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O presidente do Insituto Politécnico da Guarda, Constantino Rei, defendeu esta quinta-feira, na sessão solene de abertura do ano lectivo, que a intenção de agregar ou fundir o IPG na Universidade da Beira Interior é «um passo em frente» que a instituição deve dar neste momento. A Guarda não pode ficar à espera que o governo decida, justificou, considerando que «não faz sentido manter as coisas como estão».

O novo presidente da Associação Académica da Guarda, Sérgio Machado, defende a continuidade do Instituto Politécnico no actual modelo e opõe-se a qualquer forma de agregação na Universidade da Beira Interior.«Perdemos mais do que ganhamos», disse o dirigente estudantil à margem da cerimónia da tomada de posse, esta semana. Sérgio Machado referiu que é necessário defender o actual perfil do IPG, entre outras razões porque «a Guarda pode perder cursos bastante bons, que nos orgulham por esse país fora».

O quinto aniversário do Comando Territorial da Guarda da GNR foi assinalado esta segunda-feira com um debate sobre o policiamento de proximidade, que contou com a participação da Guardia Civil de Salamanca. Os desafios que se colocam às forças de segurança dos dois países são comuns, em especial nas zonas de fonteira: ao ciclo de recessão e austeridade que se vive tanto em Portugal como em Espanha acresce o despovoamento do interior raiano. A assistência a populações idosas e isoladas está na primeira linha das preocupações tanto da Guarda Nacional Republicana como da Guardia Civil mas, neste aspecto, a experiência espanhola pode inspirar uma solução para a gestão dos meios em Portugal. A Guarda Civil deixou de assegurar, nos postos rurais, o atendimento presencial contínuo, preferindo mobilizar os agentes para o contacto directo através de patrulhas. Os casos apresentados pelo comandante Antonio Diaz inspiram o homólogo José Coelho Gomes a estudar uma solução idêntica. «A mais valia de alguma redução do horário de abertura dos postos é fazer uma patrulha de proximidade junto das populações», diz o comandante territorial da GNR.

A Polícia Judiciária abre, em média, uma nova investigação por dia motivada por suspeitas de abusos sexuais com origem na Internet. A inspectora Rita Capelo revela que na área de actuação do Departamento de Investigação Criminal da Guarda «temos tido bastantes situações e cada vez mais a Internet é utilizada para esse contacto». As redes sociais são o veículo mais habitual dos predadores sexuais, o que leva a polícia a alertar para os riscos da utilização destes recursos por crianças e adolescentes sem monitorização parental. Rita Capelo e Alexandre Branco, inspectores da PJ da Guarda, deram exemplos durante o recente encontro "A Internet espia-nos", promovido pelo Instituto Politécnico da Guarda.

O director-geral da Coficab Portugal, empresa que acaba de ser galardoada com o Prémio COTEC de Inovação, diz que é urgente a Guarda partir à procura de empresários e investidores, porque «podemos ter a certeza de que eles não virão bater-nos à porta». João Cardoso defende a especialização industrital da cidade, tirando proveito da experiência acumulada ao longo de décadas no sector automóvel.

A Coficab, que tem toda a base de operações (desde a investigação à produção) em Vale de Estrela, emprega cerca de 400 trabalhadores e espera atingir este ano um volume de negócios de 80 milhões de euros. Toda a produção, na área da cablagem para a indústria automóvel, é exportada.

O novo presidente da Câmara quer encontrar um santo padroeiro para a Guarda. Por devoção, estratégia de marketing ou desejo de romaria, Álvaro Amaro anunciou esta quarta-feira, durante a sessão solene do Dia da Cidade, que a autarquia vai, em conjunto com a diocese, tentar identificar o orago da Guarda.

Vai ser «a própria equipa» a assegurar a direcção artística e financeira do Teatro Municipal da Guarda, revelou ontem o presidente da Câmara durante a sessão do executivo. Questionado sobre o afastamento de Américo Rodrigues do cargo de director, Álvaro Amaro esclareceu que «as pessoas que já se ocupavam da parte artística» vão continuar «a desempenhar essa função», o mesmo acontecendo com a gestão financeira. Haverá assim «uma colegialidade» na condução do teatro, em articulação com os órgãos de administração da empresa municipal Culturguarda e com o vereador do pelouro da Cultura.

É neste novo modelo que se prepara a programação para 2014, embora Álvaro Amaro ressalve que ela estará «condicionada às directrizes financeiras», que ficarão definidas após a conclusão da auditoria que está a decorrer às contas do município. Até lá «não posso transmitir quaisquer orientações porque não conhecemos a real situação financeira». 

No entanto, o presidente da Câmara assegura que «vai haver uma programação» mas a custos menos elevados. «Queremos que decorra, mas que decorra também de uma cooperação muito grande com as instituições», refere, sublinhando que foi isso «que eu prometi aos guardenses». Mas não quis adiantar mais sobre o modelo de programação.

Sobre a saída de Américo Rodrigues, o autarca classificou-o como «um acto de gestão». «São decisões dos órgãos próprios e do mais alto responsável», disse, referindo que segue uma prática de «todo o respeito por todas as pessoas e pela valia de todos» mas que «todos têm quer respeitar aquela que é a última instância, que foi a que o povo eleveu». Álvaro Amaro considera que tomou a decisão que «tinha que tomar» face «a determinadas circunstâncias».

O afastamento de Américo Rodrigues [recordar notícia aqui] surgiu na sequência da convocatória de uma conferência de imprensa [ver aqui], em que o então director do TMG pretendia esclarecer o processo de contratação à Culturguarda [ver aqui] do espectáculo do Dia da Cidade.

José Igreja, vereador do PS, considerou ontem, na mesma sessão do executivo, que «ninguém é insubstituível» mas que Américo Rodrigues «teria merecido o direito de audição», uma vez que foi demitido por Álvaro Amaro «sem saber o que [o director do TMG] iria dizer na conferência de imprensa».

O vereador reconhece que o presidente da Câmara tomou «claramente uma decisão própria e é responsável por ela». «Se eu fosse presidente da Câmara não teria agido desta maneira mas só temos que respeitar», disse José Igreja, que agora ficará «serenamente a aguardar» pela definição do futuro do TMG.