É uma espécie de "choque" a favor da criação de emprego e fixação de pessoas no Interior. A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, explica em entrevista à Rádio que o programa “Trabalhar no Interior” é muito mais do que aquilo que fez título no litoral: os apoios até 4.800 euros na mudança para territórios de baixa densidade. É um amplo conjunto de respostas, pensado para as pessoas mas também para as empresas. Uma das medidas mais importantes tem a ver com o financiamento pelo Estado de novas contratações com o pagamento integral de salários, em valores que podem chegar aos 1.900 euros mensais por posto de trabalho durante três anos. Trata-se, portanto, de salários acima da média, porque o objectivo é também dar resposta à falta de mão-de-obra qualificada, que constitui a principal razão de queixa das empresas. Há também um reforço dos apoios ao regresso de emigrantes, se vierem fixar-se no Interior. E, no geral, passa a existir uma majoração das medidas de apoio ao emprego, se aplicadas fora dos grandes centros. Ana Mendes Godinho sublinha que há um foco especial na fixação de jovens e destaca o apoio à habitação como outra das preocupações do programa, num quadro de cooperação com autarquias e com o próprio mercado. Na entrevista à Rádio, a ministra revela também que este plano começou a ser pensado a partir do que ouviu na Guarda, quando foi candidata a deputada. E por isso espera, também, que o concelho e o distrito possam liderar este processo, dando o exemplo. Um desafio que lança aos agentes locais, como os municípios e as instituições de ensino superior.

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