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O presidente do Instituto Politécnico da Guarda foi mandatado pelo conselho geral, reunido na passada sexta-feira, para «procurar saber qual é a posição da Universidade da Beira Interior para encontrar soluções que satisfaçam todas as partes». Está, assim, aberta a possibilidade de uma integração do IPG na UBI, um dos cenários possíveis para a articulação entre instituições de ensino superior, que o governo quer definir até ao final do corrente ano. A aproximação à UBI é a solução que mais agrada a Constantino Rei, para quem «o pior seria ficar tudo na mesma».

O comando e o corpo activo dos Bombeiros Voluntários da Guarda decidiram não participar nas cerimónias do Dia da Cidade, no feriado municipal do próximo dia 27. Fazem-no em protesto pelo facto de a Câmara não ter incluído, no plano de pagamentos do PAEL, a dívida para com a corporação, que ultrapassa os 200 mil euros.

Semelhante atitude tinha tomada nas comemorações do 25 de Abril, quando os bombeiros recusaram prestar a tradicional guarda de honra na cerimónia do hastear da bandeira.

O novo presidente da Câmara deu hoje a conhecer a decisão na primeira sessão pública do mandato, onde lamentou a posição que lhe foi transmitida numa reunião. Álvaro Amaro reclamara que «o passado é o passado, mas gostaria imenso que no presente pelo menos me dessem o benefício da dúvida» 

Também o vereador do Partido Socialista, José Igreja, considerou que «esta Câmara Municipal não tem culpa, ainda, das dívidas que a anterior deixou», lembrando que o actual executivo tomou posse há pouco mais de um mês. Igreja acha que «é necessário, para a bem da Guarda, que os bombeiros e a Câmara se entendam».

Já há empresários contactados pela Câmara para o possível investimento no Hotel de Turismo da Guarda, cujo proprietário, o Turismo de Portugal, está aberto «a qualquer solução», mesmo a da venda a operadores privados. A revelação foi feita à Rádio por Pedro Machado, presidente do Turismo do Centro, à margem de um seminário sobre o financiamento da actividade turística, que decorreu na Guarda.

«Houve uma reunião [do presidente da Câmara] com empresários e estamos a trabalhar nesse processo», refere o responsável, que reconhece ser este um processo «bastante caro à Guarda, ao presidente da Câmara e no fundo a toda a região Centro».

A venda do imóvel, adquirido em Maio de 2011 pelo Turismo de Portugal com vista à requalificação e à instalação de uma escola de hotelaria (projecto entretanto abandonado pelo actual governo) «é uma das opções que pode estar em cima da mesa», confirma Pedro Machado, que refere a necessidade de obter um equilíbrio entre «uma forma que não venha a prejudicar o erário público» e «fomentar o desenvolvimento económico para a cidade e para a região».

O presidente da Câmara Municipal da Guarda, Álvaro Amaro, anunciou no mesmo seminário que a autarquia vai realizar, na cidade, em «finais de Abril, princípios de Maio» de 2014, a primeira Feira Ibérica de Turismo.
 
«É este o calendário que acabámos de decidir, justamente para haver a menor concorrência com outras feiras que já decorrem», referiu Álvaro Amaro na sua intervenção escutada por mais de 150 empresários, operadores turísticos e estudantes do ensino superior da região.
 
Segundo o presidente da Câmara Municipal, o evento será realizado «bem» e com «profissionalismo», para que a Guarda afirme a nova «marca ligada ao turismo». Na sua intervenção reconheceu que o turismo faz parte da «opção estratégica» do concelho, que assenta em dois vectores fundamentais: «aumentar o poder de atracção e estimular a economia local».

O até agora único militante a manifestar publicamente a intenção de concorrer às eleições para a concelhia da Guarda do PS diz que «os partidos têm que ter a consciência de que as pessoas e a sociedade são mais fortes do que eles» e devem estar abertos a que «a sociedade possa integrar os próprios partidos e possa contribuir».

João Pedro Borges considera que esta é a lição que o partido deve retirar dos mais recentes acontecimentos, nomeadamente da derrota nas autárquicas. É necessário que o PS defenda «muito mais do que os seus próprios interesses internos».

O empresário de marketing e eventos confirma que «gostaria muito se ser candidato para unir o partido». E embora a apresentação de uma lista única não seja uma condição, admite que «gostava que assim fosse». Até pelo universo formal do PS na Guarda: «Falamos de um partido que tem pouco mais de cem militantes com capacidade eleitoral», um número «extremanente reduzido» face ao peso na política local.

As eleições estão marcadas para 6 de Dezembro. O mandato da concelhia acompanhará o autárquico, de quatro anos.

A PSP foi chamada esta manhã à escola básica do Espírito Santo, na Guarda, na sequência de actos de vandalismo de terão ocorrido durante a madrugada. Os intrusos cortaram a rede de vedação, nas traseiras do edifício, partiram vidros e espalharam-nos pelo pátio, juntamente com lixo.

Os prejuízos foram mínimos, em comparação com outros episódios que ocorreram quase sempre ao fim-de-semana.

Filomena Santos, da direcção do Agrupamento de Escolas Afonso de Albuquerque (ao qual pertence este estabelecimento de ensino básico), pede um reforço das estruturas de segurança em todo perímetro e mais policiamento, nesta e noutras escolas.

O grupo Luís Simões pondera criar uma base de operações na Plataforma Logística da Guarda, depois do abandono de um projecto no qual fez parte da sociedade fundadora.

O desinteresse daquele que é um dos maiores operadores logísticos ibéricos deveu-se na altura ao atraso na concretização da PLIE, que levou o grupo Luís Simões a concentrar recursos numa plataforma logística própria, no Carregado.

Mas os responsáveis da empresa voltam a perspectivar a instalação na Guarda, pela proximidade da fronteira e pelo cruzamento de auto-estradas. Foi esse interesse que manifestaram há dias à Câmara.

Pedro Tavares, presidente do NERGA, refere que tem acompanhado o processo e destaca a rapidez de resposta na autarquia, que terá recebido os empresários no próprio dia em que solicitaram um encontro.

A Luís Simões e a Câmara prosseguem agora as negociações, enquanto o próprio Núcleo Empresarial assegura, segundo revela Pedro Tavares, que os primeiros camiões usem provisoriamente as instalações do NERGA no parque industrial. Isto porque a PLIE não dispõe ainda de segurança nem espaços vedados.

O até esta manhã director do Teatro Municipal da Guarda, demitido [ver notícia anterior aqui] pelo presidente da Câmara por convocar uma conferência de imprensa onde pretendia esclarecer o processo de contratação do espectáculo de Cristina Branco para o Dia da Cidade [na sequência da decisão tomada na sessão da passada segunda-feira], manteve, mesmo assim, o encontro com os jornalistas, no qual considerou que Álvaro Amaro não está «suficientemente informado nem acerca da importância de uma obra como esta, nem da empresa Culturguarda e muito menos da pessoa de Américo Rodrigues».

O programador cultural, que é quadro da autarquia, lamenta que o presidente da Câmara tenha o tenha encarado com «uma atitude de irrelevância total», para a qual só encontra uma explicação: «como o senhor Presidente não é da Guarda e não faz vida aqui na Guarda, não sabe da importância que eu terei tido na área da Cultura na Guarda». Só isso justificará, na sua opinião, «que me tenha tratado da forma como me tratou».

Américo Rodrigues desafia Álvaro Amaro na legalidade da decisão, ao considerar que «o senhor Presidente não me pode demitir por telefone» e que apenas o fez «para poder dizer quem manda», pois «quem nomeia e demite o director artístico é o conselho de administração». Mas aguarda pela formalização da decisão para se apresentar na Câmara, onde é funcionário. Depois «vou à secção de pessoal a dizer 'estou aqui, fui despedido dali' e, portanto, digam-me...», ironiza, ao mesmo tempo que se questiona: «não sei se o senhor Presidente sabe que eu sou funcionário da Câmara».

Sobre a conferência de imprensa, refere que se limitou a dar conhecimento ao conselho de administração. Mas reconhece que omitiu, nessa comunicação, o que anunciou no convite aos jornalistas acerca da disponibilização de documentos. Em todo o caso lembra que «sempre convoquei conferências de imprensa, desde há oito anos, e realizei-as. Faz parte das minhas atribuições». Por isso declara não entender que tenha cometido «um acto de deslealdade».

Em relação ao espectáculo de 27 de Novembro, Américo Rodrigues acusa Álvaro Amaro de não ter querido esclarecer a opinião pública, após a sessão da Câmara, «optando nalguns casos ironizar, noutros casos por evasivas e noutros por dizer que nem conhecia bem o processo». 

«Um presidente de câmara, se não sabe, deve informar-se», considera o ex-director do TMG. Mas este nem seria o caso, uma vez que «o senhor presidente da Câmara estava devidamente informado do processo e vários colaboradores dele também estavam esclarecidos acerca deste assunto».

Américo Rodrigues nega que a redução de custos com o espectáculo de Cristina Branco seja significativa, uma vez que «as despesas de alojamento e alimentação mantêm-se». A Câmara poupa apenas nos serviços que a Culturguarda lhe cobraria: «são despesas de produção, como a cedência do grande auditório, da equipa técnica, do material técnico e da divulgação». Custos que estariam contidos na diferença para os cerca de 11 mil euros contratados pela autarquia à empresa em Julho mas que não justificariam «esta confusão toda».

O programador acha que a Câmara ainda tem perdas, como a de «uma exposição na opinião pública negativa» e a «da demissão de um director artístico com oito anos». Por isso deixa o desafio para que se faça «uma análise do ponto de vista político».