O histórico socialista da Guarda e actual presidente da Câmara de Manteigas, Esmeraldo Carvalhinho, considera que a cabeça de lista do PS pelo círculo da Guarda, e agora deputada eleita, demonstrou ser «uma líder nata» que «liderou a campanha como nunca ninguém liderou uma campanha distrital para as legislativas». Porém, o também antigo vereador e vice-presidente da Câmara da capital do distrito não entende que deva exigir-se mais, ao nível partidário local, à secretária de Estado do Turismo. «Até porque não tem tempo para isso» e «está-lhe destinado um outro papel a nível nacional», antevê Carvalhinho. Ou pelo menos Ana Mendes Godinho «não tem, do meu ponto de vista, de por força desta circunstância e desta vitória retumbante ser líder de um outro projecto», nomeadamente uma eventual candidatura à presidência da Federação Distrital do Partido Socialista. Pelo menos não antes de se esgotarem outras eventuais opções. Porque, diz o dirigente socialista, o PS «tem que reflectir seriamente» e encontrar «um candidato capaz e líder, sem subterfúgios e sem aquelas aritméticas do momento eleitoral, de somar duzentos ou trezentos votos sindicalizados». E essa figura existirá? O autarca de Manteigas crê que sim: «O Partido Socialista tem no seu seio, pese embora as convulsões dos últimos tempos, gente capaz para o fazer». É este a desafio que o PS no distrito tem de procurar cumprir em primeiro lugar, antes de partir para o cenário de «sacrificar duplamente a competência de Ana Mendes Godinho».

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