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Depois de, a 21 de Dezembro do ano passado, ter faltado à escolha do candidato socialista à Câmara da Guarda (nas eleições directas que marcaram a estreia dos novos estatutos do partido), o secretário-geral do PS, António José Seguro, também não compareceu na passada sexta-feira à votação para os órgãos da concelhia.

Seguro é militante inscrito na Guarda desde que foi cabeça-de-lista às legislativas de 1995, tendo chegado a presidir à federação distrital do partido durante um mandato. 

O secretário-geral era um dos 129 militantes com capacidade eleitoral (quotas pagas até trinta dias antes do sufrágio) mas contou-se entre os 50 que não compareceram. João Pedro Borges, candidato em lista única, recolheu 66 votos, tendo havido 5 brancos e 8 nulos.

O novo presidente da concelhia desvalorizou a ausência de Seguro, a quem reconheceu um nível de responsabilidade «acima de um mero acto eleitoral na concelhia da Guarda».

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O presidente da Liga de Amigos da Unidade Local de Saúde da Guarda, Santinho Pacheco, considera que «a população não compreende» que o novo pavilhão do Hospital da Guarda, concluído há um ano, permaneça encerrado. O antigo governador civil diz que a Liga quer ser um parceiro na defesa dos serviços de saúde no distrito e dos seus utentes e reclama, para isso, um espaço próprio no Parque da Saúde (sugere a desactivada estação de correios), comprometendo-se a ter um papel activo, por exemplo, na preservação da mata centenária.

O presidente do Insituto Politécnico da Guarda, Constantino Rei, defendeu esta quinta-feira, na sessão solene de abertura do ano lectivo, que a intenção de agregar ou fundir o IPG na Universidade da Beira Interior é «um passo em frente» que a instituição deve dar neste momento. A Guarda não pode ficar à espera que o governo decida, justificou, considerando que «não faz sentido manter as coisas como estão».

O novo presidente da Associação Académica da Guarda, Sérgio Machado, defende a continuidade do Instituto Politécnico no actual modelo e opõe-se a qualquer forma de agregação na Universidade da Beira Interior.«Perdemos mais do que ganhamos», disse o dirigente estudantil à margem da cerimónia da tomada de posse, esta semana. Sérgio Machado referiu que é necessário defender o actual perfil do IPG, entre outras razões porque «a Guarda pode perder cursos bastante bons, que nos orgulham por esse país fora».

O quinto aniversário do Comando Territorial da Guarda da GNR foi assinalado esta segunda-feira com um debate sobre o policiamento de proximidade, que contou com a participação da Guardia Civil de Salamanca. Os desafios que se colocam às forças de segurança dos dois países são comuns, em especial nas zonas de fonteira: ao ciclo de recessão e austeridade que se vive tanto em Portugal como em Espanha acresce o despovoamento do interior raiano. A assistência a populações idosas e isoladas está na primeira linha das preocupações tanto da Guarda Nacional Republicana como da Guardia Civil mas, neste aspecto, a experiência espanhola pode inspirar uma solução para a gestão dos meios em Portugal. A Guarda Civil deixou de assegurar, nos postos rurais, o atendimento presencial contínuo, preferindo mobilizar os agentes para o contacto directo através de patrulhas. Os casos apresentados pelo comandante Antonio Diaz inspiram o homólogo José Coelho Gomes a estudar uma solução idêntica. «A mais valia de alguma redução do horário de abertura dos postos é fazer uma patrulha de proximidade junto das populações», diz o comandante territorial da GNR.

A Polícia Judiciária abre, em média, uma nova investigação por dia motivada por suspeitas de abusos sexuais com origem na Internet. A inspectora Rita Capelo revela que na área de actuação do Departamento de Investigação Criminal da Guarda «temos tido bastantes situações e cada vez mais a Internet é utilizada para esse contacto». As redes sociais são o veículo mais habitual dos predadores sexuais, o que leva a polícia a alertar para os riscos da utilização destes recursos por crianças e adolescentes sem monitorização parental. Rita Capelo e Alexandre Branco, inspectores da PJ da Guarda, deram exemplos durante o recente encontro "A Internet espia-nos", promovido pelo Instituto Politécnico da Guarda.

O director-geral da Coficab Portugal, empresa que acaba de ser galardoada com o Prémio COTEC de Inovação, diz que é urgente a Guarda partir à procura de empresários e investidores, porque «podemos ter a certeza de que eles não virão bater-nos à porta». João Cardoso defende a especialização industrital da cidade, tirando proveito da experiência acumulada ao longo de décadas no sector automóvel.

A Coficab, que tem toda a base de operações (desde a investigação à produção) em Vale de Estrela, emprega cerca de 400 trabalhadores e espera atingir este ano um volume de negócios de 80 milhões de euros. Toda a produção, na área da cablagem para a indústria automóvel, é exportada.