
O Chega vai concorrer pela primeira vez à Câmara Municipal de Trancoso e candidata o empresário Filipe Pires, de 47 anos, que vai estrear-se nas lides políticas.
«Esta candidatura resulta de um desafio lançado pelo partido, de que sou simpatizante. Abordaram-me e aceitei o convite. É a primeira vez que serei candidato político», adianta o cabeça de lista do Chega a O INTERIOR. Engenheiro civil de profissão e empresário da área da construção, Filipe Pires concorre às próximas autárquicas com o lema “Renasce Trancoso” porque «é preciso fazer renascer Trancoso, que a cidade e o concelho volte a ser o que era». Se for eleito, compromete-se a colocar Trancoso «no mapa, não só dos eventos, mas também dos jovens, fixando população, criando emprego e dinamismo empresarial, não no sentido que agora encontramos por aqui».
Antigo militante socialista, Filipe Pires faz uma avaliação «negativa» dos mandatos de Amílcar Salvador (PS), que não se recandidata por ter atingido o limite de mandatos. «Os últimos executivos tiveram algumas soluções que, nosso entender, não terão sido as melhores para a cidade, para o concelho e para os seus habitantes», justifica, sem adiantar quais. Num cenário de fim de ciclo autárquico, o candidato do Chega à Câmara de Trancoso admite ser possível a eleição de um ou mais elementos da lista – que está a ser elaborada – para o executivo municipal. «Neste momento tudo é possível em Trancoso, está tudo em aberto e porque não o Chega eleger o presidente, vice-presidente e vereador», considera.
No entanto, Filipe Pires sublinha que o momento «é favorável a todas as candidaturas que concorrerem e queiram ser alternativa ao poder que estava até agora instalado na Câmara». O candidato é natural de Alverca da Beira (Pinhel), mas casou em Trancoso, onde reside «há 20 anos» e tem participado no movimento associativo e empresarial local.