Doente esperou mais de cinco horas para ser transferido da Covilhã para Coimbra - Rádio Altitude

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Um homem de 49 anos, vítima de um acidente de trotinete na vila do Paul, concelho da Covilhã, demorou mais de cinco horas a ser transferido para o Hospital de Coimbra, apesar de ter sido identificada a necessidade urgente de cuidados especializados em neurocirurgia. O caso, ocorrido no passado sábado, expõe novamente as fragilidades do atual sistema de socorro aéreo em Portugal, sobretudo durante o período noturno.

O acidente aconteceu ainda durante a tarde, tendo os bombeiros chegado ao local poucos minutos depois do alerta. A avaliação clínica determinou que o doente, com um traumatismo craniano, teria de ser transferido para o serviço de neurocirurgia de Coimbra. Os primeiros contactos entre hospitais começaram por volta das 20 horas, mas a transferência só se concretizou várias horas depois.

Segundo Luís Marques, comandante dos Bombeiros da Covilhã, o helicóptero disponível foi um EH101 Merlin da Força Aérea, com base no Montijo. Esta aeronave, demasiado pesada para aterrar no heliporto do Hospital da Covilhã, obrigou ao transporte do doente por ambulância até ao aeródromo de Castelo Branco. Aí, o paciente foi embarcado no helicóptero com destino a Cernache do Bonjardim, nos arredores de Coimbra, onde uma viatura médica do INEM o aguardava para o transporte final até ao hospital. Durante todo o processo, o doente passou por seis equipas médicas diferentes, o que implica riscos associados à constante transmissão de informação clínica e à quebra de continuidade nos cuidados.

O caso reabre o debate sobre a indisponibilidade do serviço de helicópteros ligeiros do INEM para emergências médicas noturnas, uma situação que deveria estar resolvida desde 1 de julho, de acordo com o contrato celebrado entre o Estado e a empresa Gulf Med. Caso o serviço estivesse ativo, a transferência poderia ter sido feita diretamente do hospital da Covilhã (ou até do local do acidente), reduzindo o tempo de socorro para cerca de uma hora e meia e o número de equipas envolvidas para, no máximo, três.

O doente foi admitido nos cuidados intensivos do Hospital de Coimbra por volta das 8 horas de domingo, onde permanece internado em estado grave.

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