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Uma empresa do norte do país, ligada ao sector dos brinquedos, vai instalar na Guarda uma unidade de acabamentos e pretende criar até 90 postos de trabalho, sendo que para já vai contratar 14 pessoas. Vai ficar instalada na zona do Outeiro de São Miguel, num edifício onde testará  técnicas e materiais. É lá que vai ser feita, por exemplo, a pintura de brinquedos, um trabalho até agora desenvolvido na China. Os objectos serão depois comercializados no mercado mundial, através de uma empresa alemã.

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A entrevista dada à Rádio, no início da semana, pela ministra Ana Mendes Godinho [ver aqui e aqui] esteve hoje em análise no debate político “Quarto Poder”. A titular da pasta do Trabalho e da Segurança Social explicou detalhadamente as medidas do programa “Trabalhar no Interior”. Para lá dos anúncios em concreto, um dos comentadores do programa, Tiago Gonçalves, considera que Ana Mendes Godinho tem vindo a revelar-se a grande reformista deste Governo, tornando-se numa ministra com grande visibilidade. Mas isto sem deixar de manter uma atenção quase permanente ao que se passa na Guarda. Resta saber, diz Tiago Gonçalves, com que objectivo político. Um espanto que só pode existir porque a Guarda não estava habituada a este tipo de atenção, contrapõe o outro comentador, Pedro Pires.

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O presidente da Câmara da Guarda, Carlos Monteiro, revelou que a requalificação do Largo da Misericórdia não está nas prioridades do actual executivo municipal. Até porque a autarquia ainda não recebeu o projecto. Assim, as obras que estão para avançar respondem sobretudo a necessidades mais urgentes: o eixo entre o Estádio Municipal e a Alameda de Santo André e as ruas do Encontrp, Serpa Pinto e Tenente Valadim, além dos Passadiços do Mondego e da ciclovia ao longo da VICEG. Carlos Monteiro garante também que o plano de investimentos nas acessibilidades é para cumprir.

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Não é caso único no Hospital da Guarda: à semelhança de outros serviços, faltam médicos na dermatalogia. No mês em que esta valência comemora 25 anos, a directora do serviço, Fátima Cabral, diz que o ideal era passar dos actuais dois especialistas para quatro. Mas reconhece que não vai ser fácil atrair mais médicos desta área para a ULS da Guarda, uma vez que faltam em todo o país . Um quarto de século depois, a médica recorda o desafio que foi criar este serviço.

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Está instalada a polémica entre o Instituto Politécnico da Guarda e a Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela. O IPG tornou públicas as conclusões de um estudo, segundo o qual mais de 30 por cento das famílias na área da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela vivem em situação de grave carência habitacional e até mesmo em condições indignas. Um documento que ainda não é público, não se conhecendo por isso os critérios com que foi elaborado. Era suposto o tema ter sido já abordado num seminário cerca de políticas de habitação. E foi, mas da pior maneira: com dois autarcas (de Manteigas e Gouveia) a criticarem duramente a atitude do Politécnico da Guarda. Esmeraldo Carvalhinho é presidente da Câmara de Manteigas (que terá sido, afinal, o único concelho a ser objecto de análise) e garante que a autarquia não acompanhou os trabalhos nem foi informada das conclusões. Luís Tadeu, presidente da Câmara de Gouveia e da Comunidade Intermunicipal, critica a extrapolação dos resultados (cuja credibibilidade, à partida, questiona) do mais pequeno concelho para todo o território dos 15 municípios da CIM. Esta entidade acabou mesmo por tomar posição pública, exigindo uma retratação por parte do Instituto Politécnico. Mas Joaquim Brigas, presidente do IPG, garantiu na mesma conferência que o estudo foi objectivo, recusando qualquer tentativa de condicionamento. Sublinhou que as conclusões não são para agradar a ninguém, mas também ressalvou que não é intenção do Politécnico prejudicar os municípios.

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Vai avançar a ampliação da Plataforma Logística da Guarda. Serão 41 novos lotes para empresas, num plano já sinalizado junto da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional com vista a obter fundos comunitários. O presidente da Câmara, Carlos Chaves Monteiro, revela que só já há cinco lotes disponíveis, que não permitem sequer concretizar um dos próximos possíveis grandes investimentos. Explicações do autarca na sequência da intervenção, na reunião do executivo desta semana,) da vereadora socialista Cristina Correia, que desafiou o a maioria a dizer o que tem feito pela atracção de investimento. A vereadora refere que a informação acerca de apoios locais ao investimento não existe e recorda que o Governo lançou o programa "Trabalhar no Interior". A Câmara deve também estar à altura deste repto, desafiou.

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Não haverá comboios entre a Guarda e a Covilhã antes do final do ano. A requalificação da Linha da Beira Baixa devia ter ficado concluída em Setembro de 2019 mas o secretário de Estado das Infraestruturas, Jorge Delgado, confirmou durante uma visita à região que há um grande atraso nas obras. E mesmo a nova estimativa é feita sob reserva: «É mesmo o fim do ano, Novembro ou Dezembro, não temos a expetativa que seja construída antes, e espero que não aconteça nada que mais uma vez possa atrasar, basta quem está a construir que fique sem meios e as coisas atrasam». Mas o governante garante que não é por falta de dinheiro. Há outras razões: «o trabalho dos projectistas, que atrasou em relação ao planeado», bem como «dificuldades dos construtores, que às vezes não conseguem ter sequer recursos humanos para canalizar para as obras» e ainda «dificuldades da contratação pública» e «questões ambientais».

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