Na primeira sessão com a nova oposição, foi tudo aprovado por unanimidade. Mas «não vai ser sempre assim», admite Graça Cabral

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A primeira sessão da Câmara após a remodelação no executivo (pela saída de José Igreja e a entrada de Graça Cabral) contou com o voto unânime em todos os pontos da ordem de trabalhos, mesmo a abertura do procedimento para o ajuste directo da remodelação do edifício do parque municipal onde será instalado o centro de contacto da Randstad.

Ao votar favoravelmente esta proposta, o PS garante não estar a incorrer em nenhuma contradição face às críticas que tem feito sobre o recurso a ajustes directos por parte da autarquia, nem ao valor estimado das obras a realizar (que poderá atingir os 180 mil euros) nem, concretamente, ao sentido de voto anterior, quando na sessão de há quinze dias José Igreja e Joaquim Carreira se abstiveram perante o protocolo e o contrato de arrendamento celebrados pouco depois entre a Câmara e a multinacional holandesa.

Questiondo sobre a aparente mudança de posição, foi num tom quase agastado que Joaquim Carreira respondeu aos jornalistas que «deixámos claro, como podem vossas excelências verificar da leitura da acta da anterior reunião, que nós dissemos claramente que éramos a favor da iniciativa», explicando que a abstenção «era um voto de contestação na forma como os vereadores do PS estavam a ser tratados» porque não tiveram acesso prévio ao contrato (ver notícia anterior aqui) e reclamam que «essa não é a forma» de relacionamento com os eleitos da oposição.

Já o sentido de voto concordante em relação às propostas hoje discutidas foi pacífico, como explicou a nova vereadora Graça Cabral: «Na reunião prévia de preparação tive a imediata noção de que não era por aqui se levantariam quaisquer conflitos entre a oposição e o executivo», tendo ficando «ciente de que era para votar afirmativamente todos os pontos».

A postura hoje assumida foi elogiada por Álvaro Amaro: «se agora os vereadores do PS deixaram de ser, neste caso, oposição para serem posição, sejam bem-vindos». O que se passou há duas semanas foi ironizado pelo presidente da Câmara como «uma distração política, mas isso acontece aos melhores».

Mas nada garante que os vereadores do PS optem sempre pelo novo registo. Foi mesmo Graça Cabral quem manifestou «aconvicção de que não vai ser sempre assim, não será certamente».

Quanto à entrada no executivo, a advogada afastou qualquer hesitação: «No momento em que aceitei pertencer a uma equipa, naturalmente que me considerei vinculada ao dever», sublinhou, explicando que «não tive que ponderar o que quer que fosse para assumir as minhas funções de vereadora da oposição». 

A condição de independente eleita das listas do PS é, nas próprias palavras, uma vantagem: «deixa-me completamente tranquila», na medida em que se sente «completamente livre para contribuir e dar o meu meu melhor».

Graça Cabral reconhece que o papel da bancada a que agora pertence pode não ter sido fácil no último ano e meio: «Estava em causa o desejo sério de uma equipa nova de fazer mais e melhor e portanto tenho a noção de que não há de ter sido fácil até agora fazer oposição na Câmara da Guarda».

Joaquim Carreira sobe a primeiro vereador do PS – e único que é militante do partido – mas rejeita que lhe seja atribuído o papel de líder da oposição: «Não me vejo nessa figura», ressalva. E explica que «os assuntos são debatidos com total transparência e frontalidade entre mim, a Dra. Graça e o partido, a própria concelhia e a federação». É desejo do arquitecto que «a preparação das reuniões seja feita com o entendimento do partido».

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