Actualidade

A crise provocada pela pandemia de Covid-19 que não tem comparação nem culpados. Por isso, cada país (ou cada continente) tem de assumir a própria responsabilidade e tomar medidas, que desafiem toda a lógica. A opinião é de Joaquim Marques, no programa da Rádio “O Mundo Aqui”. O economista defende que tem de haver novos modelos de resposta, que não repitam os erros da última grande crise. A austeridade, agora, não pode ser a receita.

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Joaquim Nércio, que integra o painel de comentadores do programa da Rádio “Semana Cruzada”, tem vivido nos útimos dias praticamente no Hospital da Guarda, onde as rotinas e o ritmo de trabalho têm pouco a ver com os tempos de normalidade antes da pandemia. Profissionais na linha da frente estão mais expostos à infecção, Joaquim Nércio tem a noção do perigo, mas não faz disso um drama no ambiente familiar. A família tem de continuar a ser um suporte. O testemunho de um enfermeiro dos cuidados intensivos que faz parte da equipa comentadores da Rádio. Neste tempo de emergência não podemos comentar a actualidade frente-a-frente em estúdio, como era habitual, mas nada fica por dizer.

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Para além daquilo que o Governo se propõe fazer em relação aos testes à covid-19 no lares de idosos, a Câmara da Guarda pretende alargar o procedimento no concelho ao maior número possível de pessoas das várias instituições particulares de solidariedade social (IPSS) do concelho e também ao Estabelecimento Prisional. O presidente, Carlos Chaves Monteiro, revela à Rádio que tem mantido contactos com um laboratório da cidade no sentido de poder concretizar o plano. E para fazer face às limitações, a autarquia está também a negociar com um laboratório inglês a realização de outro tipo de testes.

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Dentro da medida do possível, os lares de idosos e centros de dia alteraram rotinas e procedimentos devido à pandemia de covid-19. São, aliás, instituições que têm de observar cuidados redobrados, porque cuidam de pessoas com idade avançada. Nas actuais circunstâncias não é fácil gerir o dia-a-dia, reconhece a directora técnica do Centro de Dia da Sequeira, Silvia Dias. Esta instituição, tal como outras do género, está encerrada desde o dia 16 mas prossegue o apoio domiciliário, nomeadamente a distribuição de refeições aos utentes.

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É um alerta do presidente da Junta de Fregueia de Aldeia Viçosa, extensivo a outras localidades do mundo rural. Praticamente todas as aldeias do concelho estão a receber emigrantes e motoristas de longo curso que não estão a cumprir a ordem de quarentena obrigatória e muitas vezes, são eles próprios que incentivam os residentes – principalmente os mais idosos – a irem para a rua conversar e confraternizar em grupo. Luís Prata diz que é uma situação preocupante. A questão dos camionistas de longo curso (que regressam do estrangeiro) também inquieta o presidente da Junta de Freguesia da Guarda. João Prata tem sido confrontado nos últimos dias com algumas dúvidas por parte de motoristas e empresários do sector dos transportes internacionais.

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Utentes e funcionários do lar de Pinzio vão fazer a partir desta segunda-feira testes de despistagem à Covid-19, depois de uma funcionária ter sido infectada. Só depois de serem conhecidos os resultados será decidida a estratégia a seguir. O presidente da Câmara de Pinhel, Rui Ventura, diz que a situação está estabilizada, na medida do possível. Mas o autarca acha que já se corre atrás do prejuízo, pois algumas medidas foram tomadas tardiamente ou nem sequer foram tomadas. O caso do fecho da fronteira é paradigmático, apesar dos avisos dos autarcas do distrito. Rui Ventura deu conta de outros aspectos que considera urgentes, tanto ao Governo como ao Presidente da República. Mas lamenta não ter obtido, até ao momento, qualquer resposta.

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Já se previa que os lares de idosos fossem uma "bomba-relógio” na pandemia do novo coronavírus. Para já, no distrito a maior preocupação é no Lar Nossa Senhora da Veiga, em Vila Nova de Foz Côa. A instituição tem 64 utentes e 47 estão infectados. Funcionários são mais de 40 e 18 deram positivo. Este domingo os idosos que deram negativo foram transferidos para as instalções da escola agrícola da cidade e os casos positivos ficaram nas instalações do lar (que vão ser desinfectadas nas próximas horas). Inicialmente foi pensado transferi-los para o Centro de Alto Rendimento do Pocinho, mas acabaram por não sair do edificio, explica à Rádio o presidente da Câmara,Gustavo Duarte. Para ajudar nos cuidados, até porque vários funcionários estão de quarentena, chega à cidade uma equipa de jovens voluntários de Lisboa, estudantes de cursos de saúde. O autarca de Foz Côa diz que não tem de momento grandes razões de queixa das autoridades e sublinha que é o tempo de agir e unir esforços, e não de criticar eventuais falhas. E no imediato as preocupações de Gustavo Duarte são outras: a situação é volátil e pode alterar-de de um momento para o outro, porque há mais lares no concelho e, sobretudo, porque muitos dos funcionários do Lar Senhora da Veiga tiveram contactos na comunidade. Só com mais testes se saberá a verdadeira dimensão do problema.

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