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Guarda e Seia disputam lugares elegíveis na lista do PS. Federação deverá ter comissão de gestão

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Depois da reprovação, pela comissão política distrital, da lista proposta pelo agora presidente demissionário da federação socialista, a direcção nacional do PS tem entre mãos a designação de todos os candidatos pelo círculo da Guarda às eleições legislativas de 6 de Outubro. Mas as movimentações locais pela disputa de lugares elegíveis começaram logo a seguir à reunião de terça-feira e ao chumbo do elenco que tinha Pedro Fonseca e Olga Marques como primeiro nomes a seguir ao de Ana Mendes Godinho, a cabeça de lista designada por prerrogativa do secretário-geral.

É o marido de Olga Marques, José Luís Cabral, quem enquanto vice-presidente da federação assume agora a liderança provisória, mas o entendimento dos órgãos nacionais que estão a avaliar o processo deverá ser, ao que a Rádio apurou, o de que a demissão do presidente por própria iniciativa política e não por motivo alheio ou imprevisto implicará a queda de todo o secretariado em funções desde Abril de 2018.

Nesse caso deverá ser nomeada uma comissão de gestão que conduza o partido no distrito até ao próximo acto eleitoral interno, a realizar nunca antes do início do próximo ano. E é para este órgão provisório, nunca antes necessário no PS distrital, que também há candidatos à nomeação.

Lisboa inclina-se para a designação de um coordenador a escolher entre um deputado em funções (Santinho Pacheco), o presidente de Câmara há mais tempo no cargo (Carlos Filipe Camelo, de Seia, embora o facto de presidir à actual comissão política distrital possa levantar dúvidas) ou um membro do secretariado nacional (José Manuel Mesquita, o elemento que António Costa nomeou desde o último congresso federativo para acompanhar a vida local do partido). Mas são meras hipóteses, podendo a escolha recair num ou numa militante dos mais antigos.

Maria do Carmo Borges (que foi presidente da Câmara da Guarda e governadora civil), Silvina Monteiro (de Gouveia, que já presidiu às Mulheres Socialistas no distrito) ou João de Almeida Santos (o antigo presidente da Assembleia Municipal da Guarda, que regressou à vida política distrital primeiro em acções da Juventude Socialista e depois como mandatário do partido nas eleições europeias) são algumas das possibilidades.

Há, entretanto, outros militantes a posicionarem-se para este cargo de transição. É o caso de Eduardo Brito, vereador na Câmara da Guarda e por duas vezes (em 2008 e em 2016) candidato à presidência da federação. O antigo presidente da Câmara de Seia esteve entre os primeiros apoiantes de Pedro Fonseca (depois de tê-lo escolhido para número dois da lista às autárquicas de 2017).

Com a renúncia do ex-líder distrital do PS ao lugar na vereação e a substituição por Ana Cristina Correia (ou, no caso de esta também renunciar à nomeação, da professora no IPG Manuela Simões), Eduardo Brito terá de recentrar o protagonismo enquanto líder da oposição num executivo que, no lado da maioria, procura recompor-se da saída de Álvaro Amaro e dos casos judiciais que estão a vir a público. Por isso vai exigir o apoio do partido e uma articulação inequívoca com os órgãos nacionais e locais para que a Guarda se torne no foco da acção política tendo em vista as próximas eleições autárquicas.

Nessa estratégia de afirmação dos intervenientes locais e de pacificação de correntes, Eduardo Brito vai mesmo ao ponto de defender que o presidente da concelhia socialista e líder do grupo do PS na Assembleia Municipal, Agostinho Gonçalves, deva ser um nome a indicar para integrar em lugar elegível a lista às legislativas.

Isto apesar de o advogado, numa reunião da comissão política realizada na semana passada, se ter colocado de fora dessa hipótese. Mas as circunstâncias alteraram-se. E Eduardo Brito aposta no próprio protagonismo enquanto líder da oposição na Câmara e no do dirigente enquanto possível futuro deputado na Assembleia da República como meios para atingir o desígnio que Agostinho Gonçalves afirmou ainda na última sessão da Assembleia Municipal: «nós queremos ganhar as próximas eleições autárquicas e vamos ganhar as próximas eleições autárquicas».

No jogo de forças interno, uma possível eleição como deputado de um presidente da concelhia socialista da Guarda também seria um feito inédito nas últimas décadas, o que daria a Agostinho Gonçalves uma força redobrada para a reeleição no cargo partidário, na chamada às urnas que deve acontecer em Janeiro do próximo ano, compensando os riscos que possa enfrentar pelo facto de Pedro Fonseca se ter afastado.

O até esta semana presidente da federação teve o domínio do processo de angariação de novos militantes que deram a ambos as vitórias no distrito e no concelho [recordar notícias aqui, aqui e aqui]. E não se sabe se poderão voltar a ser mobilizados com tanta facilidade.

Mas esta estratégia na capital do distrito pode colidir com as de outras concelhias que pretendem assumir igual preponderância na escolha de candidatos às legislativas.

É o caso de Seia, que ditou a derrota da lista apresentada por Pedro Fonseca precisamente por o então presidente da federação ter relegado aquela estrutura para segundo plano (chegou a oferecer-lhe, no máximo, a terceira posição, que seria quarta com a quota nacional).

Carlos Filipe Camelo é um forte candidato a candidato, até porque a eleição para a Assembleia da República permitir-lhe-ia renunciar já ao lugar de presidente da Câmara de Seia, onde cumpre o último mandato, deixando o caminho livre ao partido para escolher com tempo um sucessor, que tanto pode surgir de dentro do actual executivo ou ser o presidente da Assembleia Municipal, André Figueiredo.

Há, assim, muitas variáveis em jogo neste processo. E está também por definir, na nova lista, o lugar para a Juventude Socialista, que para a anterior tinha indicado Fábio Pinto e concorreria na terceira posição (quarta, após a inclusão da quota nacional).

Certo é que Ana Mendes Godinho vai manter-se como número um. Mas a secretária de estado do Turismo não quer comentar toda esta polémica. Interpelada pela Rádio ontem, à margem das visitas a Almeida e à Guarda, recusou falar noutra condição que não fosse a de governante.

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