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Está para avançar o projecto do Centro de Valorização de Produtos Endógenos na Guarda. Vai ser na Plataforma Logística porque terá precisamente essa componente de recolha, armazenamento, organização e distribuição, essencial para a expansão de uma fileira de negócio cada vez mais importante na região. O presidente da Câmara, Carlos Chaves Monteiro, fez o anúncio no congresso nacional dos produtores de mirtilo, que juntou cerca de 300 participantes de todo o país.

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A selecção distrital de futebol já começou a preparação para a Taça das Regiões, uma prova com o carimbo da UEFA. O primeiro treino foi na Meda com 22 jogadores a comparecerem à chamada do novo seleccionador distrital. Luis Cerqueira diz que ficou agradado com o compromisso e a disponibilidade dos jogadores convocados. O treinador aposta em bons resultados, recordando que há quatro anos o distrito esteve à beira de representar o país na Europa.

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A primeira reunião descentralizada da equipa do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social vai ter lugar na Guarda, no dia 18 de Dezembro. A ministra Ana Mendes Godinho e os secretários de Estado Rita Cunha Mendes (da Acção Social), Ana Sofia Antunes (da Inclusão das Pessoas com Deficiência), Miguel Cabrita (Adjunto, do Trabalho e da Formação Profissional) e Gabriel Bastos (da Segurança Social) vão estar todo o dia no distrito. Revelação feita pela ministra em entrevista exclusiva à Rádio. Ana Mendes Godinho confirma a abertura, a 9 de Dezembro, da sede da Secretaria de Estado da Acção Social (ainda em instalações provisórias na Avenida Francisco Sá Carneiro, no edifício do Instituto da Mobilidade e dos Transportes), onde a secretária de Estado Rita Cunha Mendes e a equipa passarão a trabalhar em permanência «a partir da Guarda para todo o país». Trata-se, diz a governante, também de «uma prenda para a Guarda», que assinala os 820 anos da atribuição da carta de foral. Ana Mendes Godinho anuncia que ela própria estará na cidade «pelo menos uma vez por mês» e que não deixará de «acompanhar em permanência» o desenvolvimento de projectos de interesse para a Guarda noutras áreas governativas, a começar pela Saúde.

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A sessão solene do Dia da Cidade [ver notícia aqui] foi aberta pela presidente da Assembleia Municipal. Cidália Valbom confrontou a convidada (a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa) com aquilo que ela disse no Verão passado. E levou Álvaro Amaro à cerimónia, a pretexto da evocação do Movimento pelo Interior. Recuperou também afirmações que entende que devem inquietar a Guarda, começando pelas que foram proferidas há quase seis anos pelo então ministro da Saúde, Paulo Macedo.

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No primeiro discurso no Dia da Cidade enquanto presidente da Câmara da Guarda, Carlos Chaves Monteiro pediu à ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, empenho e ajuda do Governo para a concretização de alguns projectos que a autarquia pretende desenvolver, a começar pelos Passadiços do Mondego, cuja obra foi ontem iniciada e corresponde a um investimento de cerca de três milhões de euros. A ministr, que foi a convidada das comemorações dos 820 anos da cidade, comprometeu-se a ajudar a autarquia a encontrar fontes de financiamento. Mas o autarca deixou ainda a exigência do cumprimento de promessas que o executivo de António Costa tem feito à Guarda, nomeadamente nas áreas da saúde e das forças de segurança.

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O neurocientista Rui Costa, os professores universitários Valentin Cabero (da Universidade de Salamanca) e Rui Jacinto (da Universidade de Coimbra), o antigo autarca Daniel Vendeiro (de Fernão Joanes), o artesão Joaquim Venâncio (de Famalicão da Serra), o antigo dirigente desportivo Armando Gil, os jovens médicos e investigadores João Casanova e Diogo Libânio e a veterana médica pediatra Susana Xavier vão ser homenageados no Dia da Cidade, no feriado municipal de 27 de Novembro, data em que passam 820 anos desde a atribuição do foral pelo rei D. Sancho I. 

Na lista de galardoados estão ainda duas instituições: a Casa do Bom Café e o Clube Escape Livre.

Mas a surpresa é a atribuição da medalha de mérito municipal a Américo Rodrigues, nomeado director-geral das Artes em Fevereiro deste ano. E ganha maior relevência pelo facto de se tratar de um funcionário que é galardoado pelo município a cujo quadro não deixou de pertencer. Ou seja: quando terminar as actuais funções e regressar ao serviço de origem (se entretanto não tiver solicitado a mobilidade para qualquer outra instituição da administração pública) terá uma condecoração agora atribuída pelos que voltarão a ser seus superiores.

A proposta partiu da vereadora Cristina Correia, do Partido Socialista, e foi aceite e integrada pela maioria PSD na lista final aprovada por unanimidade na reunião de Câmara desta segunda-feira.

A homenagem acontece seis anos depois de o mesmo executivo (embora na altura sob a presidência de Álvaro Amaro) ter exonerado Américo Rodrigues das funções de director do Teatro Municipal.

A ideia surgiu entre intervenientes no aniversário do Centro Cultural da Guarda, há pouco mais de uma semana, para o qual Américo Rodrigues foi o convidado de honra. A eleita socialista apresentou-a formalmente nos dias seguintes, ainda que o líder da bancada da oposição na Câmara, Eduardo Brito, faça questão de não colocar o PS a assumir sozinho a autoria: a maioria PSD recebeu-a, aceitou-a e integrou-a no elenco dos agraciados, por isso a proposta é da Câmara e não do Partido Socialista, sublinha o vereador.

O presidente da Câmara, Carlos Chaves Monteiro, também esclarece que a entrega da medalha de mérito municipal a Américo Rodrigues integra-se num acto de consenso e num reconhecimento de méritos profissionais e pessoais.

Para trás ficou a polémica que marcou o início do actual executivo, quando em Novembro de 2013 afastou o director do Teatro Municipal da Guarda - uma decisão que o programador cultural acabaria por denunciar em conferência de imprensa, criticando o novo presidente da Câmara e o desconhecimento que o acusava de ter em relação à Guarda, ao TMG e a ele próprio.

Esta foi uma das várias polémicas em que Américo Rodrigues se viu envolvido. Três anos antes, em Dezembro de 2010, a Assembleia Municipal aprovava com votos do PS e do PSD um repúdio ao cidadão, pelo facto de, num blogue que mantinha, criticar actos, decisões e protagonistas do poder autárquico, na altura de maioria PS. Mas era da bancada do PSD, então liderada por João Correia, que vinham algumas das mais duras críticas. Américo Rodrigues tinha responsabilidades que o obrigavam a outra conduta, assinalava ou então eleito social-democrata, que dizia assumir aquela posição em solidariedade para com todos os eleitos nos órgãos autárquicos.

O director do Teatro Municipal da Guarda sentiu-se declaradamente magoado com a cidade e numa entrevista à Rádio em Abril do ano seguinte confessou que «até era uma situação assim um bocadinho complicada para mim» que algum dia fosse ressarcido com uma homenagem pública, tendo deixado claro que «nem a Guarda me deve nada, rigorosamente nada». Isto em resposta a uma pergunta sobre a eventual atribuição de uma medalha.

Porém, dias depois daquelas declarações, recebia das mãos da então ministra Gabriela Canavilhas a medalha de mérito cultural, por proposta do governador civil Santinho Pacheco. Aceitava-a como um gesto contra «o populismo».

Agora vai ser também agraciado com a medalha de mérito municipal, 31 anos depois de ter recebido a mesma distinção (Abílio Curto era presidente da Câmara e Carlos Baía  vereador da Cultura), em nome do grupo de teatro Aquilo, de que era fundador e presidente.

Regressará assim para protagonizar uma aparente reconcialiação com o passado recente na Guarda.

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O cabeça de lista do Partido Socialista às eleições autárquicas de 2017, e actual líder da oposição na Câmara da Guarda, Eduardo Brito, vai renunciar no final do ano ao mandato de vereador.

A decisão, comunicada ontem à noite numa reunião da comissão política concelhia do partido, foi confirmada pelo próprio à Rádio já esta manhã. Eduardo Brito não quis gravar declarações, por pretender fazer o anúncio em primeiro lugar «no local próprio»: numa reunião da Câmara e perante os outros eleitos. «É uma questão de formalismo», justificou.

O assunto já deverá ser abordado na sessão da próxima segunda-feira mas renúncia apenas será oficial no último encontro de 2019 do executivo municipal, presumivelmente a 23 de Dezembro. «Ano novo, vida nova» é o sentido com que o veredor quer revestir politicamente a saída, de modo a deixar «o caminho totalmente livre» ao PS para que prepare «novos protagonistas» tanto para a reorganização interna (será escolhida uma nova concelhia no início de 2020) como, e principalmente, para o próximo desafio eleitoral autárquico, em 2021.

Eduardo Brito não quis que a continuidade como primeiro vereador gerasse qualquer tipo de dúvidas acerca de uma intervenção política que não quer voltar a ter no concelho da Guarda. Até porque sente que «a minha missão está cumprida»: em 2017 veio «estancar» o que podia ter sido um resultado ainda pior do Partido Socialista para a Câmara da Guarda (quando ninguém mais se disponibilizou para concorrer contra o então recandidato pelo PSD, Álvaro Amaro) e desde então sente que «também dei o meu contributo» para as vitórias, primeiro nas Europeias de Maio do corrente ano e depois nas Legislativas de Outubro. Na linha, aliás, do que já tinha referido à Rádio [ver notícia anterior aqui], quando recordou o «caminho das pedras» que teve de percorrer praticamente sozinho em 2017.

Garante também que tomou a decisão da renúncia há mais de um mês e que nada tem a ver com factos políticos actuais nem com polémicas à volta de nomeações para Secretaria de Estado da Acção Social, que será instalada na Guarda. Para o vereador este «é um não assunto» pelo que «nada tenho a dizer acerca de decisões que são da exclusiva competência da senhora secretária de Estado».

O importante, a partir de agora, é «olhar para o futuro» sem «perguntar às pessoas de onde vêm», esperando o ainda vereador que todos os intervenientes saibam «potenciar o facto de o PS ter entrado finalmente no ciclo de vitórias» e com a Guarda a ter condições para «assumir um peso político que nunca teve e pelo qual lutámos», refere, remetendo mais declarações para depois da reunião do executivo municipal da próxima segunda-feira.

Com a saída de Eduardo Brito, a liderança da oposição na Câmara ficará a cargo da vereadora Ana Cristina Correia, que também assumiu funções após a renúncia de Pedro Fonseca em Julho, na sequência do chumbo pela comissão política distrital do PS da lista de candidatos a deputados que o então presidente da federação distrital propusera [recordar notícias aqui, aqui e aqui]. 

Manuela Simões, professora no Instituto Politécnico da Guarda, é o nome que se segue na lista de candidatos a vereadores sufragada em 2017.