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Passada uma semana desde que o PSD do concelho da Guarda fez uma intervenção pública à porta da Pousada da Juventude [ver notícia aqui] contra a transformação em residência de estudantes, o PS ainda não deu qualquer resposta política nem, em contraditório a essa iniciativa, saiu em defesa da solução agora definida em decreto-lei, de inclusão do imóvel num fundo para alargamento da oferta da alojamento estudantil [ver aqui e aqui]. Mas há vozes do Partido Socialista que quebram este silêncio, como é o caso de Alexandre Lote, membro dos órgãos distritais e candidato à federação nas eleições do ano passado. No programa da Rádio “Semana Cruzada”, onde faz parte dos painéis de comentadores, lamentou que o PSD não tenha assumido a mesma atitude de protesto e exigência quando o anterior Governo (de maioria PSD/CDS) decidiu encerrar a pousada, há sete anos. A solução agora encontrada «não é a ideal», sublinha o autarca de Fornos de Algodres (que sempre defendeu a reabertura da pousada enquanto marca e unidade da rede nacional de turismo juvenil), mas «é a possível» depois de ter demorado a resposta por parte da Câmara da Guarda à proposta de parceria para a exploração, afirma. Uma proposta que resultou «da especial sensibilidade» de membros do actual Governo que tiveram experiência autárquica (desde logo o primeiro-ministro António Costa mas também o secretário de Estado das Autarquias Locais, Carlos Miguel) para a articulação da gestão de património do Estado com os municípios. Na aparente falta de interesse da Câmara, o Governo decidiu dar outro destino ao imóvel, tendo em conta a reivindicação, por parte do Instituto Politécnico, de mais oferta para alojamento de estudantes. Mas Alexandre Lote vê nesta atitude da autarquia da Guarda um possível «tacticismo político»: ao PSD local interessaria arrastar o processo por mais tempo, para que a solução para o edifício encerrado desde 2012 não tivesse «a marca de um governo do Partido Socialista» em ano de eleições europeias e legislativas. Assim, «o dizer que a solução possível é o pior dos mundos é politicamente a fuga possível» para Álvaro Amaro, interpreta Alexande Lote no programa de comentário da Rádio.

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O alerta foi deixado na edição desta semana do programa de debate político "Quarto Poder": o presidente da federação distrital do Partido Socialista, Pedro Fonseca, pode estar a querer fazer do Instituto Politécnico da Guarda «o seu reduto político», onde julga ter «um espaço a partir de onde fazer política», designadamente contra a Câmara. Um dos comentadores, Pedro Pires, considera que «é coincidência a mais este envolvimento» do líder distrital socialista «nas questões do Politécnico» e não crê que se resuma ao facto de Pedro Fonseca querer manter-se como professor convidado da instituição de ensino superior. Pode haver motivações de natureza partidária, para as quais o novo presidente do Institiuto Politécnico pode estar a ser involuntariamente arrastado, alerta. Por isso «faz sentido que as coisas se clarifiquem o mais rapidamente possível», porque a Guarda não pode regressar ao tempo «das divergências entre a Câmara e o Politécnico, que no passado foram altamente penalizadoras». O outro comentador do programa, Tiago Gonçalves, também espera que este cenário não passe de um equívoco causado pela acção recente do presidente da federação distrital do PS. E recorda que as relações entre a Câmara Municipal e o Instituto Politécnico «têm sido as melhores e convém que assim continuem», referindo que nos últimos cinco anos tem havido «uma relação estratégica e de concertação». «Não se queira voltar ao passado», afirma.

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Em Celorico da Beira é dia de provar a tiborna, numa organização da Associação de Jogos Tradicionais do Distrito da Guarda. É uma receita simples, parte da tradicional lagarada, no tempo do azeite novo.

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Foi de novo uma espécie de "ensaio-geral" para o que vai ser a realidade da Câmara da Guarda dentro de algumas semanas. Nos meios políticos já quase ninguém se refere à saída de Álvaro Amaro apenas como possibilidade e em concreto no PSD é praticamente assumido que o presidente da Câmara deixará as funções para integrar a lista ao Parlamento Europeu. O "toque a reunir" de quem fica está a ser feito em várias frentes e ontem, véspera do Dia da Mulher, a concelhia do partido promoveu um encontro no feminino, com dezenas de participantes, que foi na prática a pré-apresentação da mais que provável, dentro de poucas semanas, nova composição do executivo municipal, com Cecília Amaro a ascender ao lugar de vereadora. «Com as pessoas e para as pessoas» e em estreita colaboração «com as juntas de freguesia e com as associações», é como a actual adjunta do presidente da Câmara sublinha que continuará a trabalhar, qualquer que seja a função, admitindo que «aprendi muito» com Álvaro Amaro, designamente «um conhecimento de estratégia política muito abrangente». Mas a reflexão foi sobre o papel da mulher na política. Na cidade que já teve a primeira deputada e a primeira governadora civil (Marília Raimundo), uma presidente da Câmara (Maria do Carmo Borges) e um partido, o PSD, mais tempo liderado por mulheres (Marília Raimundo e Ana Manso) do que por homens, a primeira mulher a presidir à Assembleia Municipal da Guarda, Cidália Valbom, lamenta que ainda se fale em quotas e em paridade. O mesmo diz Lucília Monteiro, a por enquanto única vereadora na Câmara. Dentro de semanas passará a haver duas mulheres e cinco homens no executivo municipal.

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É uma jovem, de 25 anos, a candidata que representa a Guarda na lista do Bloco de Esquerda ao Parlamento Europeu. Bárbara Xavier é formada em Psicologia da Educação e diz que todos os palcos políticos são importantes para lutar por aquilo de que o Interior precisa. Independente, natural da Guarda, acredita no papel do Bloco em favor de uma Europa coesa, «inclusiva e ecológica».

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O concerto poético “Trovas & Canções – Atores, Poetas e Cantores”, de Ruy de Carvalho, sobe ao palco do grande auditório do Teatro Municipal da Guarda esta sexta-feira às 21h30. O actor estará acompanhado do filho, João de Carvalho. Conta ainda com a participação de Adelaide Sofia e de Guilherme Madeira, bem como de Ricardo Gama (guitarra portuguesa) e João Correia (guitarra clássica). É uma evocação de poemas que deram origem a algumas das mais famosas canções portuguesas. Por ser o Dia Internacional da Mulher haverá ainda destaque para a poesia no feminino, deFlorbela Espanca e Sophia de Mello Breyner Andressen, entre outras.

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Um empresário do sector têxtil, radicado no Norte mas com ligações à região, pode estar interessado na compra da Confama, a fábrica de confecções de Famalicão da Serra que parou a laboração no início do mês. O presidente da Junta de Freguesia, Honorato Esteves, vê uma pequena luz ao fundo do tunel. O autarca tem esperança em que haja investidores que aproveitem as instalações dlicenciadas para uso industria, que dêem trabalho às pessoas da aldeia que agora ficaram desempregadas, cerca de meia centena.

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