Arquitecto Jorge Palma sobre remodelação da velha Câmara: gradeamento «é um acessório sem qualquer valor patrimonial»

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O arquitecto responsável pelo projecto de remodelação do edifício dos antigos Paços do Concelho da Guarda, que está a ser reconvertido para receber a sede da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela, garante que a intervenção a decorrer foi «completamente licenciada» pelas entidades competentes, nomeadamente a Direcção Regional de Cultura do Centro e a Direcção Geral do Património Cultural.

«O projecto foi submetido, apreciado e alterado de acordo com alguns pareceres na altura», assegura Jorge Palma, questionado pela Rádio sobre a polémica que tem vindo a público desde que o vereador do PS, Joaquim Carreira, abordou a questão em sessão da Câmara [ver notícia anterior aqui].

«Nem podia ser de outra maneira», sustenta o autor, lembrando que coordena «uma equipa multidisciplinar» na qual «somos todos responsáveis». No aspecto legal e patrimonial, portanto, Jorge Palma diz que o projecto «está salvaguardado». Tudo o resto é «uma questão de gosto». 

Em relação à intervenção em curso, confirma a retirada do gradeamento dos arcos do piso térreo, que classfica «acessório sem qualquer valor patrimonial», porque diz nada ter a ver com o desenho original do edifício construído na época filipina. É um acrescento datado de meados do século XX, motivado na altura por política de segurança, e que «igual aos que se encontram de Caminha a Vila Real de Santo António» em edifícios públicos do género.

O gradeamento será reaproveitado na remodelação em curso no jardim do Solar Teles de Vasconcelos (de que é também o autor), onde ficará a sede da Comissão Vitivinícola Regional da Beira Interior.

Responsável por vários projectos na região, incluindo o semi-coberto do Parque Urbano do Rio Diz, no âmbito do então Programa Polis, Jorge Palma é também o arquitecto do Hotel Termal de Longroiva, inaugurado no ano passado, e de unidades do género nas Termas da Fonte Santa (Almeida) e em Unhais da Serra (Covilhã).

Nesta entrevista à Rádio faz a “memória descritiva” da intervenção a decorrer no edifício da antiga Câmara, que conheceu a última remodelação em meados da década de 90 para receber a Mediateca Oitavo Centenário. Mas desde 2005 que o imóvel não tinha qualquer função permanente.

Antes daquela obra, o edifício tinha sido praticamente reconstruído entre os anos 40 e 50, quando também a Sé Catedral foi submetida a uma profunda intervenção no exterior.

 

 

 

 

 

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