
A concelhia do Partido Socialista (PS) de Almeida manifestou «profunda preocupação» com os recentes desenvolvimentos dos projetos de exploração de mineração de lítio e rubídio em Fuentes de Onõro e Espeja, localidades espanholas fronteiriças do concelho de Almeida. O município tem a vindo a acompanhar o processo e pede «serenidade» porque ainda se está na fase da prospeção.
«Ainda não estamos numa fase de extração. Aquilo que está a acontecer do outro lado da fronteira, que tenho vindo a acompanhar juntamente com a minha colega de Fuentes de Oñoro, é um trabalho de estudo, de prospeção, para verificar a potencialidade de exploração de lítio e rubídio», disse António José Machado.
O autarca adiantou que a empresa terá também interesse «em vir para Portugal» e assegurou que um projeto destes terá de incluir estudos de impacto ambiental e de viabilidade, acompanhados pelo Ministério do Ambiente e demais entidades ligadas a esta área.
O assunto mineração de lítio e rubídio em Fuentes de Onõro e Espeja foi levado pelo PS à última Assembleia Municipal de Almeida. «A apreensão intensifica-se na sequência da assinatura de um protocolo de colaboração entre a empresa mineira e o Ayuntamiento de Fuentes de Oñoro, bem como do anúncio da instalação do Centro de Excelência em Recursos Minerais Estratégicos e Sustentabilidade Transfronteiriça», alertou João Fabião, presidente da secção socialista de Almeida. Para os socialistas, os projetos da empresa Berkeley do outro lado da fronteira representam «um avanço preocupante que poderá ter consequências irreversíveis» para os concelhos dos dois lados da fronteira. A empresa vai atribuir anualmente 10.000 euros ao Ayuntamiento de Fuentes de Oñoro para o efeito. Segundo o site daquele município espanhol, a Berkeley Minera estima extrair e tratar um potencial de 11,8 milhões de toneladas daqueles minerais.