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A coordenadora da Escola Carolina Beatriz Ângelo, na Guarda, terá sido ontem agredida por familiares de uma aluna do 7º ano. O caso ocorreu no interior do estabelecimento e levou a escola a chamar a PSP. David Gonçalves, director do agrupamento da Sé, ao qual pertence a escola, admite rever os critérios de entrada nas instalações.

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A Assembleia Municipal é o órgão máximo de um município, onde são debatidas e votadas as propostas do poder executivo (a Câmara Municipal). As sessões são públicas, qualquer cidadão pode assistir e, num período específico e mediante agendamento prévio, até intervir.

Os membros da assembleia representam os eleitores, por escolha directa (os eleitos nas listas das forças políticas concorrentes) ou indirecta (os presidentes de juntas de freguesia do concelho, que têm assento por inerência). Trata-se, pois, do parlamento local, onde têm voz aqueles a quem conferimos o mandato para tal.

A agenda de uma reunião ordinária divide-se em três partes: o período de antes da ordem do dia; a ordem de trabalhos; e a prestação de informações pelo Presidente da Câmara sobre a actividade do município desde a última sessão.

O período de antes a ordem do dia é o de âmbito mais geral: fazem-se as declarações políticas de circunstância, a bancada da maioria lê discursos previamente escritos a enfatizar os méritos do poder em funções e as bancadas da oposição cumprem o mesmo costume mas em sentido inverso, relevando os fracassos da governação local.

É nesta parte das sessões que se trata das pequenas e grandes causas de proximidade. E, por vezes, há debate acesso entre as partes. Outras vezes apenas registos de circunstância.

O tempo disponível depende da dimensão das bancadas. Mas o maior número de deputados não significa necessariamente maior capacidade de intervenção. Na sessão de ontem da Assembleia Municipal da Guarda, por exemplo, quando terminou o período de antes da ordem do dia já faltava tempo a umas bancadas mas sobrava a outras. O PSD, com 26 minutos disponíveis, tinha deixado por utilizar 4 minutos e 53 segundos. Ao CDS, com 5 minutos, restavam 2 minutos e 7 segundos. O PS quase não tinha intervindo: dos 23 minutos atribuídos, tinham-lhe sobrado 18 minutos e 30 segundos. Mas a CDU e o Bloco de Esquerda, com 2 minutos cada, já tinham esgotado os tempos.

As intervenções acrescentam também, por vezes, ironia e boa disposição. Em menos de dois minutos ilustramos aqui uma parte dessa vertente, na sessão de ontem. Para quem eventualmente venha a querer reagir dizendo que é um  "desrespeito pelo órgão", asseguramos desde já que não. Pelo contrário, é uma forma de motivar os cidadãos a assistirem às sessões da instituição onde se trata da gestão da cidade e do concelho. Porque também podem ser divertidas.

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A prestação de contas do município da Guarda referente ao primeiro semestre deste ano mostra uma redução de custos e do passivo, destacou hoje Álvaro Amaro na Assembleia Municipal. E a bancada do Partido Socialista ainda não apresentou o há meses anunciado estudo financeiro que viria contrariar os valores apurados pela auditoria externa conhecida em Abril. 

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O candidato pelo PS à Junta de Freguesia da Guarda nas últimas eleições autárquicas vai pedir a suspensão do lugar de membro da Assembleia de Freguesia, na sequência dos resultados das primárias de domingo no partido.

Cabral, o mais destacado apoiante de António José Seguro na Guarda, reconhece numa publicação que acaba de colocar na rede social Facebook que o agora cessante secretário-geral «teve uma influência decisiva para eu ter aceitado candidatar-me», facto que justifica agora a saída.

O antigo deputado, governador civil e presidente da federação distrital socialista também anuncia a renúncia a todos os cargos partidários, nomeadamente ao lugar na comissão política nacional do PS, para o qual tinha sido indicado por Seguro.

«Por enquanto mantenho tudo o que disse ao longo destes meses. O que elogiei a Seguro e o que critiquei a Costa. Embora o homem seja "o homem e a sua circunstância" eu não mudo de opinião do "dia para a noite"», refere, considerando que «os primeiros sinais que a união não passará de retórica já foram dados», sem precisar quais. Apenas adianta que «eu conheço bem, e por experiência própria, o "modus operandi" de muitos dos atores políticos que vão voltar ao pedestal».

Fernando Cabral diz que iniciará uma condição de militante «minimalista»: «Manterei as quotas do PS em dia e exercerei o meu direito de voto, quer internamente quer em eleições gerais». Não é uma desistência, diz, «é uma pausa».

Contactado pela Rádio, não quis prestar declarações.

 

A próximo edição do The Long Weekend deverá ser The Long Week. A Associação Comercial da Guarda pretende alargar o período de duração do evento do passado fim-de-semana. Mas também o espaço: a animação será alargada a mais ruas. E em vez de Setembro deverá realizar-se em Julho. São as ideias que resultam do balanço positivo que a organização faz da primeira edição. Entretanto, a associação diz estar já a planear um grande evento para este Natal.

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O deputado e presidente da comissão política distrital do PSD, Carlos Peixoto, garante que por princípio «repudio o paraquedismo», aludindo à possibilidade de a direcção nacional do partido indicar uma figura não escolhida pelos órgãos locais para vir a encabeçar a lista às próximas eleições legislativas. Mas ressalva que «nunca devemos dizer nunca», admitindo que «há circunstâncias que nós temos que equacionar e perceber quais são os prós e os contras».

«Não sou daqueles que se demitem se vier um paraquedista» mas «posso assegurar que me demito se vier um qualquer paraquedista», declara.

O actual deputado traça um perfil que encaixará na excepção: candidatos que não sejam de cá mas que tenham «uma grande experiência política e de vida e um saber acumulado que podem colocar ao serviço do distrito da Guarda».

Carlos Peixoto também não se compromete sobre a recondução de Ângela Guerra e João Prata, actuais colegas de bancada, que apoiaram Rui Ventura nas eleições para a distrital. Não é por isso que se podem considerar afastados das listas em 2015 mas o contrário também não está garantido. Para nenhum: «Tanto eles podem ser candidatos a deputados e eu não ser» como o contrário.

Na entrevista à Rádio, o dirigente distrital do PSD fala também das soluções que defende para o Hospital da Guarda e para o Instituto Politécnico. E diz que as contas com Álvaro Amaro, ao nível político e partidário, estão reciprocamente saldadas. 

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O secretário de Estado dos Transportes admite que a Linha da Beira Baixa só deverá reabrir na totalidade em 2020. Seis anos é o período estimado para corrigir o traçado e electrificar o troço entre a Guarda e a Covilhã, encerrado em 2009. Isto se houver recursos financeiros, ressalva. Ainda assim, reconhece que é mais importante esta obra do que um quilómetro que seja de TGV.

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