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A quarentena obrigatória para todos os cidadãos que regressem aos concelhos do distrito da Guarda provenientes do estrangeiro ou de outras zonas do país, decretada pela Delegada Coordenadora de Saúde Pública da Unidade Local de Saúde da Guarda [ver notícia anterior aqui], está em linha com a activação do Plano Distrital de Emergência, no âmbito da Protecção Civil, que vigora a até ao dia 3 de Abril, podendo ser prolongado. O objectivo é aumentar a capacidade de coordenação, controlo e articulação entre as várias instituições, de forma a colocar em prática as medidas determinadas pelo Governo, nomeadamente a requisição de bens e serviços ao sector público e privado e a obrigatoriedade de períodos de quarentena. É o que explica o presidente da Câmara Municipal de Celorico da Beira, Carlos Ascensão, que preside também à Comissão Distrital de Protecção Civil. A partir de agora não há apenas recomendações, mas sim ordens. 

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A quarentena obrigatória para todos os cidadãos que regressem aos concelhos do distrito da Guarda provenientes do estrangeiro ou de outras zonas do país acaba de ser decretada pela Delegada Coordenadora de Saúde Pública da Unidade Local de Saúde da Guarda, a médica Ana Isabel Viseu. Num momento em que o país entra oficialmente na fase de mitigação da Covid-19, a Autoridade de Saúde manda permanecer em isolamento profilático de 14 dias todos os emigrantes no estrangeiro ou residentes em Portugal que retornem às terras de origem. Deixa assim de ser uma recomendação, como já tinha sido expressa por autarcas e delegados de saúde concelhios [ver notícia anterior aqui], para tomar força de obrigação. Quem violar esta ordem de quarentena poderá incorrer em crime de desobediência.

 

 

A Autoridade de Saúde Pública do concelho da Guarda recomenda um período de isolamento aos emigrantes que entrem pela fronteira de Vilar Formoso. Um apelo que José Valbom, Delegado de Saúde na Guarda, estende a todas as pessoas que regressem à região vindas das maiores cidades do país. Trata-se, sublinha o médico, de um imperativo de saúde pública. José Valbom lança também um alerta sobre a necessidade de os lares de terceira idade terem planos de contingência e observarem cuidados redobrados.

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O Mercado Municipal da Guarda continua, para já, aberto ao público, tendo em conta que fornece bens de primeira necessidade. Tel excepção já tinha sido testemunhada à Rádio por uma vendedora, na passada sexta-feira [ver notícia anterior aqui]. O presidente da Câmara, Carlos Monteiro, explica que o equipamento continua a funcionar, mas com regras e restrições. Só as bancas fixas podem abrir, estando vendada a actividade ao vendedores directos (os chamados "Mondegueiros") e nas instalções não é permitida a presença de mais de 20 clientes em simultâneo. Mas esta é uma situação que será avaliada com o decorrer da evolução da pandemia, ressalva o autarca. As medidas e restrições vão sendo tomadas de acordo com as circunstâncias de cada momento e tendo em conta as orientações das autoridades de saúde pública.

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Esta segunda-feira começou a ser feita a desinfecção de ruas de maior circulação da Guarda, nomeadamente as proximidades e acessos a unidades de saúde, farmácias, superfícies comerciais, forças de segurança e estacionamentos de táxis. E este é um procedimento que a Câmara quer alargar ao Parque TIR, na Plataforma Logística. Todos os camiões que circulem nas estradas do concelho (mesmo os que estejam estacionados nas freguesias rurais) serão para lá encaminhados, para serem sujeitos a desinfecção, anuncia o presidente da Câmara, Carlos Monteiro.

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A Câmara da Guarda acaba de disponibilizar dormitórios para profissionais de saúde, agentes das forças de segurança, elementos da protecção civil e bombeiros voluntários.

Trata-se do Centro Apostólico D. João de Oliveira Matos, que foi arrendado à Diocese para receber estudantes do Instituto Politécnico. Só que, nesta fase, a autarquia decidiu disponibilizar o espaço à Unidade Local de Saúde, continuando para o efeito a suportar o arrendamento mensal. 

O imóvel tem capacidade para 80 pessoas e poderá ser utilizado, se necessário, para situações de quarentena, explica o presidente da Câmara.

Outra medida que poderá ser tomada brevemente tem a ver com a realização de testes, por um laboratório de análises clínicas da cidade, numa colaboração com o município. E em relação aos lares e centros de dia do concelho,  Carlos Chaves Monteiro garante que a Câmara vai disponibilizar material de protecção individual às instituições que necessitem desse equipamento.

A autarquia também está disponível para comprar alguns ventiladores pulmonares, caso a ULS da Guarda entre numa situação de maior necessidade.

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A Feira Anual do Queijo da Serra em Fornos de Algodres, que era para ter decorrido este fim-de,semana, foi cancelada devido ao estado de emergência. Mas a Câmara Municipal  resolveu ajudar os produtores, através de um pacote de medidas promocionais na plataforma de vendas online criada pela autarquia há um ano. A venda do principal produto do concelho está a ser feita por esta via, para a época não seja prejudicada pelas restrições.

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