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Ministra ordena urgência no projecto do pavilhão 5 do Hospital da Guarda mas PS local desvaloriza. O problema é o mensageiro

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A notícia, avançada esta semana pela Rádio [ver aqui], de que há finalmente autorização do Ministério da Saúde para a Unidade Local de Saúde concluir o projecto de requalificação do pavilhão 5 do Hospital da Guarda não caiu bem junto de dirigentes locais do Partido Socialista. É um aparente paradoxo que seja o próprio partido do Governo a reagir mal a esta revelação de uma decisão do Governo, mas é preciso tentar perceber a atitude não à luz do interesse público, mas de agendas particulares que parecem dominar o quotidiano e a estratégia do PS na Guarda, principalmente devido à aproximação das eleições legislativas e do processo de escolha dos candidatos a deputados.

O problema não terá sido a notícia propriamente dita, mas o interveniente na notícia: o deputado Santinho Pacheco. Desde que fez a revelação no programa da Rádio “O Mundo Aqui”, dirigentes locais do partido pelo qual o parlamentar foi eleito têm procurado por vários meios desvalorizar – ou até mesmo tentar desacreditar – a informação aqui avançada em primeira mão.

Sectores do PS da Guarda estão apostados em impedir que António Costa indique outra vez Santinho Pacheco para cabeça de lista às eleições legislativas pelo círculo da Guarda. E ao invés de assinalarem a decisão da ministra da Saúde, o facto de ela ter tido como mensageiro em termos públicos o deputado levou à articulação de uma estratégia para desvalorizar e até desmentir o anúncio.

A ordem entre alguns socialistas locais tem sido de absoluto silêncio em relação ao assunto, promovendo mesmo a divulgação cirúrgica de partes da carta da ministra Marta Temido, de modo a afirmar que nenhuma decisão está tomada e que a Guarda não pode dar como garantido qualquer investimento do Governo no Hospital Sousa Martins.

Uma fuga que omitiu mesmo o mais importante: é que Marta Temido assinalava, na sexta-feira 17 de Maio, que a ULS tinha enviado tudo o que era necessário e validava a recepção,  na véspera, do programa funcional e perfil assistencial que justifica o investimento pedido pela Unidade de Saúde da Guarda, da distribuição dos espaços para as diferentes áreas e serviços que vão compor o Departamento da Criança e da Mulher e do memorando do projecto de investimento.

Ou seja: Isabel Coelho trabalhou para que estes elementos em falta fossem enviados e, logo no dia seguinte a tê-los recebido, Marta Temido deixou-lhe preto no branco (numa carta com a própria assinatura) que estava dado um passo importante para a concretização do projecto E mais: a governante determinava a articulação com a Administração Regional de Saúde  do Centro para a reavaliação da proposta da ULS da Guarda e com a Administração Central do Sistema de Saúde para a conclusão – com urgência – do processo.

Está assim concedida a autorização para que a Hospital da Guarda venha a ter a requalificação do Pavilhão 5. Mas esta conquista colide, aparentemente, com calendários de alguns dirigentes locais do Partido Socialista.

 

ACTUALIZAÇÃO (Na Manhã Informativa de sexta-feira, 24 de Maio):

Entretanto, a comissão política concelhia do Partido Socialista já se demarcou deste caso. Em comunicação enviada à Rádio ao início da madrugada, a estrutura liderada por Agostinho Gonçalves garante que os factos noticiados «são inexistentes» e que «não há quaisquer guerras internas no PS da Guarda para as próximas eleições legislativas».

O líder dos socialistas refere que as informações avançadas «não têm qualquer fundamento» e sublinha que o partido «tem órgãos próprios e só pode ser responsabilizado pelas acções que, enquanto tal, vier a manifestar, o que não se verificou». 

Em resposta à notícia avançada na Tarde Informativa desta quinta-feira, Agostinho Gonçalves considera-a «uma grave interferência na vida interna de um partido que se rege por princípios, estatutos e uma saudável dinâmica interna».

Quanto à notícia, do início desta semana, que revela avanços no processo da requalificação do pavilhão 5 do Hospital da Guarda [ver aqui], a comissão política do PS clarifica que «não comentou nem tem de comentar» mas afirma que a Rádio está a «tirar ilações de factos inexistentes» e a «alargar essas ilações a supostas guerras internas para as próximas eleições legislativas».

Apenas assegura, a concluir, que «lutou, luta e lutará sempre pela melhoria das condições do serviço público de saúde que é prestado pelo nosso Hospital» e «repudia qualquer aproveitamento político, interno ou externo, que possa ser feito de uma matéria tão sensível e importante para as nossas populações como é a saúde».

Oiça aqui:

 

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