Actualidade

Há uma escola na Guarda que não parou as actividades (e, sobretudo, as aulas) por causa do plano de contenção da Covid-19. Os alunos foram mandados para casa, naturalmente, mas é como se estivessem na sala de aula, com as disciplinas a serem ministradas às horas certas. Isto acontece com os cerca de 450 estudantes da Escola Profissional da Guarda. O director, João Raimundo, explica que as aulas são dadas por vídeo-conferência e com recurso a outras ferramentas digitais, havendo também o permanente acompanhamento por parte dos professores e um contacto constante com os próprios encarregados de educação. A possibilidade de ensino à distância passou, aliás, a estar prevista na própria lei a partir de 2019, recorda João Raimundo. E este é o modelo que a Escola Profissional seguirá, se necessário, no terceiro período. Os alunos não ficarão sem aulas, nem classificações, nem preparação para o acesso ao ensino superior, garante do responsável.

Oiça aqui:

A Câmara Municipal de Pinhel organizou um serviço de apoio, destinado a idosos ou a pessoas que estejam isoladas, para dar resposta à necessidade de medicamentos, alimentos ou outros bens essenciais. Em cada freguesia do concelho haverá um elemento responsável, que poderá ser contactado por telefone e garantirá  a entrega a domicílio ou outro tipo de resposta. O pedido também poderá ser feito através do Gabinete de Ação Social do Município de Pinhel.

Eis os contactos:

Alto do Palurdo: 963 345 288
Alverca da Beira/Bouça Cova: 966 391 536
Atalaia/Safurdão: 918 844 201
Ervedosa: 968 195 210
Freixedas: 932 451 016
Lamegal: 966 422 586
Lameiras: 969 951 353
Manigoto: 963 814 735
Pala: 965 888 724
Pinhel: 919 358 118
Pínzio: 962 874 569
Souropires: 965 467 007
Sul de Pinhel: 915 235 034
Terras de Massueime: 965 048 849
Valbom/Bogalhal: 961 829 297
Vale do Côa: 962 034 046
Vale do Massueime: 914 348 137
Vascoveiro: 914 640 727

Gabinete de Ação Social: 961 016 963
 

O Instituto Politécnico da Guarda integra uma rede que já desenvolveu, no espaço de uma semana, dois protótipos de ventiladores para tentar dar resposta à escassez destes equipamentos, face à pandemia da Covid-19.

O anúncio foi feito hoje pelos congéneres de Viseu e Leiria. As instituições desenvolveram dois protótipos de ventiladores que poderão depois ser fabricados em série, após um processo de licenciamento, afirmou à agência Lusa o presidente do Instituto Politécnico de Viseu, João Monney Paiva.

A ideia surgiu há uma semana e uma equipa de cerca de 15 a 20 pessoas dos dois politécnicos começou a desenvolver dois protótipos de ventiladores de emergência, um baseado na operação de um motor elétrico e outro a funcionar com base em ar comprimido pneumático, explicou.

Com base num modelo de acesso livre disponibilizado pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology), a equipa, que contou sempre com o acompanhamento de médicos, terminou neste sábado, por volta das 23h00, os primeiros dois protótipos, estando ainda a ser desenvolvido um terceiro sistema, referiu João Monney Paiva.

“Pensámos no que seria possível fazer para ajudar as pessoas. Esperemos que nada disto seja necessário, mas, caso seja, que ajude a não passar por situações de falta de recursos e de se ter que escolher em que doente se aplicam”, vincou o presidente do IPV.

Segundo João Monney Paiva, está já montada uma rede formada também pelos politécnicos de Guarda, Beja, Bragança, Cávado e Ave, Lisboa, Tomar e Viana do Castelo, disponíveis a colaborar, nomeadamente com máquinas usadas em contexto de aulas ou de investigação para apoiar na produção dos ventiladores.

Agora, a expectativa é que as empresas se mostrem interessadas em avançar com um processo de licenciamento junto do Infarmed e a disponibilidade de fabricar os ventiladores em série, referiu.

“Queremos sensibilizar o Infarmed para que possibilite uma análise mais expedita e, se virem que este equipamento é crítico, que façam uma avaliação mais rápida”, salientou o responsável.

Ao mesmo tempo, a equipa disponibilizou um email (Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.) para empresas e instituições poderem ajudar no projeto, seja na melhoria dos protótipos, seja no fornecimento de componentes e equipamentos que serão necessários na sua produção em série, como por exemplo células de oxigénio, disse.

Além do processo de licenciamento, o responsável acredita que o projeto poderá ter problemas com falta de componentes, face à pandemia da covid-19, querendo também sensibilizar o Ministério da Ciência para poder “fazer contactos e estabelecer as cooperações possíveis para que isto avance”.

Em Inglaterra há quem esteja mais atento à situação de cá, do que propriamente à de lá: Pedro Correia, estudante de mestrado em Comunicação, confessa que o que mais o preocupa é o local onde tem a família. Natural do concelho de Trancoso e licenciado pelo Instituto Politécnio da Guarda, está agora retido, prosseguindo as aulas sem ser presencialmente.

Oiça aqui:

A Associação de Jogos Tradicionais da Guarda está a usar as redes sociais para propor a prática de atividades lúdicas antigas a quem está em casa em isolamento social devido à Covid-19. A iniciativa começou na segunda-feira e consiste na sugestão diária de um jogo tradicional. É uma forma, diz o presidente, Norberto Gonçalves, de «prestar um serviço público» e ao mesmo tempo potenciar a troca de conhecimentos, em família, sobre práticas lúdicas ancestrais que as gerações mais novas desconhecem. Reviver serões antigos é também o desafio.

Oiça aqui:

Hoje, no dia informativo, estamos a tentar olhar para o lado menos mau do problema. Contando, por exemplo, com testemunhos como a de Maria do Céu, vendedora de fruta e legumes no mercado da Guarda, que diz não ter feitio nem tempo para se deixar abater por infortúnios. Na banca da Praça, onde não parou de trabalhar, seguem-se os dias dentro da normalidade possível. Há frescos da terra, que são entregues à porta e ao domicícilio. «Há cá de tudo, fresquinho e bom», convida Maria do Céu, referindo-se também aos vendedores efectivos do Mercado, que se mantêm em actividade.

Oiça aqui:

A Câmara Municipal e a Junta de Freguesia da Guarda vão, a partir desta exta-feira, desinfectar as principais ruas da cidade, tendando conter as condições de propagação de Covid-19. «Devido à pandémica provocada pelo Covid-19, que já levou o Presidente da República a decretar o estado de emergência, e atendendo ao forte perigo de contágio, a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia da Guarda vão proceder, a partir de amanhã, dia 20 de Março, com início às 08:30, à desinfecção das principais ruas da cidade», refere o município em comunicado.
Segundo a nota, «entre as zonas a desinfectar, está incluído todo o Parque da Saúde da Guarda», onde funciona o Hospital Sousa Martins e está instalada a sede da Unidade Local de Saúde, «por ser considerada uma zona prioritária». «O objectivo desta acção conjunta é a desinfecção dos principais locais da cidade, de forma a prevenir o contágio e a restaurar, o mais rapidamente possível, a Saúde Pública”, sublinha a autarquia. A desinfecção será feira «com hipoclorito de sódio».