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A CDU é a quinta força politica no distrito e acabou por baixar votação comparativamente a 2015. Apesar disso, o cabeça de lista pelo círculo da Guarda, André Santos, não atira a toalha e diz que os comunistas vão continuar a bater-se pelos interesses do distrito.

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Do lado do CDS, o cabeça de lista pela Guarda e líder da distrital assumiu a derrota. Numa primeira reacção, Henrique Monteiro começou por felicitar o Partido Socialista pela vitória e realçou , pela negativa, os números da abstenção, que podem ajudar a explicar os resultados, bem como o surgimento de novos partidos na área da direita. Sobre o futuro do partido após a saída de Assunção Critas, o candidato está convencido de que o partido irá encontrar soluções para continuar um trabalho que diz ser indispensável à democracia portuguesa.

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A noite eleitoral confirmou o Bloco de Esquerda como terceira força política nacional, o que também viria a acontecer no distrito. O cabeça de lista pela Guarda não conseguiu ser eleito mas isso não diminui a sensação de vitória. Jorge Mendes diz que o partido acabou por alcançar os principais objectivos, ao ter 7,81% no distrito, 10,77% no concelho da Guarda e, sobretudo, 12,1% na freguesia urbana.

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Álvaro Amaro nada teve a ter a ver com a derrota do PSD no concelho e no distrito da Guarda. Pelo menos nas justificações dos dirigentes, que passaram ao lado do facto de a lista (e toda a estrutura de campanha) ter elementos muito ligados ao agora deputado europeu e de estas terem sido as primeiras eleições após a renúncia do ex-presidente da Câmara da Guarda, a meio do mandato para o qual o concelho lhe havia dado a maior votação de sempre: mais de 61 por cento e o triunfo na totalidade das freguesias. Dois anos depois, as legislativas colocam o PSD em segundo lugar com 32,12 por cento, a 864 votos dos 36,14 por cento do PS. E ganhou em 17 freguesias, enquanto o PS venceu em 26, incluindo na urbana da Guarda e nas rurais mais populosas: Gonçalo e Maçainhas. Mas essa aparente quebra de confiança do eleitorado com quem em 2017 Álvaro Amaro quisera iniciar «uma grande coligação com a Guarda» não faz parte da leitura dos resultados. Carlos Peixoto prefere apontar responsabilidades noutros sentidos que nem sequer o das próprias responsabilidades enquanto presidente da comissão política distrital do PSD. A culpa foi, afirma, de estruturas concelhias do partido «que viraram completamente as costas» e do que diz serem outras fontes «de contravapor», designamente «a estrutura oficial da JSD», que «fez o que não devia ter sido feito» e «entrou numa escusada birra». Ainda assim, o agora único deputado do PSD eleito pelo distrito (que nessa circunstância promete «trabalhar a dobrar»), assinala que o partido teve no distrito melhor resultado do que a nível nacional. E considera que teria bastado uma coligação com o CDS para o PS não ter vencido na Guarda. No mesmo sentido, o mandatário distrital da candidatura do PSD, José Valbom, assinalou que no distrito «se verificou que havia dois partidos» dentro do mesmo PSD. No plano nacional, considera que «a direita paga a factura de ter acordado tarde para a oposição».

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A actual secretária de Estado do Turismo foi uma das vencedoras da noite eleitoral. Cabeça de lista do PS no círculo eleitoral da Guarda, liderou a equipa que fez o partido regressar às vitórias. O que se segue? A deputada eleita (juntamente com Santinho Pacheco) afirma que «vesti a camisola» da Guarda e promete «fazer o melhor possível» e «aquilo que for o mais útil e que traga mais proveito em termos de resultados para a Guarda». Como? Para já não esclarece. Mas assegura que o PS e o Governo terão a partir de agora «olhos presentes aqui no território permanentemente para conseguir fazer acontecer».

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O Partido Socialista ganhou as eleições no país, no distrito e no concelho da Guarda. A última vitória tinha acontecido nas legislativas de 2009, reforçada quinze dias depois pelo melhor resultado de sempre em eleições autárquicas. Agora aconteceu a situação inversa: da maior votação alguma vez conseguida por um partido em quaisquer eleições no concelho da Guarda (mais de 61 por cento nas autárquicas de 2017) o PSD regressou, dois anos depois, às derrotas. 7.762 eleitores votaram no PS, no concelho. O PSD teve 6.898 votos, o Bloco de Esquerda 2.314 votos, o CDS 1.022 e a CDU 629, segundo-se o PAN o Chega o Iniciativa Liberal o Livre e o Aliança.

A lista encabeçada por Ana Mendes Godinho ganhou em 26 das 43 freguesias do concelho: desde logo na freguesia urbana mas também em Gonçalo, Aldeia do Bispo, Aldeia Viçosa, Alvendre, Avelãs da Ribeira, Benespera, Cavadoude, Faia, Famalicão da Serra, Fernão Joanes, Gonçalo Bocas, Maçainhas, Meios, Panóias, Ramela, Santanha da Azinha, Vale de Estrela, Valhelhas, Vela, Vila Cortês do Mondego, Vila Franca do Deão e nas uniões de freguesias de  Avelãs de Ambom e Rocamondo; Corujeira e Trinta; Mizarela, Pero Soares e Vila Soeiro; e Pousade e Albardo.

O PSD ganhou em 17 freguesias: Arrifana, Casal de Cinza, Castanheira, Codesseiro, João Antão, Marmeleiro, Pega, Pera do Moço, Porto da Carne, Sobral da Serra, Videmonte, Vila Fernando, Vila Garcia, Jarmelo São Miguel, Jarmelo São Pedro, Adão e União de Rochoso e Monte Margarida.

No distrito o PS teve 37,5 por cento dos votos e o PSD 34,3 por cento. Os dois partidos ficaram separados por 2.440 votos. O Bloco de Esquerda ficou em terceiro lugar (com 7,8 por cento), seguido pelo CDS (4,99 por cento), pela CDU (2,99 por cento) e pelo PAN (1,6 por cento).

O Partido Socialista venceu em 10 dos 14 concelhos: Guarda, Seia, Gouveia, Vila Nova de Foz Côa, Figueira de Castelo Rodrigo, Trancoso, Fornos de Algodres, Almeida, Sabugal e Manteigas. O PSD só ganhou na  Mêda, em Aguiar da Beira, em Pinhel e em Celorico da Beira.

Ana Mendes Godinho e Santinho Pacheco (do PS) e Carlos Peixoto (do PSD) são os deputados eleitos pela Guarda.

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A caminhada “Pequenos passos, grandes gestos”, pela prevenção do cancro da mama, realiza-se esta tarde na Guarda. É a décima edição, que se reveste por isso de particular simbolismo. Começa às 14h30 na Alameda de Santo André.

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