Actualidade

«Não há nada», «não há um único tubo» do antigo órgão da Sé da Guarda que foi danificado durante as invasões francesas e acabaria desmantelado em 1907, na grande requalificação do monumento conduzida pelo arquitecto Rosendo Carvalheira. As peças foram armazenadas no edifício do Seminário Maior mas, mais de um século depois, apenas existem alguns detalhes da talha ornamental. Nenhum componente essencial do antigo instrumento chegou até aos nossos dias. Por isso, o vigário-geral da Diocese, Manuel Pereira de Matos, estranha que a Direcção Regional de Cultura tenha ordenado a substituição do projecto de um órgão novo, que teria já financiamento comunitário assegurado, por outro que se baseia no restauro do que existiu. A espera prossegue, depois de décadas de entraves por parte dos poderes públicos à colocação do instrumento clássico numa das únicas catedrais do país que não tem um.

Oiça aqui:

O secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Teixeira, defende que as residências públicas do ensino superir devem ser apenas «para estudantes portugueses carenciados» e pede às instituições de ensino superior para «não cairem na tentação de porventura afectar alguma parte daquilo que são residências públicas» para o acolhimento de alunos estrangeiros. Para estes existe um programa que permite às universidades e aos politécnicos a contratualização «com o terceiro sector» (instituições de solidariedade ligadas à Igreja, por exemplo) ou «com as pousadas de juventude» para a «disponibilização de quartos». Explicações dadas durante uma audição na Comissão Parlamentar de Educação e Ciência da Assembleia da República, na qual o governante defendeu também uma aproximação às escolas profissionais no sentidom de captarem alunos que normalmente não são motivados a seguir o ensino superior.

Oiça aqui:

A primeira acção de pré-campanha do novo partido Aliança para as Europeias aconteceu na Guarda. Paulo Sande, o cabeça de lista, destaca o simbolismo de começar no Interior  e numa instituição de solidariedade social.

Oiça aqui:

O secretário de Estado para a Valorização do Interior compreende as críticas dos autarcas do distrito, quando dizem que por esta altura do Carnaval podia haver mais gente na região se não fossem as portagens, mas diz que mais não se pode fazer, por agora. João Paulo Catarino lembra que o Governo já reduziu as taxas de portagem nas antigas SCUT. Novas intervenções só «à medida de uma situação que o permita».

Oiça aqui:

Hugo Carvalho já não vai renunciar ao mandato de deputado na Assembleia Municipal da Guarda pelo Partido Socialista. É o próprio quem o assegura numa comunicação à Rádio (sem, no entanto, querer dar voz), na sequência da notícia avançada sexta-feira no programa de debate político “Quarto Poder” [ver aqui].

Este elemento do grupo parlamentar do PS, que se tem destacado na oposição ao executivo de Álvaro Amaro, clarifica que houve apenas «um correio electrónico» enviado «para um grupo restrito de doze pessoas» (os restantes eleitos na Assembleia Municipal), que terá sido referido «de forma errónea».

Garante ainda que como deputado independente eleito pelo Partido Socialista foi «um dos impulsionadores» da entrega da liderança da bancada ao presidente da concelhia e que é «amigo pessoal» de Agostinho Gonçalves,  não sentindo da parte do dirigente «qualquer mal-estar por assumir alguma preponderância dentro do grupo e por assumir parte das intervenções políticas». Pelo contrário, «sinto o seu apoio e incentivo», que retribui com a garantia de que «apoio incondicionalmente» o «presidente eleito democraticamente».

Deste modo, Hugo Carvalho diz que a Rádio avançou uma «falsa notícia» para «criar instabilidade no Partido Socialista» e fomentar «ruturas e conflitos internos», sublinhando que «o grupo municipal do Partido Socialista na Assembleia Municipal é um grupo coeso e com objectivos claramente definidos», que passam por «criar condições para que possa voltar a governar no município da Guarda» e a ganhar todas as eleições que se avizinham.

Este esclarecimento de Hugo Carvalho surgiu três dias depois do email que enviou, no início da manhã de sexta-feira passada, a todos os membros do grupo municipal - a tal «comunicação restrita» que rapidamente começou a circular nos meios políticos da Guarda e que já foi confirmada à Rádio, esta semana, por vários dos destinatários originais.

Nele, o deputado exprimia uma posição muito diferente da que agora alega: «Serve a presente para comunicar a minha decisão de renunciar ao meu mandato. Não desejo nem nunca desejei ser incómodo para ninguém, muito menos para a concelhia», escrevia Hugo Carvalho.

«Porque não tenho feitio para engolir sapos, nem para me calar, prefiro afastar-me a ser hipócrita», prosseguia, confessando que «reforcei a minha opinião sobre as estruturas partidárias». E explicava:  «preza-se a incompetência, a ausência de trabalho e o conluio em detrimento do trabalho e da competência».

O independente eleito na lista do PS dizia ainda que «não tenho qualquer ambição política, não preciso de me ajoelhar ou de ouvir o que não quero, na esperança de ter direito a uma migalha ou um cargo. Não preciso da política para me realizar pessoalmente, financeiramente ou profissionalmente e também não espero obter da política qualquer tipo de afirmação social».

Eram estes os termos de uma comunicação por email ao grupo parlamentar na sexta-feira, antes de, na segunda-feira seguinte, ter escrito à Rádio que se tratava de «uma conversação entre membros desse grupo», cujo teor teria sido «completamente retirado do seu contexto».

Duas versões, com um intervalo de três dias, que a Rádio procurou confrontar para esclarecer, convidando Hugo Carvalho para uma entrevista. Convite que declinou, invocando que «não é o mesmo oportuno em função da minha agenda profissional e familiar».

Antes de saber da existência da explicação por escrito à Rádio, o dirigente socialista Fábio Pinto comentava o caso na edição desta semana do programa "Local Global", lamentando a até então assumida intenção de renúncia por parte de Hugo Carvalho, por ser «um activo importante do Partido Socialista, que foi o rosto de um trabalho sério, atento e credível».

Mas este acontecimento não pode ser motivo de instabilidade no PS local nem suscitar tentativas antecipadas de mudanças na liderança, diz  Fábio Pinto, que descarta candidatura à concelhia da Guarda do PS antes de ponderação no calendário certo. A actual estrutura «tem total legitimidade» para cumprir o mandato e o programa. 

E quanto ao grupo parlamentar na Assembleia Municipal, a saída (agora não confirmada) de Hugo Carvalho poderia ser uma oportunidade para outros «quadros políticos preparados para defender aquilo que são os interesses dos cidadãos», lembrando que só se pode dizer «que é um grupo» quando «todos estão em pé de igualdade para fazer valer as suas capacidades».

Oiça aqui:

 

 

A Farmácia Central foi uma das oito casas em Melo, no concelho de Gouveia, que arderam no fogo de 15 de Outubro de 2017. Fechou portas por poucas horas, porque no mesmo já havia um novo espaço e os medicamentos estavam garantidos, em instalações provisórias cedidas pela Junta de Freguesia. Quase um ano e meio depois, a proprietária de director técnica, Isabel Coelho, não sabe quando poderá iniciar a reconstrução do edifício. As burocracias são longas e até um parecer arqueológico que foi solicitado.

Oiça aqui:

 

O PSD da Guarda mantém as dúvidas que desde o início manifestou em relação à transformação da Pousada da Juventude em residência de estudantes e discorda da perspectiva optimista do presidente do Instituto Politécnico de ter as instalações prontas a receber alunos jé em Setembro. O presidente da concelhia social-democrata, Tiago Gonçalves, contrapõe que o processo vai ser longo e dificícil. Embora compreenda que Joaquim Brigas tenha agarrado «com as duas mãos» a hipótese que lhe foi oferecida pelo Governo, o líder do PSD lamenta que não tenham sido encontradas outras soluções que não significassem «a amputação de um serviço público». Soluções «sérias, reais e imediatas», que «não foram devidamente estudadas de modo a perceber-se se tinham ou não até mais viabilidade», afirmou Tiago Gonçalves, reclamando para a autarquia, de maioria PSD, uma crescente atenção em relação ao problema do alojamento dos estudantes: «foi com esta Câmara que se iniciaram os apoios financeiros ao IPG e foi com esta Câmara que se resolveu o problema da antiga residência da Gulbenkian, que também foi entregue ao Instituto Politécnico da Guarda». Num gesto simbólico, os dirigentes concelhios do PSD e da JSD foram hoje às ainda instalações do Instituto Português do Desporto e da Juventude reafirmar que a decisão do Governo «é um erro». Tiago Saraiva Gomes, presidente da Juventude Social Democrata, lembra que «este edifício foi construído para ser a receber os jovens e ser a Casa da Juventude», valência que a Guarda vê «retirada», e recorda o consenso existente entre as juventudes partidárias.

Oiça aqui: