
A 16ª edição do Contradança – Festival de Dança e Movimento Contemporâneo arrancou na segunda-feira e prolonga-se até 16 de outubro. A iniciativa é organizada pela ASTA – Teatro e Outras Artes e tem como palco as cidades da Guarda, Gouveia e Covilhã.
O festival começou esta segunda-feira com o “workshop” “Embalar para Despertar”, de dança contemporânea, na sala de ensaios do TMG (até 17 de setembro), dia em que vai subir ao palco do Teatro Municipal da Guarda o circo contemporâneo “Frágil”, da Companhia Absurda, a partir das 10 horas. Para 18 de setembro estão programadas várias actividades, a começar pelo debate (18 horas) sobre programação cultural no interior com a participação dos programadores Carla Morgado (Teatro Municipal da Guarda), João Cunha (Teatro Municipal de Bragança) e Rui Eufrázia (Teatro Cine de Gouveia). A Praça Velha também vai acolher o espetáculo final do projeto “Embalar para Despertar” (21 horas) e, duas horas depois, há dança vertical na Sé Catedral pela companhia argentina Amor Eterno, que apresenta “Volver”. Pelas 23 horas, ainda na Praça Velha, terá início o concerto do “Projeto Inventários”, de Henrique Vilão e Margarida Geraldes.
No dia seguinte (21h30) há novamente circo contemporâneo na Praça Luís de Camões, com a criação “Yûgen”, do grupo espanhol La Banda (na foto). Nessa noite, a partir das 22h30, a música fica a cargo do projeto A Cantadeira com o concerto “Para voz(es) no feminino”. O Contradança despede-se da Guarda no dia 20 (21h30) com o espetáculo “Eurodance”, da companhia Ballet Contemporâneo do Norte, no TMG. Em Gouveia, o Teatro Cine local recebe a exposição “Recicl’arte”, com trabalhos de alunos das escolas da Covilhã, Gouveia e Fornos de Algodres, em que os jovens foram desafiados a criar painéis a partir de materiais não utilizados ou, assumidamente descartados, interpretando obras de pintores relevantes do século XX. A mostra está patente até 16 de outubro.
O Teatro Cine de Gouveia acolhe, no dia 25 (10h30), a instalação performativa “Verbal Images”, da portuguesa Ana Renata Polónia, e no dia 26 (14h30) a peça de teatro de marionetas “O Velho Ermita”, da Krisálida. Já no dia seguinte (21h30), a sala gouveense recebe a performance multimédia “Memorabilia”, do grupo Alma d’Arame. O festival ruma depois até ao Teatro Municipal da Covilhã, onde Bruno Senune vai apresentar a performance “Nacar”, no dia 8 de outubro (21h30), e no dia seguinte (21h30) será a vez do espetáculo “Uivo”, de Maria João Costa Espinho. O Contradança é um espaço comum onde a dança, a performance, o teatro, o circo contemporâneo, as artes e a música se combinam e conjugam. O festival teve início em 2006 e tem como objetivo promover e desenvolver as várias formas de expressão artística contemporâneas na região.