandes e João Marques) a favor da moção do Bloco de Esquerda, à qual o PSD tinha respondido com a abstenção e, até, com 4 votos contra. O documento foi aprovado com 24 votos a favor, 4 contra e 35 abstenções.

Só que não se ficaria pelo voto contrário ao da bancada pela qual foi eleita e de censura implícita ao presidente da Câmara. Fez também uma longa declaração que acabou por soar como um manifesto.

Este episódio podia ter sido politicamente fatal para o presidente da Câmara, mesmo depois de Carlos Monteiro ter recuado na intenção de levar o assunto à Assembleia. Só não foi totalmente porque o líder da bancada do PSD e presidente da concelhia, Tiago Gonçalves, fez um ponto de ordem, já no período da tarde, nitidamente a querer marcar o contraste com a postura da presidente da Assembleia. 

O líder social-democrata assumiu a discordância para com a proposta que não chegou a ser submetida e revelou que manifestou essa posição em devido tempo e no local certo. Assim, «pela minha parte e pela parte do grupo municipal, consideramos este assunto morto e resolvido».

Tiago Gonçalves deixou ainda publicamente ao presidente da Câmara a garantia de que terá «a total solidariedade desta bancada» no esforço para a solução do processo relacionado com os terrenos no Rio Diz, que caracterizou como «mais um exemplo de como este executivo municipal continua a ter que resolver os problemas herdados e que foram permanentemente empurrados com a barriga ao longo de anos e anos».

A última sessão de 2019 da Assembleia Municipal ficou também marcada por momentos de crispação motivados por mais um conjunto de intervenções, antes da ordem de trabalhos e de surpresa (sem conhecimento aos grupos parlamentares nem ao executivo da Câmara), a convite de Cidália Valbom. Desta vez o papel coube a representantes dos alunos das escolas superiores do Instituto Politécnico.

Oiça aqui:

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