
O Programa de Apoio à Redução da Carga Combustível através do Pastoreio Extensivo foi apresentado na semana passada por José Manuel Fernandes e Maria da Graça Carvalho, no distrito de Leiria. A intenção, explicou o ministro da Agricultura e do Mar, é fomentar o aparecimento de novos pastores, «com um prémio de instalação de 30 mil euros», repartidos por cinco anos. Mas também está prevista a ajuda à «aquisição de animais – com majoração para as raças autóctones – e a transformação de áreas de mato para pastorícia».
O apoio aos novos rebanhos será pago por tranches, sendo o montante de 8.400 euros nos primeiros três anos e de 2.400 euros nos últimos dois, avançou José Manuel Fernandes.
O programa é financiado pelo Fundo Ambiental. A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, lembrou que a pastorícia «era uma ferramenta usada antigamente» para prevenir fogos florestais. «Mas temos cada vez menos pastores e é isso que queremos reverter. Queremos atrair jovens pastores, aumentar o número de animais e de pastores, e portanto precisamos de valorizar esta profissão», afirmou. Segundo a governante, «a existência de animais e esta profissão [de pastor] é uma ferramenta muito boa para diminuir a carga combustível e, portanto, diminuir o risco de incêndio».
Ao mesmo tempo, a medida procura também «lutar contra a desertificação, proteger a paisagem e o ambiente, contribuir para a biodiversidade e dar uma maior coesão, porque luta contra a desertificação. E aumentar a economia destas regiões». Sobre o acesso ao Programa de Apoio à Redução da Carga Combustível através do Pastoreio Extensivo, a ministra do Ambiente prometeu que será um processo simples: «Simplificámos muito», porque «herdámos programas complexos», disse, adiantando que o mesmo foi desenhado pela Agência para o Clima e o IFAP – Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas.