
As contas relativas ao ano de 2025 da Associação Águas Públicas em Altitude, que inclui os concelhos da Guarda, Celorico da Beira, Manteigas e Sabugal também foram apresentadas na reunião do executivo de segunda-feira com Sérgio Costa, também presidente da APAL, a garantir um «resultado líquido positivo». Não é o resultado desejado, uma vez que, segundo o autarca, há «43,8 por cento de perdas de água nas redes de abastecimento no sistema global dos quatros municípios», o que quer dizer que «essa água que compramos não é faturada, perde-se nas redes». Há ainda «50 por cento de infiltrações indevidas de águas pluviais nas redes de águas residuais. Ou seja, metade das águas residuais que são faturadas nas ETAR advêm de águas da chuva ou infiltrações de linhas de água, é dinheiro que estamos a pagar e não o devíamos fazer», alertou Sérgio Costa, segundo o qual a melhoria dos sistemas de água é um trabalho que «vai demorar anos, mas que já está a ser feito».
Além das perdas, há outros problemas na APAL, nomeadamente a «falta de pagamento de munícipes que chega aos cerca de 400 mil euros de dívidas acumuladas ao longo de um ano e meio».