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O primeiro caso positivo de Covid-19 no Hospital da Guarda acaba de ser confirmado pelo Laboratório de Patologia Clínica daquela unidade de saúde.

Trata-se, segundo informação oficial da Unidade Local de Saúde da Guarda, de um homem «com idade entre os 40 e os 50 anos», residente em Viseu e que regressou recentemente de uma viagem por Itália, França e Espanha.

Encontra-se, segundo a mesma informação, internado no Serviço de Pnemologia do Hospital Sousa Martins.

Este foi o primeiro teste com resultado positivo, dos mais de quarenta realizados desde o início do mês. Só nas últimas 24 horas foram feitas no Hospital da Guarda oito análises de despiste. As restantes sete deram negativo.

O Hospital Sousa Martins é a unidade de referência na região Centro para o tratamento de casos do novo coronavírus [recordar notícia aqui].

Entretanto, a Câmara Municipal da Guarda tornou público que «vai disponibilizar dormitórios para profissionais de saúde, agentes das forças de segurança, elementos da proteção civil e bombeiros voluntários, caso se justifique».

«Esta medida pretende prestar uma ajuda suplementar e relevante para estes profissionais, por forma a terem um espaço onde possam pernoitar sem que coloquem em causa a saúde dos seus filhos e dos seus familiares», refere o gabinete do presidente da Câmara, Carlos Monteiro.

Estes meios serão activados «em estreita articulação com os responsáveis das diversas instituições que estão a combater esta epidemia».

Já ontem o autarca da Guarda tinha sugerido ao Governo «que encerre todas as fronteiras terrestres da região para que seja feita a contenção». 

Carlos Monteiro defende o fecho das fronteiras com Espanha «tendo em conta o aumento de casos com o novo coronavírus na região espanhola de Castela e Leão onde, segundo os últimos dados, estão já confirmados 223 casos».

O presidente da Câmara da Guarda apelou às autoridades nacionais para que encerrem a fronteira de Vilar Formoso e todas as existentes nos concelhos raianos do distrito da Guarda «em face, também, da proximidade desta região das Beiras e Serra da Estrela com a Província de Salamanca (Espanha), que dista pouco mais de 100 quilómetros da cidade da Guarda e onde foram já confirmadas duas mortes».

Em declarações à agência Lusa, o autarca explica que pretende com esta sugestão «estancar e prevenir o contágio entre cidadãos dos dois países, visto que há fortes relações profissionais, comerciais e pessoais entre as populações dos dois lados da fronteira».

«O que acontece neste momento é que os cidadãos vão fazer as suas compras e abastecer as suas viaturas no lado de lá da fronteira sem que exista qualquer controlo sanitário. Também se torna uma grande preocupação o facto desta cidade [Guarda] ser servida pelas duas vias mais frequentadas pelos camionistas que fazem os percursos internacionais, A23 [Guarda/Torres Novas] e A25 [Aveiro/Vilar Formoso], e que utilizam com frequência restaurantes e instalações sanitárias neste lado da fronteira, até agora sem qualquer controlo sanitário», justifica.

A Rádio Altitude, que é a estação local mais antiga de Portugal (emite desde 1948) e foi fundada no então Sanatório Sousa Martins (uma unidade de referência no tratamento de doenças respiratórias), tomou a decisão de suprimir, pelo menos até ao Domingo de Páscoa (12 de Abril), todas as presenças em estúdio de convidados, entrevistados, comentadores, cronistas, intervenientes em rubricas ou programas temáticos e outros colaboradores externos.

É uma medida de contenção da propagação do novo coronavírus SARS-CoV-2, tomada num pressuposto de responsabilização social e num momento em que a Organização Mundial de Saúde decreta a situação de pandemia e Portugal entra em estado de alerta.

Para lá de outros procedimentos adotados internamente pelos profissionais da estação (reforço da higienização de zonas e equipamentos de trabalho; redistribuição de espaços e fixação de turnos; cancelamento da cobertura presencial de acontecimentos onde possa haver concentração de pessoas para além do razoável nas atuais circunstâncias), todas as participações de colaboradores passam a ser efetuadas por via telefónica ou outro meio que não exija a presença nos estúdios.
É uma forma de evitar a deslocação dos quase 60 cidadãos – dos mais diversos quadrantes profissionais, sociais e etários – que intervêm na emissão.

A direção da Rádio Altitude entende que «além do reconhecimento constante pela participação e pelos contributos que engrandecem a programação, devemos-lhes neste momento um gesto de responsabilidade».

«Hoje não restam dúvidas de que a circulação de pessoas e o seu convívio social é o primeiro fator de contágio da COVID-19. Não sendo a situação ainda grave, é provável que nas próximas semanas se torne muito grave devido ao potencial de propagação. Todos temos, por isso, de concorrer numa determinação coletiva que possa ajudar à contenção».

Isto vai obrigar, no imediato, à suspensão temporária ou à adaptação de formatos de programas e rubricas como “Local Global”, “O Mundo Aqui”, “Jogo na Mesa” e “Chaise Longue” (à segunda-feira); “Fórum Altitude” e “Sociedade de Autor” (à quarta-feira); “Argumentário”, “Rede Social” e “Escape Livre” (à quinta-feira); e “Quarto Poder” e “Semana Cruzada” (à sexta-feira).

Manter-se-ão sem alterações os programas que têm produção autónoma dos seus autores, como “Jazz à Meia-Noite” (à quarta-feira), “Deus T’Acuda” (à quinta-feira), “A ponte é uma passagem” e “Playland” (à sexta-feira) e “Ouvidos de Mercador” e “Suppa Groove” (ao sábado).

As crónicas “Teoria da Evolução” (à sexta-feira) e do Provedor do Ouvinte (um sábado por mês) serão gravadas por meios não presenciais.

A direção na Rádio Altitude ressalva que «nesta reformulação de contingência continuamos, porém, a contar com todos. E vamos, desde já, prosseguir com as participações noutros formatos, que introduziremos na emissão ao longo das próximas semanas, agregando-as em muitos casos aos espaços informativos, que não sofrerão alterações».

Isto porque «não queremos, não podemos e não vamos abdicar de uma intervenção plural e de um confronto de ideias que contribui para a formação cívica e para o robustecimento de uma opinião pública exigente, informada e esclarecida. Uma missão que é, neste momento, muito mais importante».

É necessário, por outro lado, «ver o lado bom»: esta situação «é uma experiência que desafia também a nossa criatividade. E daqui resultarão, com certeza, novas fórmulas inovadoras que acabarão por aperfeiçoar a programação».

De referir ainda que «a dinâmica da estação não será prejudicada», nem «o compromisso com ouvintes, seguidores nas redes sociais, públicos dos canais digitais e anunciantes publicitários».

Esta medida foi tomada, assim como outras do plano de contingência da Rádio Altitude, com o acompanhamento e o conselho técnico de uma autoridade de Saúde. O especialista em Saúde Pública e Delegado de Saúde no concelho da Guarda, José Valbom, refere que «este é um exemplo de boas práticas», através de «um plano adaptado à realidade de crise em que estamos».

José Valbom recorda que «a Rádio Altitude é efetivamente uma rádio que tem tradições na área da saúde» e destaca o esforço para que «continue a trocar ideias, mas sem contacto pessoal nesta fase».

«Não vamos deixar de ter informação credível nem debate, como a Rádio Altitude nos propicia, porque isso faz parte da nossa vida social aqui na Guarda», destaca o Delegado de Saúde Pública, também ele colaborador da estação, apontando o facto de a participação passar a ser feita por via telefónica ou outra não presencial como «um exemplo a seguir».

Fundada oficialmente em 21 de Outubro de 1947 e em emissão desde 28 de Julho de 1948, a Rádio Altitude é a rádio local mais antiga de Portugal e uma das pioneiras na Europa.

Criada e dinamizada por doentes internados no então Sanatório Sousa Martins, a emissão evoluiu ao longo dos anos do interior do complexo hospitalar para o espaço urbano e concelhio e gradualmente para toda a região (distritos da Guarda e de Castelo Branco e partes dos de Viseu e Bragança).

Teve como primeiro diretor o médico Ladislau Patrício, diretor do Sanatório e um dos nomes de referência da investigação clínica e do combate a doenças respiratórias na primeira metade do Século XX, além de escritor e político.

Com programação estruturada e serviços informativos regulares a partir do início da década de 60, a Rádio Altitude foi pioneira no jornalismo de proximidade e tornou-se numa referência regional e nacional.

Em 2001, após concurso público nacional para a transmissão do alvará de radiodifusão e da universalidade (todos os meios de existência jurídica, física e técnica) da Rádio Altitude, a titularidade da estação foi atribuída à atual proprietária, uma empresa local de comunicação social.

As opções estratégicas desde então seguidas têm reposicionado a veterana mas modernizada Rádio Altitude como referência na comunicação social do Interior de Portugal.

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Era para começar este sábado e prolongar-se até 16 de Abril,  mas a primeira edição do concurso “Beira Interior Gourmet” foi adiada. Rodolfo Querós,  presidente da comissão vitivinícola, organizadora do evento, reconhece que o estado de alerta não podia levar a outra decisão. Um adiamento sem data marcada. Toda a economia está a ser afectada e o sector dos vinhos não escapa, com a quebra no turismo. Teme-se o impacto tanto na procura interna como nas exportações.

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A crise política no PSD da Guarda, depois de o presidente da Câmara ter retirado a confiança e os pelouros ao vice-presidente Sérgio Costa, foi o grande tema em análise na edição desta semana do “Quarto Poder”,  o debate político da Rádio. Um dos comentadores é Tiago Gonçalves, líder da concelhia e da bancada do PSD na Assembleia Municipal, que diz ter sabido da decisão ao mesmo tempo que todos, na tarde da passada terça-feira. O ainda dirigente social-democrata diz sentir-se, também culpado e derrotado, pela decisão de Carlos Monteiro. O outro comentador do programa, Pedro Pires, considera que a assunção de culpa por parte de Tiago Gonçalves é apenas generosidade própria do tempo de Quaresma. Porque o culpado, diz, é outro: chama-se Álvaro Amaro e estará por detrás de toda a estratégia.

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Ainda não houve nenhum caso positivo entre os suspeitos Covid-19 observados no Hospital da Guarda, que desde o início do mês é unidade de referência na região Centro. Desde então jáo foram realizadas mais de três dezenas de despistes do novo coronavírus.

O maior número aconteceu nas últimas 24 horas: só desde a tarde de ontem foram feitos 14 testes. Mas, mais uma vez, não foi detetectado nenhum caso positivo, segundo nota oficial da Unidade Local de Saúde.

Uma informação que a Rádio avança (mesmo assumindo que é uma "não notícia"), tendo em conta os vários rumores que nos útimos dias têm apontado para a existência de pacientes confirmados nas zonas de isolamento do Hospital da Guarda.

Não há, até esta hora, infectados com Covid-19 internados nesta unidade de saúde, residentes na Guarda ou transferidos de concelhos próximos. 

A Unidade Local de Saúde da Guarda decidiu reforçar as medidas de prevenção de contágio da Covid-19. O reforço do plano de contingência suspende a aprovação dos planos de férias dos trabalhadores e condiciona a os períodos de descanso anteriormente estabelecidos à necessidade do funcionamento dos serviços. O recurso a teletrabalho vai também ser aplicado, em aéras onde seja possível.

No que diz respeito à prestação de serviços clínicos, estas são as medidas que entram em vigor na área das consultas hospitalares:

·        Suspender a realização de primeiras consultas com prioridade Normal. Deverá continuar a ser assegurada a realização de primeiras consultas triadas como “Muito Prioritárias” e “Prioritárias”, sendo as restantes oportunamente reagendadas.

·        Privilegiar as consultas não presenciais, sempre que tal for clinicamente adequado. Previamente à data de marcação, o médico assistente deverá contatar telefonicamente o utente, no sentido de aferir com ele a necessidade de deslocação ao Hospital, possibilitando a requisição de exames e/ou a renovação do receituário, a ser enviada por SMS, email ou por correio, de acordo com a preferência do doente. Tais consultas deverão ficar registadas informaticamente como consultas não presenciais.

·        Limitar as consultas subsequentes (que não possam ser convertidas em consultas não presenciais) às situações clinicamente relevantes cuja não realização implique prejuízo para a saúde do doente ou para o respetivo processo de reabilitação. As situações que não se enquadrem no descrito deverão ser adiadas e reagendadas oportunamente.

·        Restringir os pedidos de consulta interna a situações urgentes de descompensação aguda da patologia.

Nos cuidados de saúde primários, estas são as novas medidas:

·        Suspender a realização de consultas de “Saúde Infantil” a crianças com idade superior a dois anos; “Planeamento Familiar” e “Diabetes” e “Hipertensão” a doentes controlados, salvaguardando as necessidades específicas de cada utente;

·        Suspender a realização de consultas do Rastreio Visual Infantil e do Cancro do Colo do Útero, salvaguardando as necessidades específicas de cada utente;

·        Privilegiar as consultas não presenciais, sempre que tal for clinicamente adequado. Previamente à data de marcação, o médico assistente deverá contatar telefonicamente o utente, no sentido de aferir com ele a necessidade de deslocação à unidade, possibilitando a requisição de exames e/ou a renovação do receituário, a ser enviada por SMS, email ou por correio, de acordo com a preferência do doente. Tais consultas deverão ficar registadas informaticamente como consultas não presenciais.

Também ficou decidido restringir a cirurgia programada (convencional e de ambulatório) à Cirurgia Oncológica, Obstétrica, Trauma Ortopédico e outras situações de urgência diferida ou muito prioritárias que não possam ser adiadas sem prejuízo grave para a situação clínica do doente.

 

Jacinto Dias deverá ser indicado para o próximo conselho de administração da Unidade Local de Saúde da Guarda, como vogal, em representação da Comunidade Interminicipal das Beiras e Serra da Estrela. O jurista do quadro do Instituto Politécnico termina hoje as funções de director do Centro Distrital da Segurança Social, por imposição legal: passaram noventa dias desde o termo da comissão de serviço. A substituição será assegurada por um quadro superior do serviço, até à abertura de novoconcurso.

O nome de Jacinto Dias já foi proposto na última reunião do Conselho Intermunicipal da CIM, realizada na terça-feira em Pinhel, mas a resposta à solicitação do Ministério da Saúde foi reagendada para a próxima reunião (que deverá realizar-se a 7 de Abril), devido à urgência das matérias realcionadas com a contenção da propagação da Covid-19, na explicação dada à Rádio pelo presidente, Luís Tadeu.

O também presidente da Câmara de Gouveia admite que «há nomes na rua» mas, no plano formal, só se tornam hipóteses quando apresentados e oficialmente votados no Conselho. O que acabou por não acontecer.

Este adiamento também permitirá construir o consenso à volta do nome a indicar, seja o de Jacinto Dias ou outro. O histórico militante do PSD da Guarda é a proposta de um conjunto de autarcas do mesmo partido, mas no lado dos eleitos pelo PS não deixam de ser admitidas outras opções, incluindo a recondução do actual vogal, José Monteiro (o socialista que foi presidente da Câmara de Celorico da Beira).

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