
Populares e operacionais estão a travar uma «luta inglória» contra o incêndio que lavra desde sexta-feira no concelho do Sabugal e tem uma frente com cerca de 10 quilómetros.
«Felizmente, hoje, contámos com o apoio de quatro Canadair, que foram uma grande ajudar para debelar a frente de fogo que estava a aproximar-se da Rapoula do Côa», disse ao ALTITUDE o presidente da Câmara do Sabugal, Vítor Proença.
Os fogos rurais continuam a fustigar o concelho raiano, mas em pontos opostos, o que também dificulta a resposta aos focos de incêndio. «Temos que dividir os meios disponíveis porque está a arder de uma ponta à outra do nosso concelho, o que impede uma ação musculada dos operacionais», acrescentou o autarca sabugalense.
Pelas 18 horas, as chamas estavam a aproximar-se de Pêga, já no concelho da Guarda, depois de ameaçarem as aldeias de Penalobo (na foto) e Seixo do Côa, do outro lado concelho.
Durante a tarde, a ameaça rondou um posto de combustível da Cerdeira do Côa, mas bombeiros e populares conseguiram evitar o pior. «A situação continua também complicada na Bendada», realçou Vítor Proença.
O fogo que está atualmente na zona de Seixo do Côa começou na Aldeia de Santo António, na sexta-feira, pelas 14:41, e mobiliza 260 operacionais, 73 veículos e dois meios aéreos, segundo o ‘site’ da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).