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Um homem na casa dos 60 anos morreu ao inicio da tarde numa colisão entre dois veículos, na A25 próximo de Pínzio.O acidente aconteceu no sentido Vilar Formoso-Guarda e envolveu um viatura ligeira e uma carrinha de mercadorias que circulava em contramão. O condutor da carrinha, com 87 anos, tinha Vilar Formoso como destino e terá entrado na A25 no nó da Guarda. Não parou no local do acidente, tendo sido interceptado por uma patrulha da GNR alguns quilómetros mais à frente. Informação confirmada à Rádio pelo capitão David Batista, comandante do destacamento de trânsito da GNR da Guarda.

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Numa visita à região, a secretária de Estado do Turismo foi confrontada com as críticas de alguns autarcas e operadores que continuam a não ver com bons olhos a existência de um monopólio turístico na Serra da Estrela. Mas Rita Marques revelou que o Governo está iniciou a renegociação, com a “Turiestrela”, do contrato de concessão do turismo no maciço central. Todas as opções estão, assim, em aberto.

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Depois de dois anos em funções, Marisa Fonseca deixa a liderança do departamento federativo das Mulheres Socialistas do PS da Guarda. Alega que os novos compromissos partidários na concelhia da Guarda levaram à decisão de não se recandidatar. Mas terá de manter-se em funções durante mais algum tempo: não houve candidatas ao cargo.

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Mais do que uma crise, os movimentos migratórios de refugiados podem ser uma oportunidade para países ameaçados pelo desequilíbrio demográfico, como é o caso de Portugal. A opinião é de Acácio Pereira, presidente do sindicato dos investigadores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras. Convidado da edição desta semana do programa da Rádio “Local Global”, este quadro do SEF lembra a realidade da própria região e a falta de mão-de-obra qualificada em cada vez mais sectores. Até em ramos da economia social que têm crescido com o envelhecimento da população.

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O Centro Apostólico D. João de Oliveira Matos vai ser arrendado pela Diocese à Câmara da Guarda para receber estudantes do Instituto Politécnico. Sem solução à vista para a Pousada da Juventude, e falhadas as datas de reabertura que tanto o IPG como Governo tinham apontado, o município vai assumir provisoriamente o custo, disponibilizando 80 camas no edifício que foi construído pela Igreja há mais de três dácadas para alojar sacerdotes e acolher eventos, retiros espirituais e outras actividades pastorais. A Câmara vai também fazer as obras necessárias, anunciou o presidente Carlos Monteiro na última Assembleia Municipal. Esta é, para já, uma forma de ajudar  a resolver o problema da falta de alojamento.

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O primeiro caso suspeito de infecção pelo Covid-19 a entrar no Hospital da Guarda, seguindo os procedimentos que colocam a unidade na rede de referenciação nacional, deu resultado negativo nas primeiras análises. Não se trata, pois, de uma situação relacionada com o coronavírus que tem nesta altura cinco casos confirmados em todo o país. A paciente, que deu entrada durante a madrugada, não reside na Guarda e foi encaminhada para o Hospital Sousa Martins de acordo com o protocolo em vigor desde segunda-feira. O Hospital da Guarda é a unidade de referência na região Centro [ver aqui].

É uma solução onde ninguém vai ficar a perder e a cidade ganha, pelo menos na ideia da Câmara da Guarda: uma parceria público-privada (PPP) para a construção de um pavilhão multiusos na Guarda.

O contrato-promessa de compra e venda da antiga fábrica Têxtil Tavares no Rio Diz, assinado em 2001 por Maria do Carmo Borges, atravessou quatro presidências sem que a escritura tivesse sido feita, mas o município, mesmo não sendo proprietário dos terrenos, pagou-os na totalidade (quase 2 milhões de euros). No verão do ano passado, o atual presidente quis chegar a um termo, mas a empresa contrapôs as perdas sofridas pelo facto de a Câmara não ter também cumprido uma parte do contrato, que permitiria a urbanização de uma parcela para o mercado imobiliário.

As posições extremaram-se no final do ano. Carlos Monteiro queria fechar o processo porque tinha um investidor para uma possível parceria que poderia permitir a construção do Centro de Exposições Transfronteiriço e aquele era o local escolhido. Porém, permanecia num impasse de quase de quase duas décadas. 

Foi então que surgiu a polémica proposta da desafetação de uma parte do Parque Urbano do Rio Diz [recordar aqui], que não chegaria sequer à Assembleia Municipal [recordar aqui]. Seria o "plano B" na tentativa, por um lado, de mostrar ao possível investidor que a operação não estava comprometida e, sobretudo, lançar um aviso à Têxtil Tavares: se o acordo continuasse a falhar, a Câmara deixaria que fossem os tribunais a decidir.

Voltaram assim à mesa das negociações [recordar aqui], tendo o município, entretanto, tentado o arresto de bens para reaver o montante pago por anteriores executivos [recordar aqui].

Agora parece existir um entendimento, entre não duas, mas três partes. Além da Câmara e da Têxtil Tavares, entra no acordo uma empresa criada há poucas semanas para o efeito, com sede no Porto, que integra um fundo de investimento e tem como gerente o economista e investigador do Departamento de Gestão e Economia da Universidade da Beira Interior, Ricardo Moutinho.

É o mesmo fundo financeiro que, através de outra sociedade, deverá ficar também com o Hotel de Turismo da Guarda, vez que a sociedade Manuel Rodrigues Gouveia, que ganhou o concurso através do programa REVIVE, já admitiu que não tem capacidade para levar por diante o projeto [recordar aqui], estando a transferência do contrato agora dependente da autorização do Governo.

Vai ser aquela nova empresa a receber, por parte da Câmara, a posição de compradora da antiga fábrica. Os terrenos passam para a sua propriedade e a autarquia recebe de volta os quase dois milhões de euros que pagou entre 2002 e 2013. A empresa, por sua vez, comprará à Sociedade Têxtil Tavares a parcela que estava fora do negócio com a autarquia.

E assim terá todo o espaço entre o Rio Diz e a Avenida Cardeal Saraiva Martins para desenvolver o Centro de Exposições Transfronteiriço, num investimento que deverá ser superior a 10 milhões de euros.

A construção do pavilhão multiusos poderá começar dentro de pouco mais de um ano, e como garantia para a viabilidade de um investimento, a Câmara da Guarda compromete-se a ser inquilina do futuro complexo, n um arrendamento por 25 anos que poderá rondar os 800 mil euros por ano.

Carlos Monteiro invoca várias vantagens para aderir a esta, na prática, parceria público-privada: a concretização de um grande empreendimento sem ser através de fundos próprios; a construção e posterior manutenção do Centro de Exposições Transfronteiriço sem onerar os cofres municipais; a poupança de largas centenas de milhares de euros anuais no aluguer de tendas para eventos, como a Feira Ibérica de Turismo.

Tudo somado, justifica o presidente da Câmara, seria um encargo muito superior aos 800 mil euros anuais que este negócio pode impor.

Além disso, o município encaixa no imediato quase dois milhões de euros. Por outro lado, do contrato fará parte ainda a requalificação da zona envolvente, avançando assim a "segunda fase" do Parque Urbano do Rio Diz, sem ter sido necessário sacrificar nenhuma parcela da primeira. Tudo benefícios para a cidade, sustenta Carlos Monteiro.

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Além da antiga fábrica têxtil Tavares (ao fundo), a área de implantação do Centro de Exposições Transfronteiriço e dos arranjos envolventes abrangerá o terreno até à Avenida Cardeal Saraiva Martins (Estrada do Rio Diz), em primeiro plano na foto