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JSD alerta para condições em que vivem alunos estrangeiros do IPG: «covid apenas colocou a nu um problema social» que a Guarda não pode ignorar, diz recandidato à liderança

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O presidente da comissão política concelhia da Guarda da Juventude Social Democrata faz um apelo à serenidade e ao bom senso na abordagem pública ao surto de covid-19 que esta semana foi detectado entre estudantes do Instituto Politécnico.

A JSD é a primeira organização política local a tomar posição sobre o assunto e Tiago Saraiva Gomes (recandidato à liderança nas eleições marcadas para 18 deste mês) e recomenda também cautela na partilha de informação acerca do tema, que nalguns casos são rumores ou notícias sem origem verificável «para lançar o pânico».

As fontes credíveis são as autoridades sanitárias, sublinha. Está em causa, também, a imagem da Guarda e do «pilar» que é o IPG, alerta.

Porém, o jovem dirigente social-democrata diz que há uma reflexão que a cidade tem de fazer urgentemente: a internacionalização do Politécnico não pode prosseguir a qualquer custo, sem salvaguarda de condições dignas de acolhimento.

«A covid apenas colocou a nu um problema social, que são as condições em que esses jovens, esses estudantes que recebemos na Guarda, vivem», afirma, recordando que 16 dos casos positivos foram internados no Hospital da Guarda «não pela gravidade da doença», mas porque «não tinham condições de habitabilidade capazes para superar a doença nas suas habitações».

«Isto é que é grave», conclui, considerando que muitos desses estudantes estrangeiros são recebidos «para preenchimento de vagas» e a cidade parece «dormir descansada» como se o «rebuçado social» que concede a essas comunidades (em comparação com as condições de vida nos países de origem) fosse o bastante.

Uma atitude que configura «racismo» e que uma estrutura partidária «humanista e que põe a pessoa acima de tudo» não pode tolerar.

«Nós não podemos apostar simplesmente na internacionalização pela internacionalização», trazendo alunos de países com elevados índices de pobreza «para preencher cursos que não seriam preenchidos com vagas normais».

«Ou damos as condições de vida condignas para esses alunos ou então mais vales adiarmos um bocado o projecto e criar primeiro essas condições», defende.

«Em primeiro lugar está a pessoa, está a vida humana. Venha de onde vier», ressalva.

Em entrevista à Rádio, Tiago Gomes defende uma cidade para jovens, que venha a assumir a «capitalidade regional em todos os níveis de ensino»: superior, secundário e profissional.

Quanto à situação no PSD e à escolha do próximo candidato à Câmara o dirigente pede calma e garante que a situação do partido na Guarda não é tão má como se quer fazer crer.

As listas para as autárquicas do próximo «são escolhas que têm de ser coerentes com aquilo quer é o pensamento partidário e com a realidade local».

O PSD pode confiar na JSD, no papel de moderadora e agregadora. Se for preciso os jovens darem bons conselhos aos adultos, por que não? «Acredito numa sociedade intergeracional em que todos aprendemos com todos».

O partido deve olhar para fora e em frente, numa mesma direcção, avisa. A JSD não se posicionará «em nenhum lado» porque «não há lados».

Tiago Saraiva Gomes é estudante de medicina em Lisboa e faz questão de declarar que «quero muito» vir a exercer a profissão na Guarda, «assim mo permitam», nas áreas de medicina geral e familiar ou medicina interna.

Diz ter «o enorme orgulho» de liderar uma lista de jovens que têm formação ou estudam para tê-la e não tencionam «depender da política», mas sim «ter intervenção política» para «defender o melhor para a Guarda».

A marca da JSD está já presente no quotidiano do concelho, garante, dando como exemplos o plano municipal para as alterações climáticas (com a integral substituição da iluminação pública por LED) e o concurso público para a concessão da rede de transportes.

Oiça aqui o podcast da entrevista:

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