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Magusto da Velha celebrado porta a porta

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Dezembro 24, 2021

Magusto da Velha celebrado porta a porta

Pelo segundo ano consecutivo, o Magusto da Velha, em Aldeia Viçosa, não vai ter madeiro, lançamento de castanhas da torre da igreja e as tradicionais cavaladas, além do habitual convívio à volta do vinho da Quinta do Ministro. A evolução da situação epidemiológica da Covid-19 no concelho da Guarda a isso obriga.
«Não conseguimos conceber o Magusto da Velha com distanciamento porque é a festa das sensações com o madeiro a arder, as castanhas que voam do alto da torre da igreja, as pessoas a apanhá-las no adro e as cavaladas, mas também do espaço do vinho e das torradas com azeite. Junta-se muita gente e isso não é aconselhado com esta pandemia», justifica o presidente da Junta, segundo o qual nos últimos anos tem havido cada vez mais gente em Aldeia Viçosa no dia 26 de dezembro para participar nesta tradição. «Este ano já recebi imensas chamadas de pessoas a perguntar como vai ser, portanto não vamos arriscar que haja ali uma calamidade», acrescenta Luís Prata.
E para cumprir o testamento da benemérita, este ano repete-se o lema “Se o povo não pode ir à velha, então a velha vai até ao povo” com um pequeno cortejo com animação musical e cultural a percorrer as ruas da aldeia porque esta é «uma tradição que jamais se pode deixar de cumprir», sublinha o autarca. Assim, «iremos de porta em porta oferecer um quilo de castanhas e beber um copo de vinho com os moradores, depois cada casa ficará com a obrigação de rezar um Padre Nosso pela alma da velha», acrescenta Luís Prata.
O presidente da Junta espera que no próximo ano já seja possível voltar aos moldes habituais do Magusto da Velha, até porque a freguesia tem em mãos a tarefa de candidatar esta tradição, que remonta, pelo menos, ao século XVII, a Património Cultural Imaterial.
Reza a lenda que uma velha muito abastada e proprietária da grande “Quinta do Lagar de Azeite”, na povoação de Porco – a antiga denominação de Aldeia Viçosa –, deixou um testamento a favor da paróquia no qual havia a “obrigaçom” de distribuir castanhas (o alimento principal à época) e vinho ao povo. Em troca, os habitantes tinham que rezar «um Padre Nosso» na igreja pela sua alma no dia a seguir ao Natal. Desde então, a 26 de dezembro, depois de uma missa “pela alma da Velha”, são lançados da torre da igreja 150 quilos de castanhas e distribuídos 50 litros de vinho pelo povo.

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