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A dívida total do Município da Guarda no final do primeiro semestre deste ano estava nos 48 milhões e meio de euros. Mas nesta soma está o valor de 28 milhões e 800 mil euros que é reclamado pelo grupo Águas de Portugal e que a Câmara não reconhece. Este são alguns dos dados do relatório financeiro que vai hoje à Assembleia Municipal.

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A campanha do Partido Socialista icluiu uma viagem de comboio entre Mangualde e a Guarda, onde a cabeça de lista, Ana Mendes Godinho, foi acompanhada pelo presidente da Câmara da cidade do distrito de Viseu. João Azevedo considera que a requalificação da linha da Beira Alta vai aproximar as duas cidades, que devem iniciar uma «complementaridade»  na procura de investimentos. Apesar de ambas reivindicarem projectos comuns - como por exemplo as plataformas ferroviárias de mercadorias - o autarca diz que não se trata de concorrência. O mesmo no que se refere às indústrias do sector automóvel.

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O Governo garante que está a acompanhar a situação da Dura, em Vila Cortês do Mondego. O objectivo é que a unidade fabril continue a laborar mesmo depois da deslocalização de grande parte da produção para a Índia. Palavras do ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, que esta semana acompanhou a visita dos candidatos do PS pela Guarda a duas empresas de sucesso, a Coficab e a Olano,  antes de uma reunião com empresários. Em Vale de Estrela o governante ouviu reivindicações do diretor da Coficab, João Cardoso, que se queixou do despovoamento e da falta de mão de obra qualificada e até apresentou uma proposta : IRS mais favorável para os trabalhadores que se fixem nestas regiões carenciadas.

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Em Abril foi a despedida de Álvaro Amaro como presidente da Câmara; em Junho foi o combate aos incêndios; em Setembro são as preocupações da juventude. A sessão de amanhã da Assembleia Municipal da Guarda volta a ter um momento extra, antes do início dos trabalhos.

Na agenda apenas figura o habitual período de antes da ordem do dia (para «tratamento de assuntos de interesse para o Município») mas a presidente da Assembleia, Cidália Valbom, faz uso dos poderes, enquanto figura máxima do poder local no órgão deliberativo do concelho,  para chamar a sociedade a participar.

De algum modo, foi já nessa condição de apenas cidadão convidado que o antigo presidente da Câmara prestou contas finais, uma vez que a sessão da Assembleia a 15 de  Abril viria a ocorrer depois da entrega das listas do PSD às eleições para o Parlamento Europeu e da suspensão de funções de Álvaro Amaro.

Mas o modelo acabou por ser definitivamente inaugurado na Assembleia de 26 Junho, quando foi dada a palavra, antes da ordem de trabalhos, aos intervenientes no dispositivo de combate a incêndios: Protecção Civil, associações de Bombeiros e Forças de Segurança. Foi um longo período de apresentação e troca de esclarecimentos sobre as condições de prevenção e resposta a fogos florestais.

E o formato vai  prosseguir: para a sessão de amanhã os agrupamentos de ensino público e as escolas particulares do concelho receberam o convite para se fazerem representar por alunos que intervirão antes da abertura dos trabalhos.

Os agrupamentos da Sé e de Afonso de Albuquerque, a Escola Profissional da Guarda e a escola do Outeiro de S. Miguel vão ter estudantes a falar sobre o que os preocupa no início deste ano lectivo. É um figurino novo numa Assembleia que quer assim afirmar maior preponderância enquanto órgão autárquico.

E haverá também, esta quinta-feira, mudanças em pelo menos uma bancada: Agostinho Gonçalves já não deverá ser o coordenador do grupo parlamentar do PS.

O progressivo afastamento da intervenção partidária, na sequência do processo de escolha dos candidatos às eleições do próximo dia 6,  poderá ter mais esta consequência. A confirmar-se, o presidente da concelhia entregará a função na Assembleia Municipal a um dos eleitos que se seguem na lista que o PS apresentou às eleições autárquicas de 2017: Paulisa Assunção ou, no caso de esta recusar, António Monteirinho.

Já o elemento da bancada socialista que mais se tem destacado enquanto elemento da oposição (sobretudo nas matérias relacionadas com as finanças municipais) sai de vez. Hugo Carvalho, que em Março deste ano chegou a comunicar aos colegas o abandono de funções mas viria a reconsiderar [ver notícia aqui], entregou agora o pedido de renúncia.

E esta poderá não ser a única saída definitiva. Por confirmar está a decisão do cabeça de lista do PS à Assembleia Municipal e anterior líder da bancada, Joaquim Carreira, que pediu a suspensão do mandato há exactamente um ano. Por lei este é o limite para estar fora de funções, o que quer dizer que amanhã o antigo vereador terá de assumir uma de duas atitudes: comparecer na sessão e retomar o lugar; ou formalizar a renúncia.

Embora a concelhia do PS tenha já feito circular junto dos restantes eleitos que a intenção do arquitecto seria abandonar de vez as funções autárquicas, a confirmação só existirá nesta sessão em que fará um ano desde que Joaquim Carreira deixou de comparecer. Até porque não seria a primeira vez que anunciaria a saída da actividade política.

A última intervenção enquanto deputado municipal e coordenador da bancada socialista tinha acontecido na Assembleia de Junho de 2018, quando declarou, em nome do PS, a intenção de apresentar queixas-crime no Ministério Público conta a Câmara, por violação de regulamentos em intervenções de requalificação urbana.

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É uma decisão «disparatada» de alguém que tem a obrigação de pensar antes de agir. A proibição do consumo de carne de vaca nas cantinas universitárias, anunciada pelo reitor da instituição, é criticada pelas associações de criadores de ruminantes do distrito da Guarda. É uma decisão estranha e incompreensível, na opinião do director técnico. O reitor parece não conhecer a realidade do interior do país, lamenta Paulo Poço, que põe a tónica nas vantagens da pecuária na ocupação dos solos e  no combate aos incêndios. Uma posição acompanhada por associações de produtores de outros concelhos do distrito.

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Os cabeças de lista pelo círculo eleitoral da Guarda dos partidos que nos últimos quatro anos mantiveram intervenção política permanente na Guarda e no distrito prosseguem o cinclo de conversas em modelo diferente. Desafiámo-los a escolherem o local, em função de uma causa e de um compromisso para a legislatura a que concorrem. E é nesse cenário que toda a entrevista decorre. Jorge Mendes, professor universitário de 62 anos de idade, é o cabeça de lista do Bloco de Esquerda. Escolheu Seia e o Hospital Senhora da Assunção como cenário. A intenção foi chamar a atenção para as carências em toda a área da Unidade Local de Saúde da Guarda, que não podem resumir-se à reivindicação da requalificação do pavilhão 5 do Hospital da Guarda. Na sugestão de leitura com que cada uma das entrevistas encerra, sugere "Manhã Submersa", de Vergílio Ferreira. E propõe um roteiro turístico por todo o distrito.

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A entrevista completa:

 

O Partido Socialista compromete-se a que a Guarda venha a ser sede de um Centro Nacional de Turismo do Interior. O anúncio foi reiterado pela cabeça de lista às eleições legislativas, Ana Mendes Godinho, durante um encontro com operadores e outros intervenientes do sector. A nova estrutura terá como missão contrariar a «falta de presença e de foco» e «desenvolver produto» na promoção turística de mercados internos com potencial mas ainda por impulsionar. A secretária de Estado do Turismo garantiu não estar nesta qualidade de governante, sublinhando tratar-se de uma reflexão promovida pela candidatura do PS mas com participações abrangentes. Os vinhos, os patrimónios mundiais, a Serra da Estrela, o património, a herança religiosa e a logística foram áreas identificadas como estratégicas, num debate que durou cinco horas e contou com intervenções de várias figuras ligadas ao meio, de diferentes quadrantes.

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