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Nas eleições para a federação distrital da Guarda do Partido Socialista o resultado, antes de o ser, já o era: José Albano Marques, candidato único, foi reeleito para o cargo que ocupa desde 2008. Mas a estrutura organizadora do acto eleitoral e do próximo congresso federativo, presidida como nos últimos anos por António Carlos Santos, não fornece qualquer dos dados solicitados pela Rádio desde o fecho das urnas, às 22 horas desta sexta-feira.

Não é conhecido, concretamente, o número total de eleitores e o número de votos em cada um dos 14 concelhos. Tudo o que se sabe é que José Albano teve «95 por cento dos votos», informação que foi avançada pelo próprio, sem mais dados, alegando que «ainda não dispunha» de outros elementos.

Já depois da meia-noite António Carlos Santos justificava-se à Rádio que os números ainda estavam «a ser tratados», à medida que chegavam «por email e por sms», faltando àquela hora apurar, alegava, o resultado no concelho de Vila Nova de Foz-Côa.

Foi feito um último pedido, passava da uma da manhã, para que os dados fossem disponibilizados. O presidente da Comissão Organizadora prometeu enviá-los tão rápido quanto possível.

António José Seguro, que é militante na concelhia da Guarda, terá contribuído para os «95 por cento dos votos» referidos por José Albano Marques, a não ser que tenha votado em branco ou nulo. O secretário-geral desta vez compareceu a uma eleição interna, em contraste com as ausências nas directas para a escolha do candidato socialista à Câmara da Guarda, em Dezembro de 2012, e na eleição, um ano depois, dos primeiros órgãos concelhios após a pesada e histórica derrota do PS nas autárquicas.

Seguro permanece no distrito este sábado, podendo assim sentir-se em terreno favorável depois de um primeiro dia de eleições federativas em que alguns apoiantes seus sofreram significativas derrotas.

Na federação de Lisboa a votação na lista de Marcos  Perestrello, ligado a António Costa, chegou os 81% contra os 18% de António Galamba, um dos membros da direcção nacional de António José Seguro e o mesmo que, há um ano, o secretário-geral “destacou” para a Guarda para acompanhar a campanha eleitoral autárquica e tentar conter os danos na candidatura socialista.

Em Setúbal, a deputada socialista Ana Catarina Mendes, apoiante de António Costa, venceu também as eleições para a federação do PS, com 55% dos votos contra 45% de Madalena Alves Pereira, apoiante de António José Seguro.

Em Leiria, José Miguel Medeiros, também apoiante de Costa, ganhou por curta margem a António Sales, alinhado com Seguro.

Na Federação Regional do Oeste do PS, a vitória foi para o presidente da câmara de Torres Vedras, Carlos Miguel, apoiante de António Costa. Teve 62,5% dos votos, contra 37,5% de José Tomé, que não apoia formalmente nenhuma candidato nas primárias do próximo dia 28.

Em Aveiro, Pedro Nuno Santos, que está com António Costa, obteve 78% dos votos, contra 22% de Gonçalo Fonseca, apoiante de Seguro.

Neste primeiro dia António José Seguro pôde felicitar, pela vitória, os apoiantes Mota Andrade (que ganhou em Bragança, com 61%, contra Berta Nunes, que está com António Costa), e José Carpinteira, que venceu as eleições para a federação distrital do PS de Viana do Castelo com 56 % por votos. Mas naquele distrito o adversário, Jorge Fão, também é apoiante do actual secretário-geral.

Este sábado há eleições no Algarve, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Vila Real, Viseu e Porto.

António José Seguro participa, ao fim do dia, num convívio de militantes do distrito da Guarda, nas piscinas da aldeia histórica de Castelo Rodrigo.

Espera-se que a essa hora o PS já tenha divulgado os resultados globais e em cada concelho, como todas as federações fizeram. Senão, o encontro será apenas uma celebração dos «95 por cento dos votos» obtidos pelo apoiante José Albano Marques, numa eleição a que concorreu sozinho.

 

Poucos dias depois do incêndio que consumiu cerca de dois mil hectares de floresta, mato e terrenos de cultivo no concelho de Almeida, o presidente da Câmara, Baptista Ribeiro, defende que os proprietários que não façam a limpeza de mato em redor de edifícios sejam alvo de penalização «implacável».

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São cinco os presidentes das concelhias do PS do distrito da Guarda (num universo de catorze) que manifestam publicamente o apoio a António Costa para a liderança do partido e figuram na lista hoje divulgada, que dá conta de uma maioria de dirigentes máximos concelhios, a nível nacional, que estará ao lado do autarca de Lisboa: 180 em 308.

João Pedro Borges (Guarda), Carlos Costa (Gouveia), Rui Carvalho (Manteigas), Eduardo Pinto (Trancoso) e Cláudio Rebelo (Meda) são os indicados como apoiantes de António Costa.

No distrito vizinho de Castelo Branco, seis dos onze presidentes das concelhias também estão com este candidato. Concretamente os dirigentes das estruturas locais de Castelo Branco, Fundão, Proença-a-Nova, Sertã, Vila de Rei e Vila Velha de Ródão.

O distrito da Guarda é onde o adversário de António Costa, e actual secretário-geral, António José Seguro, mantém a filiação partidária desde que aqui foi eleito deputado e presidente da federação.

A actual estrutura distrital tem por isso estado activamente empenhada em conseguir um simbólico resultado expressivo para Seguro, nas primárias do próximo dia 28. E o secretário-geral tem recompensado esse esforço. No domingo passado inaugurou as obras de remodelação da sede distrital na Guarda. E tudo indica que esta sexta-feira venha votar nas eleições para os novos órgãos da federação, às quais o actual presidente, José Albano, concorre como candidato único.

A confirmar-se a presença de António José Seguro, será a primeira vez em dois anos que vota em eleições internas na estrutura onde é militante. Em Dezembro de 2012 faltou às directas para a escolha do candidato socialista à Câmara da Guarda (ao abrigo dos estatutos que tinha criado logo que chegou à liderança do PS) e, um ano depois, também não compareceu na eleição da primeira comissão política concelhia após a pesada derrota do partido nas autárquicas, uma ausência na altura muito criticada nos meios socialistas locais.

Agora deverá votar na reeleição de José Albano e, para este sábado, tem já anunciada a presença num convívio distrital de militantes, nas piscinas de Castelo Rodrigo.

Os dois incêndios no concelho de Seia destruíram 500 hectares de mato e floresta. O presidente da Câmara, Filipe Camelo, afirma que são grandes os prejuízos para o turismo e para a economia.

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Apesar de se encontrar entre as autarquias em situação de ruptura financeira, o que deverá obrigar à adesão ao Fundo de Apoio Municipal, a Câmara Municipal de Celorico da Beira garante que não dará nenhum passo nesse sentido sem ter, antes, a resposta ao pedido de acesso ao anterior plano de auxílio, o Programa de Apoio à Economia Local. A candidatura foi apresentada há cerca de dois anos e solicitava um empréstimo de sete milhões de euros para pagamento de dívidas de curto prazo.

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O Bloco de Esquerda da Guarda vai pedir ao grupo parlamentar na Assembleia da República para questionar o Governo sobre o futuro dos 34 trabalhadores despedidos da empresa municipal de Figueira de Castelo Rodrigo. O partido alega que a decisão da autarquia aumentará «a crise social no concelho».

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Apesar do apoio expresso da federação da Guarda e do envolvimento da estrutura dirigente distrital na campanha de António José Seguro para as eleições primárias de 28 de Setembro, o actual secretário-geral do PS, que é militante inscrito na secção da Guarda, não faz o pleno entre os presidentes de câmara socialistas do distrito. Manuel Fonseca, de Fornos de Algodres, está entre os autarcas que hoje deram a conhecer o apoio a António Costa na disputa pela liderança nacional do partido. No distrito de Castelo Branco são quatro os presidentes de câmara de apoiam o colega de Lisboa, incluindo Luís Correia, de Castelo Branco, e Vítor Pereira, da Covilhã.

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