José Igreja apresentou finalmente a análise às contas da Câmara. E a seguir suspendeu o mandato

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Quase um ano depois, José Igreja apresentou finalmente o que começou por ser uma determinação do PS mas gradualmente – de adiamento em adiamento – se transformou numa promessa isolada do vereador (ver notícia anterior aqui): a análise contraditória à auditoria externa às contas do município da Guarda. Não há, afinal, grande diferença nos números, mas sim na carecterização e na interpretação. Ou, no dizer do vereador socialista, na «manipulação dos números»: um dado é a dívida, outro é o passivo global que os auditores indicaram há um ano ser, com referência a 30 de Setembro de 2013, de cerca de 91 milhões de euros. Igreja até aceita o valor próximo de 53 milhões de euros de dívida consolidada, que figura na auditoria (ver documentos aqui) e não anda longe de corresponder  ao valor na análise ontem apresentada (mas cujos documentos o PS não forneceu à comunicação social). A diferença está na inclusão de compromissos associados aos Serviços Municipalizados e às empresas municipais, bem como de provisões para valores reclamados à autarquia em processos judiciais, custos previstos e outras parcelas que não dizem respeito e dívida directa. É por aqui que se chega à soma de 91 milhões de euros de passivo e não pela existência de dívida real, contrapõe o vereador: «compromisso não é dívida». José Igreja contesta ainda a redução, em cerca de 9 milhões e meio de euros, ao longo de 2014. Os documentos oficiais da autarquia referem uma dívida total de 51.840.861,00 euros no final de 2013 e de 42.301.915,00 euros no final de 2014. José Igreja diz tratar-se de «um truque». Mas, tal como tinham feito em relação à Conta de Gerência de 2013, os dois eleitos pelo Partido Socialista abstiveram-se ontem na votação do documento referente a 2014, não tendo assim manifestado um sentido de voto frontalmente contrário às conclusões de ambos os relatórios. Este poderá ter sido o último acto do cabeça de lista à Câmara pelo PS enquanto vereador. José Igreja pediu a suspensão do mandato pelo período de um ano e deixa nas mãos do partido a designação do substituto, que acompanhará Joaquim Carreira na vereação a partir do próximo mês. Graça Cabral, Daniel Osório, Ricardo Antunes e Maria João Gomes são os nomes que se seguem na lista. O advogado invoca razões profissionais para se retirar, mas também o desejo de «dar a oportunidade a outras pessoas, mais jovens». Recusa a ideia de divergências internas sobre a dinâmica da oposição. Refere, contudo, que «se fazer oposição é fazer má cara ao poder político, não sou capaz de a fazer».

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