
Joaquim Brigas aceita e assume a forte e drástica diminuição de alunos e justifica-o pelas «medidas implementadas pelo anterior Governo e mantidas pelo atual». O presidente do Instituto Politécnico da Guarda tece sérias críticas à tutela afirmando que «faltou coragem para voltar com determinadas leis atrás».
«Já era esperado que chegássemos a uma situação deste género», adianta o presidente da instituição de ensino que acrescenta que «isto era esperado porque não houve coragem para revogar as medidas implementadas pelo último Governo». O Governo de 2023 alterou a regra de candidatura – de uma prova necessária, para duas provas e acabou com a possibilidade de admitir em cada instituição de ensino mais 30 por cento de alunos internacionais, «sendo que agora todos os alunos, nacionais, internacionais, do ensino regular ou profissional, têm de caber no número de vagas existentes – e é obvio que isto obriga a perder centenas de alunos».
Quanto à instituição guardense, Joaquim Brigas adianta que os estudantes internacionais foram «diminuindo desde 2019 para cerca de um terço» e ainda assim o politécnico «conseguiu manter o número de alunos porque diversificou a oferta formativa» que, segundo o presidente do IPG foi «desenhada tendo em conta as necessidades do tecido empresarial e social». Assim sendo, o responsável reforça e repete que «as medidas implementadas em 2023 vêm contrariar o que tem vindo a ser feito… e o resultado está à vista: menos jovens a concorrer ao Ensino Superior».