Desemprego na Guarda diminuiu 20% num ano, mais do que a média regional e nacional

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A redução do número de desempregados tem sido maior na Guarda do que nas outras cidades da mesma escala na Beira Interior –  e mesmo em comparação com a região centro e com a média nacional.

Na Guarda o desemprego baixou 20 por cento entre Setembro de 2016 e Setembro de 2017. Na Covilhã a redução foi de 13% e em Castelo Branco foi de 6 por cento.

A taxa de redução na região centro foi de 15 por cento e a média nacional fixou-se nos 16,3 por cento.

Esta é uma tendência que tem vindo a consolidar-se desde 2015, de acordo com as estatísticas do Instituto de Emprego e Formação Profissional.

Se logo a seguir a 2010, com o fecho da unidade da Delphi e de empresas relacionadas, a Guarda chegou a ultrapassar os quatro mil desempregados inscritos (mais do que Castelo Branco e a Covilhã), há quase três anos que essa tendência se inverteu.

Nos dados doe primeiro trimestre de 2015 a cidade reposicionava-se no último lugar (entre as três) em número de pessoas à procura de emprego: eram cerca de 2.900.

Um ano depois a Guarda teria quase 2.100 desempregados. E em Março de 2017 esse número já tinha caído para 1.783 pessoas, uma quebra de 14 por cento em relação ao período homólogo de 2016.

Na estatística mais recente divulgada pelo IEFP (referente ao passado mês de Setembro) eram 1.542 desempregados no concelho, uma redução de 20 por cento em relação ao mesmo mês de 2016.

Castelo Branco tinha 2.027pessoas à procura de emprego (menos 6 por cento que há um ano) e a Covilhã 2.438 (menos 13 por cento).

Se esta relação com as maiores cidades da Beira Interior já é significativa, a comparação – em termos relativos, entenda-se – com as médias regional e nacional torna-se mais expressiva para a Guarda:  na região centro a redução foi de 15 por cento e a nível nacional foi de 16,3 por cento.

O concelho surge em destaque noutros indicadores: o desemprego de longa duração baixou aqui em 26 por cento (na Covilhã a redução foi de13 por cento, em Castelo Branco de 15 por cento, na média regional foi de 13 por cento e a nível nacional foi 14,5 por cento); e no desemprego de curta duração (pessoas à procura de emprego há menos um ano) a Guarda e a Covilhã baixaram 13 por cento, Castelo Branco 9 por cento, a região centro 15 por cento e o país 18,1 por cento.

São dados muito positivos para o país, para a região e para a Guarda, reconhece José Pires Manso, director do Observatório para o Desenvolvimento Económico e Social da Universidade da Beira Interior.

O economista admite que «o pior já passou» e que o desafio, agora, «é consolidar estes indicadores».

Na Beira Interior só quatro concelhos viram o desemprego crescer: Idanha-a-Nova, Penamacor e Vila Velha de Ródão, no distrito de Castelo Branco; e Trancoso, no distrito da Guarda.

Houve casos em que a taxa de redução do desemprego ultrapassou os vinte por cento: 22 por cento em Manteigas, em Gouveia e em Aguiar da Beira; 29 por cento em Fornos de Algodres; e 43 por cento em Pinhel (a quebra mais expressiva em termos relativos). Mas o economista explica que estes estes concelhos não podem ser colocados em paralelo, em termos estatísticos, com Castelo Branco, Covilhã, Guarda, Fundão e Seia, que são os mais populosos da região.

As «realidades comparáveis» situam-se em três grupos: Guarda, Covilhã e Castelo Branco; Fundão e Seia; e os restantes concelhos.

Fundão teve uma quebra de 6 por cento no desemprego e em Seia foi de 10 por cento.

Em termos de mero confronto estatístico, José Pires Manso refere que Viseu teve uma redução de 11 por cento.

Oiça aqui:

 

 

 

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