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O Partido Socialista «acompanha com preocupação a situação política na Câmara Municipal da Guarda» e vem a público «tranqulizar os guardenses»: no que ao partido da oposição no executivo diz respeito, o governabilidade vai manter-se. O PS assegurará essas condições e assumirá, «neste clima de instabilidade poliítica» dentro da maioria PSD, «um papel de garante do necessário equilíbrio para a governação da Câmara Municipal da Guarda». 

Esta foi a posição assumida em bloco pelos órgãos concelhios dos socialistas (comissão política, vereadores e representantes de juntas de freguesia e da bancada na Assembleia Municipal), numa conferência de imprensa conjunta realizada na tarde desta quarta-feira, 24 horas depois de ter sido público que o presidente da Câmara, Carlos Monteiro, retirou a confiança política e os pelouros ao vice-presidente, Sérgio Costa [ver notícias aqui e aqui].

António Monteirinho, presidente da comisão política concelhia e coordenador do grupo do PS na Assembleia Municipal, justifica que «os superiores interesses do cidadãos da Guarda têm de estar acima de tudo e, muito mais, acima de qualquer tipo de estratégia política pessoal e partidária».

O Partido Socialista «não cederá às tentações fáceis do momento político particularmente sensível que vivemos», sublinha. E desafia os eleitos do PSD a assumirem uma conduta «de responsabilidade» e a mostrarem à Guarda, tal como os eleitos do PS o estão a fazer com este gesto, «que a política se faz, acima de tudo e em tudo, para serviço dos interesses dos cidadãos que depositam nos partidos e nos políticos a sua confiança».

Os últimos acontecimentos no executivo da Câmara apenas vieram demonstrar «o clima de "guerrilha" política interna», diz o líder socialista, considerando «profundamente lamentável que a governação do Município da Guarda possa estar a ser subalternizada e, até, negligenciada por querelas e por problemas de afirmação de egos políticos no interior da concelhia do PSD da Guarda».

O PS faz agora publicamente um desafio «à serenidade dos intervenientes políticos» e à «responsabilidade maior» do presidente da autarquia, Carlos Chaves Monteiro, a quem relembra «o compromisso de lealdade que assumiu com os guardenses». É o momento de «eleitos, partidos, organizações e cidadãos» mostrarem «sentido de responsabilidade», não arrastando a Guarda para uma crise política.

Este, por outro lado, «ainda não é tempo para o julgamento político da governação do PSD». O partido que tem maioria na Câmara deve manter-se até ao fim do mandato e, então sim, ser sujeito ao escrutínio popular nas eleições autárquicas de 2021, juntamente com todas as forças políticas candidatas.

Os socialistas afastam assim a realização de eleições intercalares para a Câmara, sublinhando que, a terem de ser marcadas, serão prova da incapacidade do PSD para continuar a gerir a autarquia.

Mas António Monteirinho avisa que o PS está preparado para ir a votos «em qualquer altura». E esclarece que «não obstante a posição responsável» que agora assume, no sentido da «salvaguarda do regular funcionamento democrático» da Câmara, não deixará «confundir o seu papel de oposição», sempre que «estejam em causa os interesses dos munícipes e o futuro da nossa cidade e do nosso concelho».

Oiça aqui:

 

 

A Câmara Municipal da Guarda acaba de decidir o encerrramento das Piscinas Municipais, no âmbito das medidas de prevenção e contenção do surto da COVID-19. O complexo estará fechado ao público até ao final do corrente mês. E outros equipamentos desportivos estarão sujeitos a medidas de restrição. Os pavilhões de São Miguel, do INATEL e do Estádio Municipal só poderão funcionar de não tiverem, em simultâneo, a presença de mais de 100 pessoas, entre atletas, dirigentes e público. O relvado e a pista do Estádio Municipal e o campo de jogos do Zambito só poderão receber, para treinos e jogos, até mil pessoas. O ginásio de musculação apenas poderá comportar até 4 utlizadores em simultâneo.

No âmbito cultural, todas as actividades do Teatro Municipal da Guarda que juntem mais de 100 pessoas serão automaticamente canceladas, desde já e desde que estejam agendadas até ao final do mês. Também os espectáculos do ciclo "Quadragésima" são suprimidos.

As feiras e mercados ao ar livre em todo o concelho não realizarão durante o mês de Março.

As actividades do Programa Guarda +65 estão também canceladas.

Também as cedências de equipamentos municipais para quaisquer eventos ou reuniões ficam condicionadas à presença de até 100 pessoas em espaços fechados ou atá 1000 ao ar livre.

O PSD vive na Guarda a etapa seguinte da confusão deixada pela saída de Álvaro Amaro para o Parlamento Europeu: a "normalização sem sobressaltos" tentada há um ano por Carlos Monteiro chegou ao fim. O presidente da Câmara retirou a confiança política e os pelouros a Sérgio Costa, invocando que o vice-presidente, nomeado em Abril de 2019 para ser «um bom braço direito», não cumpriu as funções que lhe foram atribuídas. Assim o comunicou Carlos Monteiro aos restantes vereadores e ao grupo do PSD na Assembleia Municipal, numa reunião que suscitou grande contestação entre os presentes. Há mesmo quem coloque no horizonte próximo a realização de eleições intercalares. Recordamos o filme sonoro dos acontecimentos do último ano.

Oiça aqui:

Depois de saber que o presidente da Câmara lhe retirou a confiança política e os pelouros, o vice-presidente Sérgio Costa, contactado pela Rádio, não quis gravar declarações, mas revelou não ter sido convocado para a reunião, garantindo ter sido «apanhado de surpresa», após ter regressado à Guarda, depois de uma deslocação a Lisboa na qual refere que esteve «em representação do município».

Quanto ao que se segue, limita-se a dizer que é preciso «ter calma e serenidade», remetendo para mais tarde uma posição pública.

Carlos Monteiro decidiu retirar os pelouros ao vereador Sérgio Costa, que detinha as áreas do Urbanismo, Protecção Civil Municipal, Florestas e Higiene e Segurança Veterinária.

Isto mesmo afoi omunicado numa reunião, que decorreu ao fim da tarde, com os membros do executivo e com o grupo parlamentar do PSD na Assembleia Municipal, com a justificação de que o vice-presidente da autarquia não teria «cumprido bem» as funções que lhe haviam sido confiadas.

Esta tomada de posição gerou contestação entre vários dos presentes no encontro, desde logo devido à ausência de Sérgio Costa. Entre os que manifestaram mal-estar pela decisão anunciada pelo presidente da Câmara estão, sobretudo, vários presidentes de junta.

O cenário de eleições intercalares era admitido por diversos participantes, à saída da reunião.

A retirada da confiança política e dos pelouros surge poucos dias após Sérgio Costa ter anunciado, num plenário de militantes, que é candidato à presidência da comissão política concelhia do partido [ver notícia aqui], uma decisão previsível [ver notícia aqui], mas que para todos os efeitos teria apanhado de surpresa o líder do município, pois o vice-presidente não lha terá comunicado.

Carlos Monteiro nomeou Sérgio Costa vice-presidente há quase um ano [recordar aqui], depois de ele próprio ter assumido a presidência da Câmara, após a saída de Álvaro Amaro pasar ser candidato ao Parlamento Europeu.

Nem Carlos Monteiro nem o coordenador da bancada do PSD e ainda presidente da concelhia, Tiago Gonçalves, quiseram prestar declarações à saída da reunião desta terça-feira.

O presidente da Câmara Municipal da Guarda, Carlos Monteiro, decidiu retirar os pelouros ao vereador Sérgio Costa, que detinha as áreas do Urbanismo, Protecção Civil Municipal, Florestas e Higiene e Segurança Veterinária.

Isto mesmo acaba de ser comunicado numa reunião com os membros do executivo e com o grupo parlamentar do PSD na Assembleia Municipal, com a justificação de que o vice-presidente da autarquia não teria «cumprido bem» as funções que lhe haviam sido confiadas.

Esta tomada de posição gerou contestação entre vários dos presentes no encontro, desde logo devido à ausência de Sérgio Costa. Entre os que manifestaram mal-estar pela decisão anunciada pelo presidente da Câmara estão, sobretudo, vários presidentes de junta.

O cenário de eleições intercalares era admitido por diversos participantes, à saída da reunião.

A retirada da confiança política e dos pelouros surge poucos dias após Sérgio Costa ter anunciado, num plenário de militantes, que é candidato à presidência da comissão política concelhia do partido [ver notícia aqui], uma decisão previsível [ver notícia aqui], mas que para todos os efeitos teria apanhado de surpresa o líder do município, pois o vice-presidente não lha terá comunicado.

Carlos Monteiro nomeou Sérgio Costa vice-presidente há quase um ano [recordar aqui], depois de ele próprio ter assumido a presidência da Câmara, após a saída de Álvaro Amaro pasar ser candidato ao Parlamento Europeu.

Nem Carlos Monteiro nem o coordenador da bancada do PSD e ainda presidente da concelhia, Tiago Gonçalves, quiseram prestar declarações à saída da reunião desta terça-feira.

Contactado pela Rádio, Sérgio Costa não quis também gravar declarações, mas revelou não ter sido convocado para a reunião, garantindo ter sido «apanhado de surpresa», após ter regressado à Guarda, depois de uma deslocação a Lisboa na qual refere que esteve «em representação do município».

Quanto ao que se segue, limita-se a dizer que é preciso «ter calma e serenidade».

 

O presidente da Câmara Municipal da Guarda, Carlos Monteiro, considera que cumpriu o deliberado pela Assembleia Municipal, quando este órgão, na última sessão de 2019, aprovou uma moção que o mandatou para «cumprir as diligências necessárias» para que o projecto do Centro de Exposições Transfronteiriço «pudesse ser desenvolvido» nos terrenos da antiga Fábrica Tavares, no Rio Diz [recordar notícia aqui]. O autarca respondeu assim, na reunião de ontem do executivo, às críticas dos vereadores do PS, lembrando a votação realizada no órgão deliberativo em reacção à possibilidade de a autarquia avançar para um "plano B", que teria início com a desafectação de uma parcela do Parque Urbano do Rio Diz [recordar notícias aqui, aqui e aqui]. Uma tomada de posição, após a apresentação do documento pelo Bloco de Esquerda, que vinculou inclusimente a mesa da Assembleia [recordar aqui], formada por eleitos do PSD. Quanto às dúvidas levantadas em relação à empresa interessada em estabelecer uma parceria com a Câmara, Carlos Monteiro lembra que é a mesma que já iniciou com o Governo, através do Ministério da Economia, idêntico processo para a requalificação do Hotel de Turismo ao abrigo do programa REVIVE [recordar aqui]. Em todo o caso, a análise tanto técnica como política será realizada na devida altura, quando a proposta for submetida aos órgãos municipais, esclarece.

Oiça aqui:

A oitava edição da Feira Ibérica de Turismo, que estava marcada para o fim-de-semana de 30 de Abril a 3 de Maio, vai ser adiada para data a definir em Junho ou em Julho, deliberou hoje a Câmara Municipal da Guarda. Em causa está a prevenção face ao surto de Covid-19 e tendo em conta as orientações da Direcção-Geral de Saúde. A calendarização definitiva deverá ser feita por acordo com a empresa que tinha vencido o concurso para a montagem das estruturas, não estando mesmo colocada de parte a hipótese de vir realizar-se no final do Verão.