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O novo director-geral do Ensino Superior, João Queiroz, encara a nomeação como «um desafio interessante, quer para a carreira pessoal e profissional quer tendo em conta os desafios que o ensino superior em Portugal atravessa neste momento». O antigo reitor da Universidade da Beira Interior, que vive na Guarda, foi entrevistado hoje em directo na Edição Informativa das 8h30, onde fez as primeiras declarações públicas desde que foi nomeado. João Queiroz inicia funções na próxima Sexta-feira.

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O antigo reitor da Universidade da Beira Interior, João Queiroz, é o novo director-geral do Ensino Superior. A nomeação surge depois de o anterior titular do cargo, Vítor Magriço, ter apresentado a demissão ao ministro da Educação, Nuno Crato.

João Queiroz, que vive na Guarda, é licenciado em Bioquímica pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, mestre em Biotecnologia pelo Instituto Superior Técnico e doutorado em Química pela Universidade da Beira Interior. Na UBI foi fundador e primeiro presidente da Faculdade de Ciências da Saúde e reitor da Universidade entre 2009 e 2013.

A nomeação como director-geral do Ensino Superior  tem efeitos a partir de 21 de Novembro e é em regime de comissão de serviço pelo período de cinco anos.

Colaborador da Rádio Altitude (faz parte do painel do programa «O Mundo Aqui»), João Queiroz integrou também a comissão organizadora do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, nas comemorações nacionais  que este ano decorreram na Guarda.

Quando se concretizarem os contratos-promessa ontem assinados em sessão pública, a Plataforma Logística de Iniciativa Empresarial da Guarda receberá sete investimentos no valor global de dois milhões de euros que deverão criar, de início, trinta postos de trabalho.

Há empresas que apenas ampliam o espaço que já ocupam e outras que se mudam para aquela área empresarial. Mas há também apostas vindas do exterior, nomedamente por parte de uma empresza de Beja e outra de Ovar, que querem instalar centros logísticos na Guarda.

O presidente da Câmara, Álvaro Amaro, garante que novos investimentos estão em negociação.

Entretanto, a forma de resolver o impasse com a sociedade da PLIE (que também é detida por privados), passará pela insolvência. Outra entidade assumirá depois os activos e iniciará um novo modelo de gestão. É a solução possível «contra o desleixo», afirma o autarca.

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A nova Ministra da Administração Interna, Anabela Rodrigues, já orientou cursos da área da cooperação judiciária promovidos na Guarda pelo Centro de Estudos Ibéricos (CEI) e, enquanto directora da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, fez parte da estrutura de coordenação científica dos ciclos de formação "O Direito e a Cooperação Ibérica", organizados anualmente pelo CEI (associação transfronteiriça formada pela Câmara Municipal da Guarda, pelas universidades de Coimbra e Salamanca e pelo Instituto Politécnico da Guarda).

Indicada hoje para substituir Miguel Macedo, a nova titular da Administração Interna é penalista, professora catedrática da Universidade de Coimbra e membro do Conselho Superior de Magistratura.

Anabela Rodrigues foi também diretora do Centro de Estudos Judiciários entre 2004 e 2009 e presidiu à comissão de reforma do sistema de execução de penas. 

 

O ciclista David Rodrigues quer criar uma escola da modalidade na Guarda, considerando que a região tem condições únicas para esta prática. Para já, é apenas um sonho, para o qual espera conseguir apoios. Revelações numa grande entrevista que deu à Rádio, este fim-de-semana.

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Dez funcionários do Centro Distrital da Guarda da Segurança Social estão entre os 662 que estes serviços vão enviar, em todo o país, para o regime de requalificação e mobilidade. Sete são assistentes operacionais e três são educadores. Foram notificados por correio electrónico, sem que qualquer dirigente lhes tivesse comunicado frontalmente a decisão. O Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública receia que esta seja uma via para o despedimento.

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Consultando as notícias de há uma década, verifica-se que as obras de requalificação da Praça Velha (nome pelo qual ainda é conhecida a Praça Luís de Camões, no centro histórico da Guarda) ficaram marcadas por dois contextos: enormes discussões sobre alternativas ao estacionamento, antes de iniciadas as obras; e, depois, o longo atraso na conclusão dos trabalhos, que se arrastariam por mais de três anos.

A praça principal da cidade, fronteira à Sé, é assim o resultado de uma intervenção que partiu da percepção geral de que era necessário fazer alguma coisa naquele espaço mas na qual, agora, quase ninguém se revê.

Este sentimento não supreende o autor do projecto, o arquitecto Camilo Cortesão, que já tinha feito trabalhos marcantes para os centros históricos de Guimarães e do Porto.

Entrevistado esta semana pela Rádio, o arquitecto nortenho considera, à distância de uma década, que a Câmara da Guarda tomou em relação à requalificação da 'sala de visitas' da cidade uma atitude de passividade, de quem não sabia muito bem o que fazer com o espaço e tomava decisões por sugestão, com pouca convicção e nenhuma vontade de as explicar.

«O que faltou foi uma discussão mais aberta e mais profunda depois da execução» da obra, diz Camilo Cortesão. Quando assim é, «quem ganha é o preconceito».

O projectista afirma que não existiu uma linha orientadora e que a promotora da obra (a autarquia através da sociedade Polis), decidia em função do desejo de agradar a todos. É má política, garante o arquitecto: «Fazer obras contra a vontade de toda a gente é fazê-las em perda; mas fazê-las a favor da vontade de toda a gente é fazer uma porcaria. É preciso saber gerir entre estas vontades». 

«Faz parte da obrigação quer dos projectistas dos promotores serem o mais abertos possível e promoverem o debate, ainda que corram o risco de que o resultado seja que a obra não se faça», diz mesmo. Porque numa intervenção daquela dimensão «ou se conquista as pessoas para a mudança e nessa altura é possível fazer alguma coisa de novo ou não se conquista e mais vale não fazer».

Camilo Cortesão faz assim um balanço extremamente duro do resultado da intervenção que assinou, numa entrevista que abre na Rádio uma semana informativa na qual queremos levantar a discussão sobre o futuro da Praça Velha e da Rua do Comércio.

Este vai ser o tema do Fórum Altitude, na quarta-feira, dia 19, a partir das 11h00.

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