A presidente da Assembleia Municipal da Guarda, Cidália Valbom, enviou no início desta semana uma carta a todos os membros do órgão deliberativo (deputados eleitos diretamente e presidentes de junta, que são membros por inerência), a colocar-se «inteiramente à vossa disposição» no combate à propagação do coronavírus.

«Faço-o nessa qualidade [de presidente da AM], é certo, mas não esqueço a minha condição de cidadã, mulher e mãe de família», refere.

Dirigindo-se aos «colegas Autarcas», Cidália Valbom reconhece, na comunicação a que a Rádio teve acesso, que «vivemos um tempo que não esperávamos, não imaginávamos, e muito menos desejávamos».

Reconhece que «nestes momentos, que também são de reflexão, somos convocados para nos debruçarmos sobre a vida e por isso sobre as preocupações de cada um de nós», mas ressalva que «ninguém deve estranhar isso»: é uma atitude que «faz parte de cada um e não é necessariamente egoísmo».

Porém, considera necessário que num momento como todos se sintam «também convocados para pensarmos nos outros, em todas as suas dimensões». E exemplifica: «nos mais jovens que se preocupam com o futuro»; «nos menos jovens que olham mais o presente»; e «nas famílias como agregado».

A presidente da mesa Assembleia Municipal, que em 2017 encabeçou a lista do PSD como independente, faz também um público reconhecimento aos que «querendo ficar em casa, têm que trabalhar em prol de todos», nomeadamente os desempenham tarefas relacionadas com «a saúde da comunidade» e «a economia».

«A todos estes Profissionais que, pese embora gostassem de se abrigar na proteção de suas casas, não o fazem, e dia após dia, lutam para que o amanhã seja possível, o nosso agradecimento será eterno», escreve Cidália Valbom na carta aos deputados municipais e presidentes de juntas de freguesia do concelho da Guarda.

Cidália Valbom faz depois dois apelos. O primeiro «a todos para que cumpram e façam cumprir as orientações das Autoridades de Saúde, Proteção Civil, Forças de Segurança, Juntas de Freguesia»

O segundo para que «usemos todos os meios ao nosso alcance, nomeadamente a Comunicação Social, para que de forma rigorosa e sem alarmismos, transmitam a informação útil e necessária, neste momento de crise».

E conclui com a convicção de que «estamos seguramente todos disponíveis para que a Guarda e todas as suas Freguesias e Aldeias possam ser, o mais possível, aliviadas desta situação nova e por isso, à boa maneira das nossas gentes, possamos entregar-nos à luta por esta causa».