A junta de freguesia de Aldeia Viçosa tem uma dívida global que ultrapassa os 206 mil euros e, como consequência de sucessivos incumprimentos, não pode sequer movimentar as contas bancárias, apurou a Rádio.

Só à Segurança Social, o valor em falta será superior a 14 mil euros, referente às contribuições, desde 2005, do único funcionário da autarquia. A empresa António Saraiva e Filhos, do ramo da construção civil e obras públicas, será a mairo credora privada, com um processo de cobrança de 101 mil euros a correr nos tribunais. Uma outra firma do mesmo sector – a Albino Teixeira – também terá entrado em contencioso por causa de 38 mil euros, ao passo que a PT Comunicações terá também pendente um pagamento de 955 euros.

A factura à EDP já terá ultrapassado os 7.200 euros, aos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento a junta deverá cerca de oito mil euros e às Finanças pouco mais de 800 euros.

Somam-se quase 8 mil em coimas aplicadas pelo Ministério Público, por alegados crimes de natureza ambiental, e também um pedido cível de indemnização de 15 mil euros, exigido pela família do jovem que sofreu, no Verão, um acidente na Praia Fluvial de Aldeia Viçosa. Um total de 9 mil euros estará em dívida a cerca de duas dezenas de pequenos fornecedores.

O novo executivo executivo terá uma herança de incumprimento muito superior ao valor declarado pelo anterior presidente da junta, Baltasar Lopes, que teria admitido que os valores em falta rondariam os 17 mil euros.

A autarquia do Vale do Mondego já está sujeita a um corte de 20% nas transferências do Fundo de Financiamento das Freguesias, por via do contencioso. Mas mesmo os valores recebidos não podem ser movimentados, devido ao congelamento judicial das contas bancárias. A última transferência de 4.633 euros, recebida há menos de um mês, permanece assim inacessível à nova equipa da junta de freguesia, liderada por Luís Prata, saída das eleições de 29 de Setembro, ganhas pela lista da coligação PSD/CDS.