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A Fundação João Bento Raimundo fez uma doação à Unidade Local de Saúde da Guarda de 50 equipamentos de protecção individual que se destinam a médicos e a outros elementos envolvidos no combate à Covid-19. São equipamentos completos, que incluem fatos e máscaras, e que a fundação com sede na Guarda angariou junto de fornecedores ou adquiriu directamente.

O negócio da restauração começou a sentir os efeitos da pandemia ainda antes das medidas decretadas ao abrigo do estado de emergência. Para além dos restaurantes há outros empresários que têm negócios de maior escala e vivem sobretudo de eventos como festas de empresas, casamentos e batizados. São grandes salões onde se juntam centenas de pessoas, como acontece habitualmente às portas da Guarda, em  Maçainhas, na Quinta de Santo António. O proprietário, António Machado, diz que está tudo cancelado até ao final de Abril.

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Uma semana depois de lhe terem sido retirados os pelouros e a confiança política pelo presidente da Câmara da Guarda, o agora ex-vice-presidente vem a público tomar posição acerca do assunto. Sérgio Costa desfaz as dúvidas: vai continuar no executivo municipal, agora como vereador sem pelouros. E adianta que votará colocando sempre em primeiro plano «os interesses da Guarda».

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O Hospital da Guarda prepara-se para o eventual aumento do número de casosde infectados por Covid-19. Com cinco análises positivas até ontem ao fim da tarde (das 33 realizados no Laboratório de Patologia Clínica da ULS, tendo havido 28 resultados negativos no mesmo período) e quatro internados na zona de isolamento (incluindo, pela primeira vez, um residente na cidade), a unidade de referência no tratamento da doença para a zona Centro avança com a fase seguinte do plano, tendo em conta a possibilidade de cadeias de contágio e o facto de a propagação do coronavírus poder estar a entrar numa fase intensa.

O Hospital Sousa Martins vai ser dividido em duas áreas: uma para a Covid-19 e outra para as restantes doenças.  E isto só é possível graças à dispersão dispersão por três grandes pavilhões.

Ou seja: a maior vulnerabilidade deste hospital centenário (a sucessiva abertura de novos blocos, em 1952, em 1998 e em 2014), poderá revelar-se, agora, útil para a contenção de uma pandemia.

Mesmo o facto de não ter começado a equalificação do chamado Pavilhão 5 (o de 1998) revela-se agora, ironicamente, uma vantagem: o encerramento para obras tornaria mais difícil a concretização deste plano de contingência.

Todo o primeiro piso do pavilhão novo (o de 2014), incluindo blocos operatórios e zonas de internamento, passa a estar de reserva para receber suspeitos ou confirmados de infecção por coronavírus, conforme refere a Unidade Local de Saúde em comunicado.

No rés-do-chão e na cave os serviços que lá funcionam (desde logo a Urgência) vão permanecer no mesmo local.

Só os doentes de outras valências vão passar para os edifícios antigos, havendo por isso mudanças na localização das especialidades: o Serviço de Ortopedia passa a ocupar as instalações da Cardiologia; o Serviço de Cardiologia vai para o piso de Medicina Interna; o Serviço de Cirurgia para as instalações da Ginecologia; o Serviço de Ginecologia passa a partilhar um espaço no Serviço de Obstetricia; o Serviço de Pneumologia fica nas instalações onde actualmente se encontra (também provisoriamente) o internamento de Psiquiatria; a Urgência Pediátrica vai para onde está a Consulta Externa de Psiquiatra; e a Consulta Externa de Psiquiatria é que passa para a zona das Consultas Externas do pavilhão novo.

O Bloco Operatório do Pavilhão 5 é, assim, reactivado para circurgias de doentes não infectados pelo coronavírus.

São mudanças que tiveram início durante a noite e vão ocorrer faseadamente atá ao final da semana.

A Urgência Pediátrica começa a funcionar no novo local a partir das 13 horas desta quarta-feira, com entrada preferencial pelo lado do Parque da Saúde.

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 É da Guarda, tem 22 anos, estuda Ciências Farmacêuticas e está actualmente na Polónia, ao abrigo do programa de mobilidade académica Erasmus. Lucas Chambel, que integra o painel de comentadores da Rádio, testemunhou esta tarde a situação que se vive naquele país do leste europeu, que foi dos primeiros a fechar as fronteiras para conter a pandemia de Covid-19. O jovem guardense está de quarentena na cidade de Cracóvia  e relata que não estão a ser dias fáceis, longe da família e de Portugal. Espera regressar o mais rapidamente possível e tem estado em contacto com a Embaixada, mas nesta altura não lhe é dada nenhuma certeza. Isolado no dormitório, Lucas Chambel vai passando o tempo como pode, mantendo-se em contacto com a Guarda e com os familiares. O estudante de Ciências Farmacêuticas afirma que a situação em Portugal é, neste momento, mais grave do que na Polónia mas admite que o nosso país saberá lidar melhor com o problema.

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O primeiro caso de um residente na Guarda infetado com com o novo coronavírus está entre os cinco testes positivos, dos 33 realizados nas últimas 24 horas no Laboratório de Patologia Clínica da Unidade Local de Saúde. Mas no mesmo período houve 28 resultados negativos.

O paciente que vive na cidade encontra-se agora internado na área de isolamento criada no bloco novo do Hospital Sousa Martins, juntamente com outros três infetados pelo SARS-CoV-2.

O quinto caso diagnoisticado neste hospital está internado no Centro Hospitalar do Baixo Vouga, em Aveiro.

Segundo a ULS, desde o princípio do mês foram feitos 89 testes neste laboratório.

O Hospital da Guarda é a unidade de referência para a região Centro, no tratamento de casos de Covid-19.

Informar, conhecer, debater, perguntar e esclarecer: uma missão mais importante em tempos de pandemia. No momento em que epicentro da propagação do novo coronavírus SARS-CoV-2 se instala na Europa, a Rádio local que tem horizonte global foi ao outro lado do mundo saber como é que tudo foi feito (e continua a ser feito) para que um território onde o português é língua oficial seja considerado um exemplo de boas práticas no combate à Covid-19. Em Macau houve 10 casos, nenhum grave e todos recuperados. E a contagem de mais de 40 dias sem nenhuma situação nova só foi interrompida ontem, quando o 11º primeiro caso positivo foi identificado: o de uma cidadã coreana, residente em Macau, que regressava de férias com o namorado português, num voo proveniente do Porto com escala no Dubai. O pormenor desta informação é logo, todo ele, um detalhe: de imediato as autoridades tornaram público o circuito e até o número de assento que a paciente ocupara no avião, apelando a todos os passageiros para que entrem em contacto com um centro de coordenação. Este é o procedimento, no território que foi administrado por Portugal até há 20 anos, que faz parte de um forte plano de intervenção, posto em prática logo que surgiu o primeiro caso, em Janeiro. Numa entrevista à Rádio, o director do canal português da Televisão de Macau, João Francisco Pinto, ajuda-nos a compreender como autoridades e população enfrenteram o problema. Com raízes familiares no distrito da Guarda, o jornalista fala da «mensagem clara» do Governo de Macau e explica os sucessivos níveis de alerta e decisão. E há lições que Portugal ainda pode aproveitar, refere.

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