
O ministro da Educação, Fernando Alexandre, regressou à região na segunda-feira para inaugurar duas bibliotecas do 1º ciclo do ensino básico em Figueira de Castelo Rodrigo e Pinhel. O espaço da escola figueirense foi mesmo o primeiro de 430 bibliotecas escolares incluídas na expansão da rede em 2026.
A medida surge na sequência das fragilidades na leitura detetadas a nível nacional e tem por objetivo a formação das comunidades escolares, na didática da leitura e escrita, a melhoria do desempenho escolar dos alunos, desde o 1º ciclo do ensino básico. «É uma falha muito grave do nosso sistema educativo, naquilo que devem ser as condições para garantir o acesso à educação. Identificámos este problema através da rede de bibliotecas escolares e prontamente decidimos que era prioritário e tinha que ser resolvido», disse Fernando Alexandre na cerimónia inaugural realizada na Escola Básica de Figueira de Castelo Rodrigo. O Ministério da Educação está a investir 3,5 milhões de euros nesta rede e, com a criação de 430 bibliotecas escolares, “vamos resolver cerca de metade do problema, vamos garantir acesso a livros a mais de 40 mil alunos e tentaremos resolver a outra metade no próximo ano letivo”, acrescentou o governante.
Constatando que haveria em Portugal perto de 1500 escolas do 1.º Ciclo sem biblioteca, ou seja, cerca de 90 mil crianças sem acesso a livros na escola, o governante questionou «como desenvolver o gosto pela leitura quando não se tem acesso a livros?». «O acesso à educação, a uma educação de qualidade, é uma prioridade do Governo, a igualdade de oportunidades é um dos nossos grandes objetivos e isso implica que todas as crianças, independentemente da família em que nasceram e do território onde estão a estudar, tenham acesso a uma educação de qualidade», realçou o ministro da Educação. Fernando Alexandre admitiu que a falta de bibliotecas escolares no ensino básico foi «das que mais me surpreenderam nos últimos 15 anos da minha carreira académica, em que me dediquei a estudar Portugal, a economia e a sociedade portuguesas».