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O deputado Carlos Peixoto, que ontem tornou pública a candidatura à distrital do PSD, aconselha o adversário, Rui Ventura, a dedicar-se «inteiramente à Câmara de Pinhel, que conquistou há pouco tempo e cuja posição deve consolidar». 

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Depois de ter começado por declarar o apoio a Rui Ventura [recordar notícia aqui], o presidente da comissão política concelhia da Guarda do PSD está, afinal, ao lado de Carlos Peixoto e será mesmo um dos vice-presidentes da lista do deputado às eleições para a distrital do partido, marcadas para 10 de Maio. O próprio candidato confirmou à Rádio o convite, admitindo que Jorge Libânio apenas terá feito a inicial declaração de apoio ao presidente da Câmara de Pinhel por desconhecer que apareceria outra candidatura.

A inversão daquela que se supunha que seria a posição da concelhia da Guarda aconteceu numa reunião que decorreu esta segunda-feira. Os 14 elementos presentes dividiram-se no apoio às duas candidaturas: sete por Rui Ventura e sete por Carlos Peixoto. Acabou por ser Jorge Libânio a fazer valer, enquanto presidente, o voto de qualidade. Pelo menos formalmente, a concelhia da Guarda está agora ao lado do advogado de Gouveia.

Mas Rui Ventura terá, entretanto, conseguido o apoio dos colegas de Carlos Peixoto na Assembleia da República. Tanto Ângela Guerra como João Prata estão com a lista do presidente da Câmara de Pinhel, sendo provável que o também presidente da Junta de Freguesia da Guarda surja como um dos vice-presidentes da lista de Ventura.

O historiador Adriano Vasco Rodrigues, o professor universitário (e antigo reitor da UBI) João Queiroz e o investigador Rui Costa são três das personalidades que integram a Comissão Organizadora do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, foi esta manhã anunciado pela Presidência da República. A comissão é presidida por Silva Peneda, actual presidente do Conselho Económico e Social, e conta também com a consultora de Cavaco Silva para os assuntos culturais, Ana Bustorff. As comemorações do 10 de Junho decorrem este ano na Guarda.

Dois partidos da oposição reagem de maneira diferente à contratação, pela Câmara da Guarda, da empresa que tem como única sócia a mandatária para a juventude da campanha de Álvaro Amaro. O Bloco de Esquerda anuncia que vai pedir explicações na próxima Assembleia Municipal, marcada para 29 de Abril. Marco Loureiro reconhece não existir ilegalidade no processo mas diz que politicamente o assunto sugere perguntas, desde logo pelo facto de o actual presidente da Câmara se referir constantemente ao «excesso de pessoal» da autarquia. Mas o PS, que votou favoravelmente o parecer prévio, em Fevereiro, mantém a posição, mesmo depois de saber que foi Joana Malaca a contratada. «Não se pode excomungar ninguém por ser apoiante do actual poder», diz o vereador José Igreja, que reconhece mesmo vantagens nesta contratação e admite que o valor que a Câmara declara que vai suportar directamente - cerca de 250 euros mensais - não é relevante. Quanto à possibilidade de se tratar do pagamento de um favor político, o candidato socialista nas últimas eleições considera que «ainda é cedo para se poder acusar alguém, após seis meses de governo da Câmara da Guarda». Álvaro Amaro explicou o processo esta segunda-feira, na sessão do executivo, assumindo a escolha de Joana Malaca mas garantindo que se trata de uma candidatura tripartida - da Câmara, do Turismo do Centro e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional - na qual caberá à autarquia suportar apenas 15% dos custos do contrato, num total de 17.050 euros acrescido de IVA.

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A comissão que fez o levantamento dos prejuízos do incêndio de Agosto passado no Vale do Mondego reclama respostas por parte do Ministério da Agricultura. As contas estão feitas desde Janeiro mas os cerca de 50 produtores afectados não sabem quando vão ser indemnizados.

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A comissão política concelhia do CDS declara-se "tranquila" com o desempenho da administração da Unidade Local de Saúde da Guarda. Mas recusa adiantar qualquer data para a abertura do novo bloco do Hospital. À saída de uma reunião com a equipa de Vasco Lino, o dirigente centrista Henrique Monteiro apenas referiu que "penso que estará para breve".

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A via conhecida como "Variante de acesso ao IP5", entre a rotunda do Alvendre e a ligação à VICEG e ao Rio Diz, vai chamar-se Avenida 25 de Abril. Na ordem de trabalhos da reunião desta tarde da Câmara da Guarda consta a proposta de alteração toponímica. A deliberação surge depois da moção aprovada na última sessão da Assembleia Municipal, por iniciativa da CDU, para que fosse dado este nome "a uma avenida, alameda, rua, praça ou largo da cidade". A autarquia acabou por escolher a principal entrada da Guarda.