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O presidente da Câmara da Covilhã confirma que aquela cidade quer acolher a sede do futuro Geopark Estrela, recentemente reconhecido pela UNESCO. O socialista Vítor Pereira respondia, na última sessão da Assembleia Municipal, à interpelação de um deputado do PSD, que invocava a vantagem de, além da Câmara, a Covilhã ter outro parceiro fundador do projecto: a Universidade da Beira Interior. Além disso, o distrito da Guarda já tem serviços que bastem, relacionados com a área da natureza, afirmou.

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«As pessoas estão a ficar doentes» e «fartas» de esperar. No final deste mês o maior cliente da fábrica da DURA em Vila Cortês do Mondego vai transferir grande parte da produção para outra unidade, na Índia. E o desabafo do coordenador da Comissão de Trabalhadores, Paulo Ferreira, resume o estado de espírito de quem não sabe o que vai acontecer.

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O presidente da Câmara de Pinhel, que lidera uma corrente alternativa à actual liderança distrital do PSD, acusa o cabeça de lista às eleições do passado domingo e presidente da Comissão Política Distrital, Carlos Peixoto, de não ter tido a coragem de assumir as responsabilidades pela «maior derrota de sempre». Desde 1976 que o partido não tinha uma votação tão baixa. Mas ao invés de interpretar os resultados, o reeleito deputado preferiu manter uma postura de «guerrilha» [ver notícia anterior aqui], acusa o autarca. Rui Ventura contesta os argumentos de Carlos Peixoto e recorda que nos concelhos de onde são originários os elementos que integraram a lista o PSD perdeu, enquanto em Pinhel (onde a estrutura social-democrata terá agido em «contravapor», na acusação do líder distrital, na sequência do afastamento da deputada Ângela Guerra) houve uma folgada vitória. O que falhou foi a própria estratégia do cabeça de lista, focada nos próprios interesses, afirma Ventura. Pede, por isso, uma «reflexão» aberta aos militantes, após a qual o partido terá de ponderar o futuro. Para já, e sem essa análise interna, o presidente da Câmara de Pinhel não pede a demissão de Carlos Peixoto nem diz se será candidato ao lugar. Até porque o PSD tem no horizonte imediato a escolha de um novo líder nacional. Rui Ventura manifesta o público apoio à candidatura de Luís Montenegro. É a pessoa certa para «juntar os cacos» de um partido que Rui Rio desuniu, conclui.

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Um dos protagonistas da vitória do PS na Guarda e no distrito foi o presidente da distrital da Juventude Socialista. Convidado para director de campanha numa altura em que o partido vivia mais uma convulsão interna e não tinha sequer estruturas federativas, Fábio Pinto sente que a missão foi cumprida, após meses de muito trabalho difícil, com vários obstáculos.

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O Biblioteca Municipal de Seia vai dar continuidade ao curso de língua portuguesa para estrangeiros residentes no concelho, que iniciou no ano passado. As aulas visam, sobretudo, desenvolver as capacidades para compreender a língua, utilizar uma estrutura gramatical simples e desenvolver competências de comunicação oral. Depois da primeira experiência, no ano passado, foram os próprios interessados a pedir nova formação, que já abrange estrangeiros residentes em concelhos limítrofes.

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O histórico socialista da Guarda e actual presidente da Câmara de Manteigas, Esmeraldo Carvalhinho, considera que a cabeça de lista do PS pelo círculo da Guarda, e agora deputada eleita, demonstrou ser «uma líder nata» que «liderou a campanha como nunca ninguém liderou uma campanha distrital para as legislativas». Porém, o também antigo vereador e vice-presidente da Câmara da capital do distrito não entende que deva exigir-se mais, ao nível partidário local, à secretária de Estado do Turismo. «Até porque não tem tempo para isso» e «está-lhe destinado um outro papel a nível nacional», antevê Carvalhinho. Ou pelo menos Ana Mendes Godinho «não tem, do meu ponto de vista, de por força desta circunstância e desta vitória retumbante ser líder de um outro projecto», nomeadamente uma eventual candidatura à presidência da Federação Distrital do Partido Socialista. Pelo menos não antes de se esgotarem outras eventuais opções. Porque, diz o dirigente socialista, o PS «tem que reflectir seriamente» e encontrar «um candidato capaz e líder, sem subterfúgios e sem aquelas aritméticas do momento eleitoral, de somar duzentos ou trezentos votos sindicalizados». E essa figura existirá? O autarca de Manteigas crê que sim: «O Partido Socialista tem no seu seio, pese embora as convulsões dos últimos tempos, gente capaz para o fazer». É este a desafio que o PS no distrito tem de procurar cumprir em primeiro lugar, antes de partir para o cenário de «sacrificar duplamente a competência de Ana Mendes Godinho».

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O presidente da comissão política concelhia da Guarda do PSD pede calma, união e reflexão a todos os militantes e também aos intervenientes em todos os órgãos autárquicos, num apelo que dirige à generalidade dos responsáveis. Na emissão especial da noite eleitoral na Rádio, onde foi um dos comentadores, Tiago Gonçalves defendeu que o partido não pode "enterrar a cabeça da areia", depois de ter perdido as legislativas na cidade e no concelho (6.898 votos no concelho, correspondentes a 32,1 por cento), apenas dois anos após a expressiva vitória (14.476 votos, 61,2 por cento do total) nas autárquicas de 2017. Embora ressalve os factores que considera menos negativos (como o facto de o PSD ter alcançado na Guarda um resultado menos mau em comparação com o nacional), o líder concelhio não está com rodeios: a derrota também se deve ao momento que o partido vive após o «terramoto político» da saída de Álvaro Amaro para o Parlamento Europeu. Mas este é um ciclo que o PSD tem de saber fechar, conclui Tiago Gonçalves, apelando à união para que os restantes eleitos, em quaisquer órgãos municipais, deem continuidade ao programa sufragado em Outubro de 2017 e cuja concretização a todos deve comprometer. Um compromisso sem cedência a protagonismos de circunstância, que foram identificados e referido por outros comentadores da noite. Se o PSD conseguir isto, estará em condições de em 2021 renovar a maioria na Câmara da Guarda. «Até contra Ana Mendes Godinho» no cartaz adversário, ironizou o presidente da concelhia social-democrata.

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