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Há quatro municípios do distrito da Guarda que devolvem a totalidade do IRS aos contribuintes que ali residem. Manteigas, Sabugal, Figueira de Castelo Rodrigo e Aguiar da Beira abdicam de toda a participação variável na colecta do imposto (que pode ir até 5%). Quer isto dizer que em cada mil euros há 50 euros que o cidadão deixa de pagar. Quem viva no concelho da Guarda fica sem todo esse valor. A Câmara da capital do distrito não abdica da taxa máxima do imposto (tal como Pinhel, Seia, Foz-Côa, Mêda e Fornos de Algodres). Outros municípios têm reduções (dois e meio por cento em Trancoso, dois por cento em Almeida e Gouveia e um por cento em Celorico da Beira). É uma decisão política onde cada autarquia procura fazer o equilíbrio entre a perda de receita e os benefícios de um IRS mais barato. Em Manteigas, o presidente da Câmara (o socialista Esmeraldo Carvalhinho) considera que a menor cobrança é compensada pela maior atração de pessoas. E os reflexos desta política estão à vista: Manteigas avança para uma situação de pleno emprego, revela autarca. Outro concelho onde o IRS é devolvido na totalidade é o do Sabugal. Mas a medida não é nova e resistiu mesmo à Troika, lembra o presidente da câmara (o social-democrata António Robalo). E esta é apenas uma das iniciativas de apoio fiscal para garantir uma discriminação positiva às famílias de um concelho ameaçado pelo despovoamento.

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Já assim foi há 500 anos nas descobertas. Quando Portugal deu novos mundos ao mundo levou nas naus e caravelas vinho desta região. O facto de ser produzido em altitude dava-lhe outro corpo e maior duração. Cinco séculos depois o navio-escola Sagres faz uma viagem de circum-navegação e leva também vinhos da Beira Interior para um estágio em mar alto e provas em todo o mundo.

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Na semana das eleições internas no PSD perguntamos a três militantes do partido as razões do apoio a cada um dos candidatos que estão na corrida à liderança. A fechar a série ouvimos os argumentos de um apoiante de Rui Rio. O presidente da concelhia da Guarda, Tiago Gonçalves, está (enquanto militante) ao lado do actual líder do partido, porque mostrou nos últimos dois anos, em condições dificeis, que é o mais experiente e qualificado para liderar. E também, não menos importante, porque Rio tem assento parlamentar, o que não acontece com os outros dois candidatos.

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Pode ser que este seja o ano do início das obras no pavilhão 5 do Hospital da Guarda. O projecto, lançado em 2016, de requalificação do edifício das antigas urgências (para a concentração dos serviços de saúde materno-infantil) já era apenas o possível depois do cancelamento, em 2012, da empreitada da segunda fase da ampliação e remodelação da Unidade de Saúde. Mas passaram outros quatro anos e não há ainda estaleiro à vista. No entanto, a presidente da Unidade Local de Saúde espera que 2020 seja finalmente o "ano 1" da obra. Isabel Coelho está optimista.

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Na semana das eleições internas no PSD perguntamos a três militantes do partido as razões do apoio a cada um dos candidatos que estão na corrida à liderança. Hoje ouvimos os argumentos de uma apoiante de Luis Montenegro. Ex-deputada e actual presidente da Assembleia Municipal de Pinhel, Ângela Guerra está ao lado do antigo líder parlamentar porque confia em alguém com provas dadas na política e com capacidade para dirigir o partido e o país.

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No Largo de São João, onde moradores e comerciantes reclamam uma intervenção [ver notícia aqui] situa-se a estátua da musa de Augusto Gil, num jardim degradado, com árvores que a escondem quase por completo. No fundo é a história de um monumento mal amado, do qual a cidade parece que se envergonha. Quem o diz é Fernando Bento, morador no largo e memória viva de muitas décadas da Guarda. Recorda que a estátua ao poeta da Balada da Neve era para ter sido colocada na Praça Velha, mas a obra foi então proibida. E ficou encaixotada  até que foi atirada para os, na altura, arredores da cidade. É a fatalidade sobre um monumento que parece que nunca ninguém quis e que está agora num espaço central da cidade, onde são bem visiveis os sinais de abandono e degradação.

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Já está em funcionamento a Unidade de Saúde Familiar da Meda. É uma das 20 novas estruturas do género criadas recentemente pelo Ministério da Saúde e a segunda na área da Unidade Local de Saúde da Guarda, depois da pioneira "A Ribeirinha", na capital do distrito, que acaba de completar 10 anos. O presidene da Câmara da Meda vê com satisfação a criação desta nova valência, com evidentes benefícios para os utentes do concelho: horário de consultas alargado e atendimento mais personalizado. Anselmo Sousa diz que a chegada de dois novos clínicos ao concelho acabou por acelarar o processo.

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