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Os vereadores da oposição já têm o relatório da auditoria às contas do município. O documento, com cerca de setenta páginas, foi ontem entregue a José Igreja e Joaquim Carreira, durante uma sessão do executivo em que as vozes pela primeira vez subiram de tom.

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O Presidente da República inaugurará, durante o programa das celebrações do Dia de Portugal, a colecção de arte moderna e contemporânea de António Piné. O acervo do coleccionador regressa assim à cidade, depois da polémica que rodeou, em 2008, a cedência dos quadros e esculturas à Associação Nacional de Farmácias, por alegado desinteresse das entidades locais, como na altura foi invocado pelo proprietário das peças, que terão chegado a ser avaliadas, no conjunto, em alguns milhões de euros.

O conjunto engloba pinturas e esculturas de autores como Salvador Dali, Picasso, Vieira da Silva, Cargaleiro, Júlio Pomar e outros.

A colecção ficará patente no Museu da Guarda, depois de diligências da Câmara e da Direcção Regional da Cultura do Centro (que tutela o museu). Cavaco Silva inaugurará a exposição na tarde de 9 de Junho, já num acto integrado nas comemorações oficiais.

O Presidente da República visitará também, nesse dia, a unidade industrial da Coficab, em Vale de Estrela, e na Guarda dará a partida a uma prova desportiva que marcará a abertura da nova rotunda denominada "5 Efes", tema do arranjo paisagístico que está a ser feito.

O programa começa às 10 horas do dia 9 com o hastear da bandeira na Praça Luís de Camões. Segue-se uma homenagem aos combatentes da Grande Guerra, no jardim José de Lemos. Haverá depois uma sessão solene de boas vindas da Câmara Municipal da Guarda. Ao almoço, o chefe de Estado irá reunir-se com personalidades que ao longo do último ano se destacaram profissionalmente.

Ao final do dia acontecerá a tradicional sessão de cumprimentos do corpo diplomático acreditado em Portugal, seguindo-se um jantar oferecido pelo Presidente da República.

Já no dia 10, o programa inicia-se com a cerimónia militar comemorativa do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, no parque urbano do Rio Diz, seguindo depois com a sessão solene, no Teatro Municipal da Guarda. As comemorações serão encerradas com um almoço oferecido pela Câmara da Guarda.

O programa oficial foi hoje divulgado pela Presidência da República.

Cententas de agricultores do distrito da Guarda terão desistido das candidaturas a fundos europeus, revela a Associação Distrital de Agricultores, que atribui o facto ao receio de implicações fiscais.

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Deveu-se a um "conjunto de mal-entendidos" o atraso no apuramento final dos resultados das eleições para o Parlamento Europeu no concelho da Guarda. A união de freguesias de Mizarela, Pero Soares e Vila Soeiro não fez a entrega conjunta do escrutínio das três aldeias, explica à Rádio o presidente da junta, Armindo Fernandes, garantindo que a contagem foi rápida e rigorosa. No entanto, só depois das 23 horas se conheceu o resultado que ditaria a margem final de 59 votos para o PS na totalidade do concelho. Até aí, tanto a candidatura socialista como a do PSD/CDS podiam sair vencedoras, sobretudo depois de apurada a vitória da coligação do governo e da câmara na freguesia urbana, que deixou durante largos minutos o PS à frente por apenas 29 votos.

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A coordenadora distrital do PCP, Patrícia Machado, desvaloriza o facto de a coligação CDU ter ficado em quarto lugar no distrito da Guarda, atrás do Movimento Partido da Terra, que considera um fenómeno passageiro, e destaca o reforço da votação, em linha com os resultados nacionais. Já Marco Loureiro, do Bloco de Esquerda, atribui à elevada abstenção a queda na votação do partido. 

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O professor de ciência política e antigo presidente da Assembleia Municipal da Guarda, João de Almeida Santos, diz que o PS não pode pensar que iniciou o fim da "travessia do deserto" na Guarda, pelo facto de ter voltado às vitórias no concelho. «Não me parece que este resultado seja um bom mote para se começar a fazer um discurso de 'atenção, nós estamos de volta na Guarda porque os eleitores estão a penalizar fortemente o PSD e, portanto, o presidente da Câmara que se cuide'. Não me parece». O antigo dirigente nacional do PS também é crítico em relação ao discurso de vitória a nível nacional, considerando que a votação foi «decepcionante e não augura grandes resultados se não houver uma grande inversão de rota para as próximas legislativas». 

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O novo presidente da comissão política distrital do PSD recusa assumir o resultado nas eleições europeias como a primiera derrota do mandato. Carlos Peixoto, que foi eleito há duas semanas e toma posse na próxima sexta-feira, considera que o PS não pode cantar vitória pela margem que obteve no distrito (329 votos) e admite que chegou a esperar uma diferença mais expressiva para os socialistas.

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