
Os deputados à Assembleia Municipal da Guarda vieram criticar a transparência do executivo da Câmara da Guarda na sequência dos ataques informáticos de que a Câmara guardense foi alvo. Desde o dia 12 de fevereiro, o sistema informático (da Câmara e da BMEL) estão em baixo e continua sem haver uma justificação tanto para os deputados, como cidadãos guardenses. Ricardo Neves de Sousa, deputado Social-Democrata levou o tema para a discussão.
«As buscas realizadas pela PJ e o quase simultâneo ataque informático aos sistemas municipais, exigem uma abordagem serena, responsável e institucional no que respeita às buscas. A atuação da PJ deve ser respeitada e a investigação deve seguir, mas também há responsabilidade política». Ricardo Neves de Sousa pede «transparência na gestão pública», isto porque, «quanto mais claros forem os procedimentos, quanto mais acessíveis forem os atos administrativos, quanto mais rigorosos forem os mecanismos de controlo, menor será o espaço para dúvidas e maior será a confiança dos cidadãos».
O liberal, Rui Abreu, informático de profissão, também constatou que «a informação chegou sobretudo através da Comunicação Social de forma fragmentada e incompleta. E isto não é aceitável. Os guardenses têm o direito de saber, de forma clara e oficial, que serviços estão indisponíveis».
Quanto à transparência do executivo, Rui Abreu critica que «o silêncio institucional não protege ninguém, pelo contrário, alimenta especulação e desconfiança». E o deputado da Iniciativa Liberal vai mais longe e especifica que «transparência não significa expor vulnerabilidades técnicas, significa assumir o problema, explicar o que se sabe, explicar o que não se sabe, e quais os próximos passos. Significa tratar os cidadãos como adultos».
O deputado socialista, Miguel Borges, corroborou as intervenções dos colegas deputados, na medida em que «devia ter havido mais informação. Os guardenses deveriam ter sido informados porque, no fundo, todos nós temos coisas nesta casa e precisamos de saber como é que as coisas estão». Miguel Borges deixa assente de que o Partido Socialista tem «a certeza que a culpa não foi do município, não é responsabilidade do município».