Hugo Carvalho já não renuncia ao mandato: PS «é um grupo coeso»

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Hugo Carvalho já não vai renunciar ao mandato de deputado na Assembleia Municipal da Guarda pelo Partido Socialista. É o próprio quem o assegura numa comunicação à Rádio (sem, no entanto, querer dar voz), na sequência da notícia avançada sexta-feira no programa de debate político “Quarto Poder” [ver aqui].

Este elemento do grupo parlamentar do PS, que se tem destacado na oposição ao executivo de Álvaro Amaro, clarifica que houve apenas «um correio electrónico» enviado «para um grupo restrito de doze pessoas» (os restantes eleitos na Assembleia Municipal), que terá sido referido «de forma errónea».

Garante ainda que como deputado independente eleito pelo Partido Socialista foi «um dos impulsionadores» da entrega da liderança da bancada ao presidente da concelhia e que é «amigo pessoal» de Agostinho Gonçalves,  não sentindo da parte do dirigente «qualquer mal-estar por assumir alguma preponderância dentro do grupo e por assumir parte das intervenções políticas». Pelo contrário, «sinto o seu apoio e incentivo», que retribui com a garantia de que «apoio incondicionalmente» o «presidente eleito democraticamente».

Deste modo, Hugo Carvalho diz que a Rádio avançou uma «falsa notícia» para «criar instabilidade no Partido Socialista» e fomentar «ruturas e conflitos internos», sublinhando que «o grupo municipal do Partido Socialista na Assembleia Municipal é um grupo coeso e com objectivos claramente definidos», que passam por «criar condições para que possa voltar a governar no município da Guarda» e a ganhar todas as eleições que se avizinham.

Este esclarecimento de Hugo Carvalho surgiu três dias depois do email que enviou, no início da manhã de sexta-feira passada, a todos os membros do grupo municipal – a tal «comunicação restrita» que rapidamente começou a circular nos meios políticos da Guarda e que já foi confirmada à Rádio, esta semana, por vários dos destinatários originais.

Nele, o deputado exprimia uma posição muito diferente da que agora alega: «Serve a presente para comunicar a minha decisão de renunciar ao meu mandato. Não desejo nem nunca desejei ser incómodo para ninguém, muito menos para a concelhia», escrevia Hugo Carvalho.

«Porque não tenho feitio para engolir sapos, nem para me calar, prefiro afastar-me a ser hipócrita», prosseguia, confessando que «reforcei a minha opinião sobre as estruturas partidárias». E explicava:  «preza-se a incompetência, a ausência de trabalho e o conluio em detrimento do trabalho e da competência».

O independente eleito na lista do PS dizia ainda que «não tenho qualquer ambição política, não preciso de me ajoelhar ou de ouvir o que não quero, na esperança de ter direito a uma migalha ou um cargo. Não preciso da política para me realizar pessoalmente, financeiramente ou profissionalmente e também não espero obter da política qualquer tipo de afirmação social».

Eram estes os termos de uma comunicação por email ao grupo parlamentar na sexta-feira, antes de, na segunda-feira seguinte, ter escrito à Rádio que se tratava de «uma conversação entre membros desse grupo», cujo teor teria sido «completamente retirado do seu contexto».

Duas versões, com um intervalo de três dias, que a Rádio procurou confrontar para esclarecer, convidando Hugo Carvalho para uma entrevista. Convite que declinou, invocando que «não é o mesmo oportuno em função da minha agenda profissional e familiar».

Antes de saber da existência da explicação por escrito à Rádio, o dirigente socialista Fábio Pinto comentava o caso na edição desta semana do programa “Local Global”, lamentando a até então assumida intenção de renúncia por parte de Hugo Carvalho, por ser «um activo importante do Partido Socialista, que foi o rosto de um trabalho sério, atento e credível».

Mas este acontecimento não pode ser motivo de instabilidade no PS local nem suscitar tentativas antecipadas de mudanças na liderança, diz  Fábio Pinto, que descarta candidatura à concelhia da Guarda do PS antes de ponderação no calendário certo. A actual estrutura «tem total legitimidade» para cumprir o mandato e o programa. 

E quanto ao grupo parlamentar na Assembleia Municipal, a saída (agora não confirmada) de Hugo Carvalho poderia ser uma oportunidade para outros «quadros políticos preparados para defender aquilo que são os interesses dos cidadãos», lembrando que só se pode dizer «que é um grupo» quando «todos estão em pé de igualdade para fazer valer as suas capacidades».

Oiça aqui:

 

 

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