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Começou em Trancoso a Feira do Fumeiro e dos Sabores. Neste fim-de-semana e no próximo, o pavilhão multiusos da cidade recebe cerca de 70 produtores de enchidos e fumados, queijos, pão, doçaria, vinhos, mel, azeite e artesanato regional. O certame já vai na 17ª edição e o presidente da Câmara, Amílcar Salvador, diz que é importante para promover o território.

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É preciso explicar e debater o que se quer fazer da cidade. O alerta é deixado pelo coordenador do Partido Socialista na Assembleia de Freguesia da Guarda. Na edição desta semana do programa “Local Global”, na Rádio, Fábio Pinto considerou que tem havido muita polémica à volta de projectos de requalificação por falta de informação. É importante que a câmara apresente os planos, indo ao encontro da cidade. De outro modo, sobra a polémica, alimentado por um debate nas redes sociais, por vezes mal informado.

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O PCP reflectiu sobre a candidatura da Guarda a Capital Europeia da Cultura e chegou a uma conclusão: seria um erro que este processo não deixasse, pelo menos, algumas raízes no panorama cultural da cidade. O coordenador regional do partido reconhece que é uma oportunidade de desenvolvimento, mas sublinha que a candidatura não deve ser vista como se de um mero evento cultural se tratasse. Vladimiro Vale acha que tudo isto tem de ser encarado como uma grande oportunidade para trabalhar a sério numa verdadeira política cultural acessivel e com o envolvimento de todos.

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Tiago Gonçalves não quer continuar a ser presidente da concelhia da Guarda do PSD. Ainda não é oficial, pois quer primeiro comunicar a decisão aos militantes, num plenário marcado para hoje que dará início ao processo eleitoral para a nova estrutura. Mas na edição desta manhã do programa de debate político da Rádio “Quarto Poder”, já deixou sinais de que não se recandidata. Declaração que não oferece dúvidas ao outro comentador do programa, Pedro Pires: Tiago Gonçalves vai mesmo deixar a concelhia social-democrata. E agora, considera, abre-se uma incógnita no futuro do PSD e sobretudo no futuro do executivo da Câmara, não sendo sequer de afastar o cenário de eleições intercalares. Isto porque Pedro Pires antevê que Álvaro Amaro irá estar muito activo, nas próximas semanas, na vida do PSD da Guarda, ao ponto de já ter escolhido o candidato que patrocinará para a concelhia: poderá ser o actual vice-presidente da Câmara, Sérgio Costa, que na análise do comentador é uma das duas apostas do agora eurodeputado para a lista às próximas autárquicas. A outra será Cidália Valbom, presidente da Assembleia Municipal. Pedro Pires diz estar a assistir a uma estratégia para afastar Carlos Monteiro da presidência da Câmara, mas considera que o processo para a concelhia do PSD não se esgota na solução que possa avançar por influência de Álvaro Amaro. Há outras hipóteses, como Júlio Santos, Jacinto Dias e João Prata. Ou o próprio presidente da Câmara, Carlos Monteiro. Já Tiago Gonçalves não vê no horizonte a possibilidade de eleições autárquicas intercalares. Seria uma estratégia errada e politicamente perigosa para o PSD, contrapõe. E reitera que, mesmo fora concelhia do PSD, irá manter-se fiel ao projecto autárquico até Setembro de 2021, na primeira linha da defesa do executivo municipal, e dos restantes eleitos, enquanto deputado e líder de bancada na Assembleia.

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O comunicado do Ministério da Coesão Territorial difundido ao final da manhã [ver aqui] não clarifica a dúvida que persiste desde que a ministra Ana Abrunhosa fez, ontem, as primeiras declarações [também reproduzias aqui pela Rádio] acerca do modelo de descontos nas portagens da antigas autoestradas sem custos para o utilizador.

No documento oficial é afirmado que «para os veículos de classe 1 e 2, há uma nova redução de até 25% da fatura mensal do utilizador», o que corresponde ao valor médio, já mencionado pela ministra, resultante da soma dos descontos que poderão ser acumulados ao longo de cada mês.

A questão continua a prender-se com o método de contagem das viagens. E o comunicado do Governo mantém-se pouco claro. Ao mesmo tempo que refere um «novo desconto de quantidade» que «beneficia aqueles que mais utilizam as vias mencionadas», mantém que essa quantidade terá como referência os dias de cada mês e não o número de viagens.

«Após o 8º dia de utilização da via num mesmo mês, e até ao 15º dia, todas as passagens beneficiam de 20% de desconto» e «a partir do 16º dia e até ao final do mês de calendário, todas as passagens beneficiam de 40% de desconto», lê-se no documento.

Por esta ordem de ideias, um utilizador que, por hipótese, faça quatro viagens num dia, não adquire o desconto de 20% ao fim de dois dias (nem de 40% ao fim de quatro), como seria de interpretar face ao conceito de «desconto por quantidade».

Mantendo-se a norma de «utilização da via num mesmo mês», o primeiro desconto será facultado ao 8º dia e o segundo «a partir do 16º dia e até ao final do mês de calendário». O que parece significar que será necessário, em todas as circunstâncias, esperar pelos dias 8 e 16, independentemente das viagens realizadas até lá.

Poderá levantar-se, porém, outra dúvida: se um utilizador fizer a primeira viagem do mês no dia 9 ou a segunda no dia 17, por hipótesm terá automaticamente 20% ou 40% de desconto ou não terá ainda desconto nenhum?

Só a portaria a aprovar no Conselho de Ministros descentralizado, agendado para amanhã em Bragança, permitirá esclarecer os termos do novo modelo de redução de preços das portagens em sete autoestradas, entre elas a A23 e a A25.

 

 

 

Vai ser lançado, pela primeira vez, um concurso público internacional para a concessão dos transportes urbanos de passageiros da Guarda. A decisão da Câmara, a submeter amanhã à Assembleia Municipal, é tomada após mais de um ano de preparação do processo, revela o presidente, Carlos Monteiro, que diz ter havido um profundo estudo, suportado também num inquérito aos utilizadores. O caderno de encargos prevê o alargamento da rede e o ajustamento dos horários às necessidades, em especial na interligação com as partidas e chegadas dos comboios e no reforço nas horas de ponta, condições que deverão ser estar associadas, também, a uma melhor informação aos utentes. Impõe também uma idade máxima para a frota de autocarros e requisitos ambientais. O preço-base do contrato, válido por cinco anos, será de 215 mil euros anuais, um aumento face aos actuais 150 mil euros. A proposta foi aprovada por unanimidade na reunião da Câmara, mas os vereadores do PS manifestaram reservas em relação ao modelo, considerando que devia ser a autarquia a assumir a gestão directa do serviço.

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(Foto: Pedro dos Santos / Transportes XXI)

 

A partir de Julho as portagens vão ser mais baratas nas autoestradas do Interior. É uma decisão a tomar no conselho de ministros descentralizado marcado para amanhã em Bragança. Haverá descontos que no global poderão representar um corte de um quarto no valor actualmente pago para circular nas antigas SCUT, conforme já adiantou a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa. Os 25 por cento de redução para os veículos das classes 1 e 2 representam a soma dos descontos que poderão ser acumulados ao longo de cada mês, porque haverá corte no preço em função da utilização: na primeira semana do mês o condutor pagará a totalidade da portagem; na segunda semana terá um desconto de 20 por cento; e na última quinzena a redução será de 40 por cento. Assim será assim, sucessivamente, todos os meses, numa contabilidade que parece confusa mas que o utilizador irá receber de modo automático, assegura Ana Abrunhosa. O desconto em vigor para o transporte de mercadorias também vai ser maior: de 30 para 35 por cento de dia;  e de 50 para 55 por cento durante a noite. E a novidade é que outros veículos associados a negócios vão ser igualmente abrangidos pela redução que entrará em vigor em Julho.

(Actualização aqui, após comunicado do Ministério da Coesão Territorial)

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