O presidente do Núcleo Empresarial da Região da Guarda (NERGA) e administrador da unidade de lavagem de lãs na zona da Gata, sobre a qual recai a principal suspeita de responsabilidade pela poluição do Rio Noéme, desafia a Câmara ou qualquer autoridade ambiental a provar que o maior foco do problema está na indústria da família.

Pedro Tavares assegura que os efluentes da fábrica não representam «problema nenhum», garantindo mesmo que os resíduos «estão certificados para a agricultura» por um estudo que terá sido realizado pelo Instituto Politécnico de Castelo Branco.

O empresário alega que noutra unidade, entretanto desactivada (foi adquirida pela Câmara no âmbito do programa Polis), que funcionou no Rio Diz «nós tínhamos lavadouro e não tratávamos a água», situação que durou cerca de três décadas sem que impedisse a existência de «trutas no Côa», onde desagua o Noéme.

Na actual fábrica, pelo contrário, o tratamento de águas residuais estará a ser feito, ao ponto de Pedro Tavares garantir que o efluente lançado ao rio não é mais do que «poluição biológica» que «passado um quilómetro desapareceu».

Sendo assim, de quem é a culpa pelo estado do rio? «Da própria cidade», garante. «Não é fácil tratar-se a água quando as pessoas deitam tudo no esgoto». O empresário, que diz recusar ser bode expiatório do problema, respondeu à Rádio à margem de uma conferência do NERGA sobre os novos desafios do sector agrícola.

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