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José Valbom: covid-19 «é um rio por atravessar» mas «não podemos ficar todos à espera na margem»

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O médico José Valbom, delegado de Saúde Pública no concelho da Guarda, desafia-nos a usar a seguinte imagem: suponhamos que a doença covid-19 é um rio desconhecido, cuja travessia todos temos de fazer mesmo antes de ser construída uma “ponte” (vacina). Os que podem arriscam, se necessário com a ajuda de uma “bóia” (assistência em saúde); os que são vulneráveis mantêm-se à espera de melhores condições. O que não é adequado é que todos fiquemos «à espera na margem».

Esta é a metáfora que o especialista usa para explicar que a pandemia tem de ser enfrentada «com conta, peso e medida», para não paralisar a sociedade. E não há «grupos de risco», mas apenas «grupos vulneráveis» e, isso sim, «comportamentos de risco» em relação a uma doença «que é democrática».

Isto a propósito do surto de covid-19 que surgiu nos últimos dias na Guarda [ver notícia aqui].

Há 23 casos positivos (nenhum que inspire especiais cuidados), sete dos quais em vigilância domiciliária. E os 16 que estão internados apenas se encontram no Hospital Sousa Martins por não terem condições próprias de alojamento que garantam o isolamento social adequado.

A situação que terá tido origem numa festa de aniversário onde participaram vários alunos do Instituto Politécnico. E agora a tarefa das autoridades de saúde é vigiar os casos positivos e identificar contactos, para conter o surto.

Esta aglomeração começou por ser noticiada como “festa covid” e tal bastou parta que Ministério Público tivesse mandado abrir um inquérito, que está a ser conduzido pela Polícia Judiciária da Guarda, por suspeita de «propagação de doença contagiosa» e «instigação pública a um crime».

Mas não é uma situação que justifique alarme público, considera o especialista de saúde pública. Na entrevista que deu à Rádio, José Valbom classifica este caso como expectável no contexto dos riscos associados ao desconfinamento social.

Assegura também que este surto nada teve a ver com as actividades lectivas nem começou dentro do Politécnico.

Já as condições de alojamento e integração de alguns dos estudantes, provenientes de outros países, é que merecem uma reflexão e exigem acção, alerta o médico. «São cidadãos como nós» e embora não se enquadrem em «grupos de risco» acabam por se tornar «vulneráveis» à propagação de uma doença cuja prevenção assenta no distanciamento social.

Oiça aqui o podcast da entrevista:

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