
Atual vereador do PSD aceitou convite de João Prata para concorrer à segunda maior autarquia do distrito e é, para já, o único a prestar declarações.
Acácio Pereira (PS), António Saraiva (movimento ‘Pela Guarda’), Carlos Chaves Monteiro (PSD) e Pedro Almeida (Chega) confirmaram à Rádio Altitude que são cabeças de lista à Junta de Freguesia da Guarda nas autárquicas de 12 de outubro.
Acácio Pereira, membro do secretariado da concelhia da Guarda do PS, presidente do Conselho Distrital da SEDES Guarda, ex-presidente do Sindicato do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) durante mais de uma década, antigo chefe da delegação da Guarda deste serviço, até à sua extinção, vai liderar a lista socialista à segunda maior autarquia do distrito, logo a seguir à Câmara da Guarda. O candidato não quis, para já, prestar quaisquer declarações, remetendo para os próximos dias o anúncio público da candidatura. Recorde-se que Fábio Pinto, candidato por duas vezes, já tinha informado que não seria novamente cabeça-de-lista.
Entretanto, António Saraiva, antigo líder da distrital e da concelhia da Guarda do PS, também já confirmou que vai avançar na corrida, depois de ter sido desafiado pelo movimento independente ‘Pela Guarda’ a regressar às lides políticas. O cabeça de lista também não quis pronunciar-se sobre o assunto, confirmando apenas que vai ser candidato pelo PG. «Anunciarei oportunamente a candidatura», disse. O Chega, por sua vez, volta a apresentar Pedro Almeida, que tinha concorrido em 2021. O cabeça de lista é o líder da concelhia da Guarda do partido. Já o social-democrata Carlos Chaves Monteiro, atual vereador, vai encabeçar a lista à Junta de Freguesia depois de, nas últimas autárquicas, ter sido candidato à Câmara contra Sérgio Costa (PG).
À Rádio Altitude, Carlos Chaves Monteiro esclareceu que, «com o andamento de todo este processo – há quatro anos o partido não foi muito célere na apresentação dos candidatos –, tinha duas certezas: uma é que não seria candidato à Câmara, a outra é que quero ir à Junta de Freguesia da Guarda». O ainda vereador referiu ter sido esse caminho que escolheu «para continuar no desempenho da ação política», na sequência do convite feito por João Prata, cabeça de lista à Câmara. «Sou um guardense dedicado à causa pública, sem qualquer interesse pessoal e defensor do desenvolvimento da Guarda», afirma, dizendo esperar que «desta vez corra de forma que seja possível começar a construir uma alternativa à atual governação». Chaves Monteiro garante que, «comigo à frente da Freguesia e do João Prata na Câmara Municipal, será uma oportunidade para a Guarda».
Na primeira declaração pública enquanto candidato à Junta da Guarda, o candidato do PSD identifica claramente aquele que considera ser o principal adversário, evidenciando que «os últimos quatro anos foram uma oportunidade perdida», já que «não vimos qualquer prosperidade no território que foi completamente abandonado pelo atual executivo». O social-democrata criticou «o abandono completo de projetos que estavam em curso, numa irresponsabilidade a toda a prova do pseudo-movimento independente, sem ideias novas». Para Chaves Monteiro, este foi um mandato «catastrófico para a ambição dos guardenses, arruinando os territórios que, nos dias de hoje, podem não ter uma segunda oportunidade».