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Carlos Condesso avança «em união» para a distrital do PSD mas recusa dizer quem quer na Câmara da Guarda

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Com o lema “Unidos para Vencer”, Carlos Condesso apresentou a candidatura à presidência da comissão política distrital do PSD, confirmando-se a lista única de consenso com Rui Ventura.

O vereador social-democrata na Câmara de Figueira de Castelo Rodrigo é chefe de gabinete do presidente da Câmara da Guarda, cargo em que Carlos Monteiro o reconduziu após a saída de Álvaro Amaro.

Como futuro líder do PSD no distrito (não deverá haver outra lista concorrente), caber-lhe-á a indicação dos candidatos às eleições autárquicas do próximo ano. O que, no caso da Guarda, se revestirá de particular significado dado o momento conturbado por que passa o partido.

Numa primeira análise, a ascensão de Carlos Condesso a presidente da distrital poderia ser vista como um salvo-conduto para a candidatura autárquica do actual presidente da Câmara, Carlos Monteiro, para o qual o próximo dirigente máximo do PSD trabalha, num cargo nomeação por escolha e confiança pessoal e política.

Mas a pergunta para a qual se esperaria uma resposta motivou, afinal, o facto político mais relevante da apresentação da equipa para os órgãos distritais. Carlos Condesso recusa-se a confirmar, pelo menos nesta fase, se está ao lado da pretensão do sucessor de Álvaro Amaro de ser cabeça de lista no próximo ano.

«Eu estou aqui hoje para apresentar a minha candidatura à comissão política distrital. Os timings das autárquicas serão estabelecidos pelo partido», responde Carlos Condesso, adiantando que sobre este tema «falaremos bem lá mais para diante».

E por mais perguntas que a Rádio fizesse, o militante social-democrata que é chefe de gabinete do presidente da Câmara não saía deste registo: «o processo eleitoral autárquico será abordado por nós em tempo útil», insistiu.

Afirmou, aliás, que «quem tocar neste assunto agora não está a agir correctamente».

Mesmo havendo mais do que um pré-candidato pelo PSD às eleições autárquicas na Guarda, o futuro líder distrital não quer tomar uma posição que possa ser entendida como uma manifestação de apoio. E mesmo compreendendo «a curiosidade que anda na Guarda», declara que «não estamos para fazer guerrilhas internas», nem para destacar «o militante A, B, C ou D».

«Para mim todos os militantes merecem o mesmo respeito» e «estamos para falar com todos os militantes». Quanto ao mais, «eu tenho experiência política e discernimento suficiente para no momento oportuno tratar de todas as questões».

Carlos Condesso também assegura que «eu penso pela minha cabeça e aqui não há ascendentes de ninguém sobre ninguém», respondendo à questão sobre a circunstância de o presidente da Câmara da Guarda ter como chefe de gabinete o futuro presidente da distrital do PSD, a quem caberá uma decisão sobre a candidatura às autárquicas.

E o agora vice-presidente de Carlos Peixoto na comissão política manteve-se no registo, tendo chegado a responder ao jornalista da Rádio que «o disco está riscado, está-me sempre a fazer a mesma pergunta».

Perante a insistência, declarou não ter conhecimento da existência de qualquer indicação do presidente do PSD acerca da regra da recandidatura de presidentes de câmara em exercício.

Assegurou, por outro lado, que «todas as câmaras são importante e todas vão merecer a nossa atenção». E assim «trabalharemos para ganhar o maior número de câmaras possível», sendo que «a seu tempo apresentaremos soluções».

Quanto ao entendimento com Rui Ventura para uma lista única, Carlos Condesso afirmou que «o único acordo que nós temos é servir as pessoas do distrito da Guarda através do PSD e com isso também servir Portugal».

O presidente da Câmara de Pinhel (e até aqui líder de uma corrente interna de oposição à comissão política distrital de Carlos Peixoto) também refere que nesta lista de consenso pesou «a vontade de unir o partido, a vontade de ganhar eleições e a vontade de querer dar mais ao nosso distrito».

Confrontado, no final da reunião da Câmara da Guarda, com as declarações do seu chefe de gabinete, Carlos Monteiro disse concordar com elas, esclarecendo que «não sou candidato a nada, portanto não posso pedir apoio de ninguém». «Ainda não tomei essa decisão», concluiu, desvalorizando assim as leituras políticas que possam ser feitas acerca da posição de Carlos Condesso.

As eleições para a distrital do PSD estão marcadas para 11 de Julho.

Oiça aqui o podcast:

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