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A ministra da Coesão Territorial garante que vai ser uma aliada dos autarcas e das empresas da região na luta para reduzir o valor das portagens nas autoestradas do Interior. Numa visita à Universidade da Beira Interior, Ana Abrunhosa afirmou que a diminuição dos custos de contexto não resolve todos problemas, mas pode ser uma ajuda no desenvolvimento da região. Por isso a governante promete ser uma embaixadora desta causa junto do Governo e acredita que vai ser possível implementar medidas concretas na proposta do Orçamento de Estado para 2020.

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Desde 2015 a Câmara da Guarda já contribuiu com mais de um milhão e meio de euros para ajudar os municípios que estão a ser intervencionados pelo Fundo de Apoio Municipal (FAM). É um contributo para as autarquias que estão em desequilíbrio financeiro. E agora Carlos Chaves Monteiro questiona-se sobre as contrapartidas do Governo às câmaras que têm sido solidárias, sobretudo as do Interior. É que até ao momento a Guarda apenas foi ressarcida em cerca de 1.200 euros de juros, não sabendo o presidente da Câmara se haverá reembolso do montante que podia ser localmente utilizado para investimentos ou para amortização dos próprios compromissos. Aveiro, Alandroal, Alfandega da Fé, Cartaxo, Fornos de Algodres, Fundão, Nazaré, Paços de Ferreira, Portimão, Vila Nova de Poiares e Vila Real de Santo António são os municípios intervencionados pelo FAM.

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Desta vez parece ser definitivo. Apesar de o não ter assumido de viva voz (a Rádio tentou, sem sucesso, um contacto telefónico ao longo da manhã), Agostinho Gonçalves terá apresentado a demissão do cargo de presidente da comissão política concelhia da Guarda do Partido Socialista.

Pelo menos essa é a informação que consta de um comunicado que tornou público ontem à tarde, onde garante que não tomou a decisão «de ânimo leve ou movido por qualquer retaliação» mas apenas «com mágoa», porque concluiu que a estrutura que dirige foi votada «a um total degredo e aberrante desprezo institucional» pela liderança nacional do PS, que acusa de  promover «uma estratégia de "limpeza étnica" (em termos políticos, leia-se), numa clara purga e perseguição de determinados militantes».

Todo o comunicado de Agostinho Gonçalves é escrito neste tom crítico, chegando ao ponto de caracterizar os dirigentes nacionais como «cúpula, ao estilo "União Nacional", de um estalinismo primário, que deveria envergonhar qualquer socialista».

«Lamento que se tenha chegado ao ponto de um presidente de concelhia não conseguir, sequer, obter resposta às várias mensagens de correio eletrónico enviadas às estruturas nacionais do partido», refere, acusando o PS de «dialogar com "estruturas sombra"», que diz serem «corporizadas por um conjunto de distintas e anónimas individualidades». 

Assim, a direção nacional de António Costa «ostraciza as estruturas locais, na hipótese de os seus dirigentes não serem do agrado dos "senhores e senhoras" que mandam», conclui. Um conceito de «"partido único"» do qual o demissionário presidente da concelhia declara que «não farei parte», afirmando que «serei do Partido Socialista enquanto me deixarem».

A Rádio procurou que a Agostinho Gonçalves esclarecesse o teor e as razões desta posição, mas não obteve resposta às tentativas de contacto. 

A confirmar-se a demissão, terá chegado ao fim um longo período de «ponderação», na própria expressão tornada pública pela mesma via em meados de Julho. Ponderava, concretamente, apresentar já então a demissão do cargo de presidente da concelhia, caso os candidatos a deputados pelo círculo da Guarda às eleições legislativas de Outubro não fossem escolhidos tendo em conta a posição da estrutura local. Uma posição que seria secundada, em jeito de alerta, pelo vereador na Câmara, Eduardo Brito [ver notícia aqui]

A direção nacional foi nessa altura também alvo de críticas, por ter ignorado as indicações da concelhia da capital do distrito. A proposta inicial da federação distrital do PS apontava para os lugares elegíveis (depois da cabeça de lista, Ana Mendes Godinho, indicada pelo secretário-geral) os nomes do próprio presidente, Pedro Fonseca, e de Olga Marques (de Celorico da Beira) [ver notícia aqui]. Mas foi rejeitada pela comissão política distrital.

Pedro Fonseca demitiu-se de imediato [ver notícia aqui]. Seguiu-se todo o secretariado da federação [ver notícia aqui]. E Agostinho Gonçalves ameaçou fazer o mesmo, se nenhum militante da estrutura que liderava não figurasse em lugar de destaque. O que não aconteceu (embora tanto Fábio Pinto, pela Juventude Socialista, como Marisa Fonseca, pelas Mulheres Socialistas, militantes na Guarda, tenham preenchido duas posições suplentes, numa lista encerrada pela agora secretária de Estado da Ação Social, Rita Cunha Mendes).

O elenco definitivo acabou por ser desenhado em Lisboa, reconduzindo o deputado Santinho Pacheco [ver notícia aqui], agora em segundo lugar, seguido de Cristina Sousa, de Seia.

Porém, o anúncio da demissão do presidente da concelhia daria lugar a um período de «ponderação», durante o qual a estrutura praticamente não compareceu na campanha eleitoral para as legislativas e Agostinho Gonçalves renunciou ao cargo de coordenador da bancada do PS na Assembleia Municipal da Guarda, tendo faltado à sessão de Setembro, realizada a poucos dias das eleições.

Já numa recente reunião da comissão política concelhia, o agora presidente demissionário declarou que não se recandidataria e comunicou que também iria renunciar ao mandato na Assembleia Municipal, a exemplo do que fizera o cabeça de lista do PS àquele órgão autárquico (e que antecedeu Agostinho Gonçalves na coordenação da bancada), Joaquim Carreira, que ao fim de um ano de suspensão [ver notícia aqui] decidiu-se pela saída.

Mas a sucessão de anúncios e fases de reflexão levou alguns dos militantes, mesmo os que integram os órgãos diretivos, a não tomarem como definitivos os propósitos declarados por Agostinho Gonçalves.

Agora há, pelo menos, um comunicado público, ainda que não confirmado por declarações do presidente da concelhia. E a demissão, a efetivar-se, antecipa apenas em pouco mais de um mês o termo do mandato dos órgãos concelhios.

Agostinho Gonçalves foi o primeiro beneficiário dos votos da vaga massiva de novos filiados, que entraram para os cadernos eleitorais do Partido Socialista da Guarda a partir de meados de 2016 [ver notícia aqui].

Os duzentos novos militantes, que tiveram Joaquim Carreira como proponente formal [ver notícia aqui], acabaram por dar a vitória folgada ao sucessor de João Pedro Borges [ver notícias aqui e aqui]. E foram, dois meses depois, determinantes (juntamente com os votos dos filiados em Celorico da Beira) para a ascensão de Pedro Fonseca a presidente da federação distrital socialista [ver notícias aqui e aqui], apenas um ano e meio depois de ter integrado a vaga de transferências do PAN (Pessoas, Animais, Natureza) para o PS [ver notícia aqui].

Pedro Fonseca já não é militante na Guarda. Mas o ex-presidente da federação pode manter forte ascendente sobre os destinos do Partido Socialista no concelho e no distrito. Pedro Fonseca e o irmão, José Fonseca (outro filiado desde 2016, dirigente concelhio e deputado na Assembleia Municipal da Guarda), são os elementos de ligação com os novos militantes. Mesmo após o ciclo eleitoral interno de 2018 eles continuaram a entrar. São neste momento perto de 400. E, logo que possuam capacidade eletiva (quotas pagas), poderão voltar a ditar, em massa, os destinos - pelo menos no plano formal - do PS da Guarda.

No comunicado onde anuncia o pedido de demissão como presidente da comissão política concelhia, Agostinho Gonçalves ironiza: «Agora é tempo de D. Sebastião». Como que a avisar que, quem quer que concorra para lhe suceder, mesmo que eventualmente com o apoio das estruturas nacionais, terá primeiro de atravessar o denso nevoeiro de um hipotético sindicato de votos.

Os cerca de 400 novos filiados voltarão a determinar os vencedores, tanto na concelhia como na federação distrital. E os mentores, desde 2016, de tamanha adesão quererão ter uma palavra a dizer na gestão desta "bolsa de apoio".

Esta terça-feira, 10 de Dezembro, é o Dia Internacional dos Direitos Humanos e as comemorações mais importantes a nível nacional acontecem na Guarda, que foi a cidade escolhida pelo Observatório Internacional dos Direitos Humanos. O programa tem como centro a Sé Catedral, que recebe neste dia o título de "Lugar de Paz, Fé e Cultura", numa celebração que junta cristãos, judeus e muçulmanos. 

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A Câmara de Manteigas tem prevista para 2020 a finalização do Centro de Energia Viva de Montanha, que pretende depois transformar em Centro de Ciência Viva (semelhante aos que já existem noutros pontos do país). O presidente da autarquia, Esmeraldo Carvalhinho, reconhece que é um processo que já se arrasta há demasiado tempo.

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Pela primeira vez a Guarda recebe a sede de uma estrutura do Governo. A nova Secretaria de Estado da Acção Social (na tutela do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social) começa hoje a funcionar. Fica instalada provisoriamente naquele que foi o último edifício da empresa Estradas de Portugal, na Avenida Francisco Sá Carneiro, enquanto decorrem obras de adaptação do antigo Palácio das Corporações e Previdência, no centro da cidade (que é propriedade do Ministério). Vai ser ali, em breve, o gabinete definitivo da secretária de Estado da Acção Social: Rita Mendes, 46 anos, natural de Aguiar da Beira (onde foi nos últimos mandatos vereadora e vice-presidente da Câmara) quadro superior do Instituto da Segurança Social e antiga directora-adjunta e directora interina do Centro Distrital da Segurança Social da Guarda. É ela a governante que, com a experiência e o conhecimento de um território onde a acção social é uma área com forte implantação, vai a partir daqui  «desenhar políticas sociais para todo o país». Em entrevista à Rádio (a primeira nas novas funções) a secretária de Estado explica a abrangência desta área governativa, uma das mais importantes pastas na alçada da ministra Ana Mendes Godinho. Na Guarda estão para já a trabalhar cinco pessoas: um chefe de gabinete, dois adjuntos, uma técnica especialista e uma secretária. Em Lisboa, na sede do Ministério, está localizado um grupo de apoio. Uma equipa pequena mas muito qualificada, assim é caracterizada pela secretária de Estado, que diz ter escolhido os elementos em função do perfil técnico e profissional.

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O nevoeiro intenso poderá ter estado na origem do despiste na estrada municipal 557 (uma via alternativa de ligação do Vale do Mondego à Guarda e à A25), perto da aldeia de Alvendre, ao início da tarde. O veículo envolvido é uma carrinha que transportava parte da equipa de futebol sénior de Aguiar da Beira. O acidente provocou oito feridos, um dos quais grave. A carrinha de nove lugares deslocava-se para Almeida, onde a equipa de Aguiar da Beira iria disputar um jogo de futebol. Segundo a GNR da Guarda, os feridos têm idades entre os 19 e os 45 anos e foram todos transportados para o Hospital da Guarda. No local estiveram mais de 40 viaturas de emergência do INEM, da Proteção Civil, das forças de segurança (GNR e PSP) e das corporações de bombeiros da Guarda, Celorico da Beira e Vila Franca das Naves.