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O grupo Luís Simões pondera criar uma base de operações na Plataforma Logística da Guarda, depois do abandono de um projecto no qual fez parte da sociedade fundadora.

O desinteresse daquele que é um dos maiores operadores logísticos ibéricos deveu-se na altura ao atraso na concretização da PLIE, que levou o grupo Luís Simões a concentrar recursos numa plataforma logística própria, no Carregado.

Mas os responsáveis da empresa voltam a perspectivar a instalação na Guarda, pela proximidade da fronteira e pelo cruzamento de auto-estradas. Foi esse interesse que manifestaram há dias à Câmara.

Pedro Tavares, presidente do NERGA, refere que tem acompanhado o processo e destaca a rapidez de resposta na autarquia, que terá recebido os empresários no próprio dia em que solicitaram um encontro.

A Luís Simões e a Câmara prosseguem agora as negociações, enquanto o próprio Núcleo Empresarial assegura, segundo revela Pedro Tavares, que os primeiros camiões usem provisoriamente as instalações do NERGA no parque industrial. Isto porque a PLIE não dispõe ainda de segurança nem espaços vedados.

O até esta manhã director do Teatro Municipal da Guarda, demitido [ver notícia anterior aqui] pelo presidente da Câmara por convocar uma conferência de imprensa onde pretendia esclarecer o processo de contratação do espectáculo de Cristina Branco para o Dia da Cidade [na sequência da decisão tomada na sessão da passada segunda-feira], manteve, mesmo assim, o encontro com os jornalistas, no qual considerou que Álvaro Amaro não está «suficientemente informado nem acerca da importância de uma obra como esta, nem da empresa Culturguarda e muito menos da pessoa de Américo Rodrigues».

O programador cultural, que é quadro da autarquia, lamenta que o presidente da Câmara tenha o tenha encarado com «uma atitude de irrelevância total», para a qual só encontra uma explicação: «como o senhor Presidente não é da Guarda e não faz vida aqui na Guarda, não sabe da importância que eu terei tido na área da Cultura na Guarda». Só isso justificará, na sua opinião, «que me tenha tratado da forma como me tratou».

Américo Rodrigues desafia Álvaro Amaro na legalidade da decisão, ao considerar que «o senhor Presidente não me pode demitir por telefone» e que apenas o fez «para poder dizer quem manda», pois «quem nomeia e demite o director artístico é o conselho de administração». Mas aguarda pela formalização da decisão para se apresentar na Câmara, onde é funcionário. Depois «vou à secção de pessoal a dizer 'estou aqui, fui despedido dali' e, portanto, digam-me...», ironiza, ao mesmo tempo que se questiona: «não sei se o senhor Presidente sabe que eu sou funcionário da Câmara».

Sobre a conferência de imprensa, refere que se limitou a dar conhecimento ao conselho de administração. Mas reconhece que omitiu, nessa comunicação, o que anunciou no convite aos jornalistas acerca da disponibilização de documentos. Em todo o caso lembra que «sempre convoquei conferências de imprensa, desde há oito anos, e realizei-as. Faz parte das minhas atribuições». Por isso declara não entender que tenha cometido «um acto de deslealdade».

Em relação ao espectáculo de 27 de Novembro, Américo Rodrigues acusa Álvaro Amaro de não ter querido esclarecer a opinião pública, após a sessão da Câmara, «optando nalguns casos ironizar, noutros casos por evasivas e noutros por dizer que nem conhecia bem o processo». 

«Um presidente de câmara, se não sabe, deve informar-se», considera o ex-director do TMG. Mas este nem seria o caso, uma vez que «o senhor presidente da Câmara estava devidamente informado do processo e vários colaboradores dele também estavam esclarecidos acerca deste assunto».

Américo Rodrigues nega que a redução de custos com o espectáculo de Cristina Branco seja significativa, uma vez que «as despesas de alojamento e alimentação mantêm-se». A Câmara poupa apenas nos serviços que a Culturguarda lhe cobraria: «são despesas de produção, como a cedência do grande auditório, da equipa técnica, do material técnico e da divulgação». Custos que estariam contidos na diferença para os cerca de 11 mil euros contratados pela autarquia à empresa em Julho mas que não justificariam «esta confusão toda».

O programador acha que a Câmara ainda tem perdas, como a de «uma exposição na opinião pública negativa» e a «da demissão de um director artístico com oito anos». Por isso deixa o desafio para que se faça «uma análise do ponto de vista político».

Américo Rodrigues acaba de ser demitido da direcção do Teatro Municipal da Guarda. A decisão foi-lhe comunicada directamente pelo presidente da Câmara, Álvaro Amaro, tendo como fundamento a convocatória de uma conferência de imprensa, pelo próprio Américo Rodrigues e alegadamente sem autorização superior, na qual pretendia prestar esclarecimentos acerca do «processo de contratação do espectáculo comemorativo do dia da Cidade, outros assuntos relativos à Culturguarda e à posição do seu actual director» e disponibilizaria «documentos comprovativos da veracidade das informações», conforme se lê no convite que enviou aos órgãos de comunicação social, esta manhã. 

A conferência de imprensa está agendada para as 12 horas nas instalações no Teatro e será, na prática, uma resposta do programador cultural da autarquia, em funções como director artístico do TMG desde a abertura em 2005, ao presidente da Câmara, que na segunda-feira passada tinha anunciado que o concerto de Cristina Branco será suportado integralmente pela empresa municipal Culturguarda [ver notícia anterior aqui].

Álvaro Amaro terá invocado «deslealdade funcional» e «desrespeito para com os órgãos hierarquicamente superiores» para demitir Américo Rodrigues das funções.

A junta de freguesia de Aldeia Viçosa tem uma dívida global que ultrapassa os 206 mil euros e, como consequência de sucessivos incumprimentos, não pode sequer movimentar as contas bancárias, apurou a Rádio.

Só à Segurança Social, o valor em falta será superior a 14 mil euros, referente às contribuições, desde 2005, do único funcionário da autarquia. A empresa António Saraiva e Filhos, do ramo da construção civil e obras públicas, será a mairo credora privada, com um processo de cobrança de 101 mil euros a correr nos tribunais. Uma outra firma do mesmo sector – a Albino Teixeira – também terá entrado em contencioso por causa de 38 mil euros, ao passo que a PT Comunicações terá também pendente um pagamento de 955 euros.

A factura à EDP já terá ultrapassado os 7.200 euros, aos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento a junta deverá cerca de oito mil euros e às Finanças pouco mais de 800 euros.

Somam-se quase 8 mil em coimas aplicadas pelo Ministério Público, por alegados crimes de natureza ambiental, e também um pedido cível de indemnização de 15 mil euros, exigido pela família do jovem que sofreu, no Verão, um acidente na Praia Fluvial de Aldeia Viçosa. Um total de 9 mil euros estará em dívida a cerca de duas dezenas de pequenos fornecedores.

O novo executivo executivo terá uma herança de incumprimento muito superior ao valor declarado pelo anterior presidente da junta, Baltasar Lopes, que teria admitido que os valores em falta rondariam os 17 mil euros.

A autarquia do Vale do Mondego já está sujeita a um corte de 20% nas transferências do Fundo de Financiamento das Freguesias, por via do contencioso. Mas mesmo os valores recebidos não podem ser movimentados, devido ao congelamento judicial das contas bancárias. A última transferência de 4.633 euros, recebida há menos de um mês, permanece assim inacessível à nova equipa da junta de freguesia, liderada por Luís Prata, saída das eleições de 29 de Setembro, ganhas pela lista da coligação PSD/CDS.

Será a empresa municipal Culturguarda a suportar, através de fundos próprios que tem em orçamento, os custos com o concerto da fadista Cristina Branco, programado ainda a pedido do anterior executivo para o Dia da Cidade, 27 de Novembro.

Depois de ter ponderado o cancelamento do espectáculo, o presidente da Câmara, Álvaro Amaro, aceitou a solução que diz ter-lhe sido apresentada pelo director do Teatro Municipal da Guarda. Américo Rodrigues ter-se-á comprometido a assegurar o concerto «apenas com a despesa de cinco mil euros, que é o cachet», verba que a empresa municipal tem disponível.

Uma vez que a «a rescisão unilateral» do contrato com Cristina Branco «podia levar a um castigo financeiro ainda mais pesado para o município», a Câmara aceitou na sessão desta segunda-feira a solução proposta, ao mesmo tempo que anulou, com a abstenção dos dois vereadores do PS, a deliberação de 29 de Julho, que contratava à Culturguarda o espectáculo por cerca de 11 mil euros.

Álvaro Amaro assinalou que «o curioso é que o concerto passará então a custar apenas cinco mil euros à Culturguarda e não onze mil, como custaria à Câmara Municipal» e destacou também o facto de o parecer dos serviços financeiros da autarquia ter data quinze dias posterior à da sessão em que a despesa foi aprovada: só em meados de Agosto surgiu a informação de que «esta autorização contende com a lei e aumenta os pagamentos em atraso», ou seja, constituiria uma violação da chamada lei dos compromissos, que obriga a não assumir despesas sem haver fundos disponíveis. «Isto além de ilegal é eticamente reprovável», classificou Álvaro Amaro. 

Na sessão desta segunda-feira a Câmara aprovou também a constituição do novo conselho de administração da empresa municipal Culturguarda, que passa a ser presidido por Alexandra Isidro e tem como vogais Daniela Capelo e Amélia Silva. Para a administração da Guarda Cidade Desporto foram nomeados Rui Nascimento, que preside, e António Lucas e Segura Fernandes.

Em ambos os casos trata-se de quadros da Câmara, pelo que não haverá lugar ao pagamento de qualquer remuneração. O município, como acionista único das empresas, tem assento nas assembleias-gerais, através do próprio Álvaro Amaro (na Culturguarda) e do vice-presidente Carlos Monteiro (na Guarda Cidade Desporto).

Esta é uma solução transitória, até que o Tribunal de Contas decida sobre o plano de fusão das duas empresas na nova Guarda Dinâmica, apresentado em Fevereiro pelo anterior executivo, que entre outros aspectos contemplava o despedimento de 32 funcionários.

Quando falta um mês para todas as concelhias do PS a nível nacional organizarem eleições internas, na secção da Guarda, é tempo de contar as espingardas, reunir o arsenal e comparar munições no interior do partido.

Tal como aconteceu há um ano, aquando da conturbada escolha do cabeça de lista pelo PS à Câmara, são os regulamentos que, uma vez mais, não ajudam a clarificar posições. Quem suceder a Nuno Almeida vai ter pela frente um mandato de quatro anos, acompanhando assim o ciclo autárquico. Ou seja, a próxima equipa eleita no próximo dia 6 de Dezembro vai conduzir a escolha da candidatura do PS em 2017. Mas poucos filiados apostam que o próximo líder consiga superar o «cabo das tormentas» em que se pode tornar a gestão política do partido nos próximos anos. Embora muitos tenham expressado (desde o início) o desejo de uma lista de consenso, dificilmente será encontrado um nome que consiga agradar à maioria.

O cenário avançado pela Rádio em meados de Outubro – o do eventual interesse de Daniel Osório na formação de listas – não vingou. Mas é um nome que João Pedro Borges poderá aproveitar. O ex-número quatro na lista que o PS apresentou às autárquicas não confirmou à Rádio se recebeu um convite, mas está disponível para uma solução de convergência e entrar naquela que pode ser a única candidatura a apresentar-se a votos daqui a um mês.

Osório é um valor acrescentado na arregimentação de bases do partido. Principalmente das que emergiram da Juventude Socialista – estrutura com grande representação em número de votos e sobre a qual, juntamente com Ricardo Antunes, tem um grande ascendente.

Perante este possível adversário, António Monteirinho, que em Outubro estava em grande actividade interna, perdeu alguma força. O facto de não ser tão influente como o filho da ex-presidente da Câmara da Guarda deixou-o mais cauteloso e não quer voltar a correr o risco de perder novamente uma eleição, depois de ter saído derrotado das autárquicas de 2009 para a Junta de Freguesia de São Miguel da Guarda (reconquistada por João Prata) e de, em Maio do ano passado, nas últimas eleições para a concelhia, perder para Nuno Almeida. Porém, a maior fraqueza dos eventuais apoiantes de uma possível lista adversária à de João Pedro Borges é a de não conseguirem encontrar, nesta altura, um contrapeso que evite que as eleições se resumam a um mero acto processual ganho à partida.

Para alguns dos socialistas contactados pela Rádio, os 37 anos de idade de Borges não representam o signo necessário da renovação dos quadros do partido e muito menos de uma ruptura desejada com o passado. Mesmo como empresário, João Pedro Borges não se livra de ficar associado ao fracasso das duas campanhas socialistas, na Guarda e em Foz Côa, em que esteve envolvido como prestador de serviços de marketing político e eleitoral.

Quando falta um mês para irem às urnas, os militantes já foram avisados de que, para concorrer ou para votar, têm até hoje para pôr em dia as quotas do primeiro semestre de 2013. O mais provável é que uma parte significativa dos 198 inscritos no caderno eleitoral, onde constam ainda nomes que integraram ou apoiaram a lista independente «A Guarda Primeiro», entenda que, nas últimas eleições, acertou todas as contas com o Partido Socialista.

Álvaro Amaro formalizou ontem a distribuição de pelouros pelos membros da maioria PSD/CDS eleitos nas autárquicas de 29 de Setembro.

O novo presidente da Câmara da Guarda fica com a coordenação geral, a ligação com as freguesias, a gestão de fundos comunitários e a comunicação e o marketing. Álvaro Amaro será ainda o representante único da Câmara nos órgãos sociais da empresa municipal Culturguarda.

Ao vice-presidente caberá a representação na outra empresa municipal, a Guarda Cidade Desporto. Quanto a pelouros, Carlos Monteiro terá a cargo a administração geral, o planeamento económico e financeiro, a gestão de recursos humanos, o desporto e a juventude.

Ana Isabel Batista é a vereadora da acção social, da saúde e dos serviços veterinários.

Sérgio Costa é responsável pelas obras, ambiente e equipamentos municipais. Fica também com  a gestão dos serviços municipalizados.

A Vítor Amaral, o único vereador a tempo parcial, é entregue a responsabilidade da educação, da cultura e do turismo.

Haverá duas sessões mensais do executivo, nas segundas e quartas segundas-feiras de cada mês, deixando de ser cumprida a periodicidade quinzenal obrigatória.

A segunda sessão de cada mês terá um período aberto ao público.