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A Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela avança para mais um projecto de Cultura em Rede. A ideia é lançar «uma semente também de identidade», refere o secretário executivo, António Ruas. Recolher, reinventar e promover os costumes e a história da região é a ideia deste programa.

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Ainda bem que o Tribunal de Contas devolveu o acordo para o pagamento das dívidas dos municípios da região ao grupo “Águas de Portugal”. É a conclusão do presidente da Câmara, Carlos Monteiro, lembrando que a Guarda foi uma das autarquias que não assinou o documento. Havia «cláusulas impossíveis», lembra o autarca.

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Doze anos depois do reconhecimento do gado jarmelista como raça autóctone, o director técnico da Acriguarda, Paulo Poço, diz que já não está no horizonte o risco de extinção. Existem cerca de 370 animais distribuidos por 22 produtores, a maioria no concelho da Guarda. 

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A quarta edição do Simpósio Internacional de Arte Contemporânea, que começa este fim de semana, é a mais cara mas também porque é a melhor de sempre, explica o presidente da Câmara. Carlos Monteiro garante tratar-se de um investimento que vale a pena. E o vereador da Cultura, Vítor Amaral, não hesita nos adjectivos: o programa é de «altíssima qualidade». Museu, Praça Velha, Torre de Menagem, Teatro Municipal da Guarda e antigo cine-teatro [ver notícia aqui] são os palcos do SIAC.

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A Câmara da Guarda pode vir a ponderar a compra do velho cine-teatro. A autarquia agora presidida por Carlos Monteiro parece empenhada em "enterrar o machado de guerra" (que envolveu mesmo processos judiciais) de décadas com a empresa proprietária do edifício. Tudo começou em meados da década de 90, quando o empresário Antero Cabral Marques comprou o imóvel. O município tinha falhado o acordo com os herdeiros dos proprietários originais e tentou depois o negócio com o promotor imobiliário. Ofereceu o equivalente a dois milhões e meio de euros, mas Antero Cabral Marques pediu o dobro (cinco milhões de euros, à época um milhão de contos). A autarquia não aceitou e desde então vetou vários projectos de reabilitação do edifício para outro outro uso que não fosse o cultural. Paralelamente, a mesma empresa manteve um longo diferendo relacionado com a expropriação dos terrenos da antiga Quinta do Alarcão para a construção da Biblioteca Eduardo Lourenço, num processo que acabou com a condenação da Câmara ao pagamento de mais de três milhões e meio de euros à sociedade liderada por Antero Cabral Marques. Após a morte do empresário os herdeiros tentaram normalizar a relação com a autarquia, obtendo desde logo autorização para as obras de limpeza, reparação de fachadas e consolidação de coberturas e, agora, cedendo edifício para ser o centro da edição deste ano do SIAC, o Simpósio Internacional de Arte Contemporânea, organizado pelo Museu da Guarda [ver notícia aqui]. E não está posta de parte a retoma da negociação interrompida há duas décadas. Só que, por agora, as prioridades são outras, esclarece o presidente da Câmara, Carlos Chaves Monteiro, ao mesmo tempo que desafia os proprietários a procurarem outras soluções para o aproveitamento do espaço, «dentro daquilo que a lei determina». Além da cedência para o acolhimento do simpósio, a empresa também patrocina, apresentando-se como editora, a publicação de uma nova revista literária que tem o director do Museu da Guarda, João Mendes Rosa, como um dos coodernadores. O nome da publicação, ”Praça Nova”, sugere já estar assumido o fim da revista cultural editada pela Câmara, a “Praça Velha”, cujo último número saiu em Novembro de 2018 sob a direcção do vereador da Cultura, Victor Amaral.

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O "caminho da ronda", um percurso com cerca de 900 metros ao longo da muralha medieval de Pinhel, é aberto este fim-de-semana durante a Feira Medieval que se realiza na zona histórica da cidade. A Câmara investiu cerca de 400 mil euros nesta obra de requalificação, com a qual espera potenciar o turismo histórico e patrimonial.

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A deputada  Ângela Guerra, que foi a interveniente na edição desta semana do programa da Rádio “O Mundo Aqui”, espera que a rapidez da resposta da ministra da Saúde ao envio de elementos, pela ULS da Guarda, para a conclusão do projecto do pavilhão 5 do Hospital Sousa Martins [ver notícias aqui e aqui] tenha real significado e consequência prática no avanço das obras. A parlamentar do PSD recorda que várias vezes colocou a questão ao Governo e afirma que «é um orgulho saber que a ULS da Guarda vai ter uma diferenciação» na área da saúde materno-infantil, onde reconhece haver «excelentes profissionais». O pavilão 5, das antigas urgências, deverá ser requalificado para receber o Departamento da Mulher e da Criança, incluindo a nova maternidade. Ângela Guerra destaca, por isso, também a intervenção do deputado socialista Santinho Pacheco e diz que «é uma vergonha» que PS local tenha procurado desvalorizar este passo essencial para o desfecho do projecto. «Acho todo um disparate que, quando falta tanto investimento aqui na ULS da Guarda e no distrito da Guarda, que o PS não queira que isto aconteca pelo facto de ter sido o Santinho Pacheco em concreto a anunciar isto», assinala, concluindo que «é um bocadinho o que se passa em todos os partidos, às vezes quando as pessoas mostram trabalho é uma chatice e os outros não gostam». A deputada eleita pelo PSD disponibiliza-se para continuar a acompanhar o processo, mesmo usando tempo em plenário para dar destaque à iniciativa do Movimento de Apoio à Saúde Materno-Infantil, recentemente criado. Para isso, pede que façam chegar o quanto antes à Assembleia da República a petição em que reuniram cerca de 20 mil assinaturas, exigindo a concretização das obras no pavilhão. Lembra, no entanto, que este não é o único problema na área da Saúde no distrito da Guarda.

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